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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Cólicas: como ajudar o seu bebê


Toda mãe que já teve seu bebezinho chorando com cólicas sabe como é difícil não saber como acalmá-lo.

A cólica é uma dor intestinal que faz com que o bebê chore de forma constante e suas pernas mexam-se de forma ritmada.  Felizmente nem todos os bebês sofrem de cólicas e para os  que tem, a mesma  termina em torno dos 2 ou 3 meses naturalmente.

As cólicas geralmente aparecem em horários específicos, geralmente no final da tarde ou de noite, coincidindo como os momentos em que a mãe já está mais cansada. Vamos ver algumas dicas para ajudar o seu bebê nessas horas:

1-dar um banho morninho,
2- colocar o bebê com a barriga encostada na sua barriga para gerar o efeito de uma compressa natural,
3- fazer massagem com pouca pressão na barriguinha no sentido horário para ajudar a soltar os gases,
4- dobrar as perninhas (“bicicleta”) encostando os joelhos na barriguinha  de forma a soltar os gases,
5- coloque seu bebê de bruços no seu colo, assim aquece a barriga e ajuda na saída dos gases,
6- procure ajuda nesses momentos para conseguir manter-se calma e poder acalmar o bebê.


Procure ficar tranqüila e ter em mente que a cólica tem data para terminar. Ficar junto com seu bebê, mesmo que ele esteja chorando, vai ajudá-lo a sentir-se  seguro de seu carinho e compreensão.

Texto elaborado por: Juliana Sell do Apoio Materno
 www.apoiomaterno.blogspot.com / www.gestamaes.com.br         
                     
Referência bibliográfica:

Pós-parto e Amamentação
Carvalho, Marcus Renato e   Vitória Pamplona
Ágora

Filhos: da gravidez aos 2 anos de idade
Organizadores: Fabio A Lopez e Dioclécio C Jr
Manole

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A cólica

Bom dia mamães e papais,

O texto abaixo fala sobre a cólica do bebê, ou melhor dizendo, questiona se o bebê chora mesmo de cólicas. Sem tirar o mérito das imaturidades intestinais que existem, vale ler a opinião do Dr. González. Ele traz uma discussão sobre a necessidade de contato físico e a diminuição de choros a partir disso.Em suma, bebês não só querem o colo da mãe, como PRECISAM disso para sentirem-se bem!

PS. mamães cansadas, e com razão, peçam ajuda de colinhos voluntários.

Beijos e bom final de semana.


A cólica - Por Dr. González

Os bebês ocidentais costumam chorar bastante durante os primeiros meses, o que se conhece como cólica do lactente ou cólica do primeiro trimestre. Cólica é a contração espasmódica e dolorosa de uma víscera oca; há cólicas dos rins, da vesícula e do intestino. Como o lactente não é uma vesícula oca e o primeiro trimestre muito menos, o nome logo de cara não é muito feliz. Chamavam de cólica porque se acreditava que doía a barriga dos bebês; mas isso é impossível saber. A dor não se vê, tem de ser explicada pelo paciente. Quando perguntam a eles: “por que você está chorando?”, os bebês insistem em não responder; quando perguntam novamente anos depois, sempre dizem que não se lembram. Então ninguém sabe se está doendo a barriga, ou a cabeça, ou as costas, ou se é coceira na sola dos pés, ou se o barulho está incomodando, ou simplesmente se estão preocupados com alguma notícia que ouviram no rádio. Por isso, os livros modernos frequentemente evitam a palavra cólica e preferem chamar de choro excessivo na infância. É lógico pensar que nem todos os bebês choram pelo mesmo motivo; alguns talvez sintam dor na barriga, mas outro pode estar com fome, ou frio, ou calor, e outros (provavelmente a maioria) simplesmente precisam de colo.

Tipicamente, o choro acontece sobretudo à tarde, de seis às dez, a hora crítica. Às vezes de oito à meia-noite, às vezes de meia-noite às quatro, e alguns parecem que estão a postos vinte e quatro horas por dia. Costuma começar depois de duas ou três semanas de vida e costuma melhorar por volta dos três meses (mas nem sempre).

Quando a mãe amamenta e o bebê chora de tarde, sempre há alguma alma caridosa que diz: “Claro! De tarde seu leite acaba!”. Mas então, por que os bebês que tomam mamadeira têm cólicas? (a incidência de cólica parece ser a mesma entre os bebês amamentados e os que tomam mamadeira). Por acaso há alguma mãe que prepare uma mamadeira de 150 ml pela manhã e de tarde uma de 90 ml somente para incomodar e para fazer o bebê chorar? Claro que não! As mamadeiras são exatamente iguais, mas o bebê que de manhã dormia mais ou menos tranquilo, à tarde chora sem parar. Não é por fome.

“Então, por que minha filha passa a tarde toda pendurada no peito e por que vejo que meus peitos estão murchos?” Quando um bebê está chorando, a mãe que dá mamadeira pode fazer várias coisas: pegar no colo, embalar, cantar, fazer carinho, colocar a chupeta, dar a mamadeira, deixar chorar (não estou dizendo que seja conveniente ou recomendável deixar chorar, só digo que é uma das coisas que a mãe poderia fazer). A mãe que amamenta pode fazer todas essas coisas (incluindo dar uma mamadeira e deixar chorar), mas, além disso, pode fazer uma exclusiva: dar o peito. A maioria das mães descobrem que dar de mamar é a maneira mais fácil e rápida de acalmar o bebê (em casa chamamos o peito de anestesia), então dão de mamar várias vezes ao longo da tarde. Claro que o peito fica murcho, mas não por falta de leite, mas sim porque todo o leite está na barriga do bebê. O bebê não tem fome alguma, pelo contrário, está entupido de leite.

Se a mãe está feliz em dar de mamar o tempo todo e não sente dor no mamilo (se o bebê pede toda hora e doem os mamilos, é provável que a pega esteja errada), e se o bebê se acalma assim, não há inconveniente. Pode dar de mamar todas as vezes e todo o tempo que quiser. Pode deitar na cama e descansar enquanto o filho mama. Mas claro, se a mãe está cansada, desesperada, farta de tanto amamentar, e se o bebê está engordando bem, não há inconveniente que diga ao pai, à avó ou ao primeiro voluntário que aparecer: “pegue este bebê, leve para passear em outro cômodo ou na rua e volte daqui a duas horas”. Porque se um bebê que mama bem e engorda normalmente mama cinco vezes em duas horas e continua chorando, podemos ter razoavelmente a certeza de que não chora de fome (outra coisa seria um bebê que engorda muito pouco ou que não estava engordando nada até dois dias atrás e agora começa a se recuperar: talvez esse bebê necessite mamar muitíssimas vezes seguidas). E sim, se pedir para alguém levar o bebê para passear, aproveite para descansar e, se possível, dormir. Nada de lavar a louça ou colocar em dia a roupa para passar, pois não adiantaria nada.

Às vezes, acontece de a mãe estar desesperada por passar horas dando de mamar, colo, peito, colo e tudo de novo. Recebe seu marido como se fosse uma cavalaria: “por favor, faça algo com essa menina, pois estou ao ponto de ficar doida”. O papai pega o bebê no colo (não sem certa apreensão, devido às circunstâncias), a menina apoia a cabecinha sobre seu ombro e “plim” pega no sono. Há várias explicações possíveis para esse fenômeno. Dizem que nós homens temos os ombros mais largos, e que se pode dormir melhor neles. Como estava há duas horas dançando, é lógico que a bebê esteja bastante cansada. Talvez precisasse de uma mudança de ares, quer dizer, de colo (e muitas vezes acontece o contrário: o pai não sabe o que fazer e a mãe consegue tranquilizar o bebê em segundos).

Tenho a impressão (mas é somente uma teoria minha, não tenho nenhuma prova) de que em alguns casos o que ocorre é que o bebê também está farto de mamar. Não tem fome, mas não é capaz de repousar a cabeça sobre o ombro de sua mãe e dormir tranqüilo. É como se não conhecesse outra forma de se relacionar com sua mãe a não ser mamando. Talvez se sinta como nós quando nos oferecem nossa sobremesa favorita depois de uma opípara refeição. Não temos como recusar, mas passamos a tarde com indigestão. No colo da mamãe é uma dúvida permanente entre querer e poder; por outro lado, com papai, não há dúvida possível: não tem mamá, então é só dormir.

Minha teoria tem muitos pontos fracos, claro. Para começar, a maior parte dos bebês do mundo estão o dia todo no colo (ou carregados nas costas) de sua mãe e, em geral, descansam tranquilos e quase não choram. Mas talvez esses bebês conheçam uma outra forma de se relacionar com suas mães, sem necessidade de mamar. Em nossa cultura fazemos de tudo para deixar o bebê no berço várias horas por dia; talvez assim lhes passemos a idéia de que só podem estar com a mãe se for para mamar.

Porque o certo é que a cólica do lactente parece ser quase exclusiva da nossa cultura. Alguns a consideram uma doença da nossa civilização, a consequência de dar aos bebês menos contato físico do que necessitam. Em outras sociedades o conceito de cólica é desconhecido. Na Coreia, o Dr. Lee não encontrou nenhum caso de cólica entre 160 lactentes. Com um mês de idade, os bebês coreanos só passavam duas horas por dia sozinhos contra as dezesseis horas dos norteamericanos. Os bebês coreanos passavam o dobro do tempo no colo que os norteamericanos e suas mães atendiam praticamente sempre que choravam. As mães norteamericanas ignoravam deliberadamente o choro de seus filhos em quase a metade das vezes.

No Canadá, Hunziker e Barr demonstraram que se podia prevenir a cólica do lactente recomendando às mães que pegassem seus bebês no colo várias horas por dia. É muito boa idéia levar os bebês pendurados, como fazem a maior parte das mães do mundo. Hoje em dia é possível comprar vários modelos de carregadores de bebês nos quais ele pode ser levado confortavelmente em casa e na rua. Não corra para colocar o bebê no berço assim que ele adormecer; ele gosta de estar com a mamãe, mesmo quando está dormindo. Não espere que o bebê comece a chorar, com duas ou três semanas de vida, para pegá-lo no colo; pode acontecer de ter “passado do ponto” e nem no colo ele se acalmar. Os bebês necessitam de muito contato físico, muito colo, desde o nascimento. Não é conveniente estarem separados de sua mãe, e muito menos sozinhos em outro cômodo. Durante o dia, se o deixar dormindo um pouco em seu bercinho, é melhor que o bercinho esteja na sala; assim ambos (mãe e filho) se sentirão mais seguros e descansarão melhor.

A nossa sociedade custa muito a reconhecer que os bebês precisam de colo, contato, afeto; que precisam da mãe. É preferível qualquer outra explicação: a imaturidade do intestino, o sistema nervoso... Prefere-se pensar que o bebê está doente, que precisa de remédios. Há algumas décadas, as farmácias espanholas vendiam medicamentos para cólicas que continham barbitúricos (se fazia efeito, claro, o bebê caía duro). Outros preferem as ervas e chás, os remédios homeopáticos, as massagens. Todos os tratamentos de que tenho notícia têm algo em comum: tem de tocar no bebê para dá-lo. O bebê está no berço chorando; a mãe o pega no colo, dá camomila e o bebê se cala. Teria seacalmado mesmo sem camomila, com o peito, ou somente com o colo. Se, ao contrário, inventassem um aparelho eletrônico para administrar camomila, ativado pelo som do choro do bebê, uma microcâmera que filmasse o berço, um administrador que identificasse a boca aberta e controlasse uma seringa que lançasse um jato de camomila direto na boca... Acredita que o bebê se acalmaria desse modo? Não é a camomila, não é o remédio homeopático! É o colo da mãe que cura a cólica.

Taubman, um pediatra americano, demonstrou que umas simples instruções para a mãe (tabela 1) faziam desaparecer a cólica em menos de duas semanas. Os bebês cujas mães os atendiam, passaram de uma média de 2,6 horas ao dia de choro para somente 0,8 horas. Enquanto isso, os do grupo de controle, que eram deixados chorando, choravam cada vez mais: de 3,1 horas passaram a 3,8 horas. Quer dizer, os bebês não choram por gosto, mas porque alguma coisa está acontecendo. Se são deixados chorando, choram mais, se tentam consolá-los, choram menos (uma coisa tão lógica! Por que tanta gente se esforça em nos fazer acreditar justo no contrário?).

Tabela 1 – Instruções para tratar a cólica, segundo Taubman (Pediatrics 1984;74:998)
1- Tente não deixar nunca o bebê chorando.
2- Para descobrir por que seu filho está chorando, tenha em conta as seguintes possibilidades:
a- O bebê tem fome e quer mamar.
b- O bebê quer sugar, mesmo sem fome.
c- O bebê quer colo.
d- O bebê está entediado e quer distração.
e- O bebê está cansado e quer dormir.
3- Se continuar chorando durante mais de cinco minutos com uma opção, tente com outra.
4- Decida você mesma em qual ordem testará as opções anteriores.
5- Não tenha medo de superalimentar seu filho. Isso não vai acontecer.
6- Não tenha medo de estragar seu filho. Isso também não vai acontecer.

No grupo de controle, as instruções eram: quando o bebê chorar e você não souber o que está acontecendo, deixe-o no berço e saia do quarto. Se após vinte minutos ele continuar chorando, torne a entrar, verifique (um minuto) que não há nada, e volte a sair do quarto. Se após vinte minutos ele continuar chorando etc. Se após três horas ele continuar chorando, alimente-o e recomece.

As duas últimas instruções do Dr. Taubman me parecem especialmente importantes: é impossível superalimentar um bebê por oferecer-lhe muita comida (que o digam as mães que tentam enfiar a papinha em um bebê que não quer comer); e é impossível estragar um bebê dando-lhe muita atenção. Estragar significa prejudicá-lo. Estragar uma criança é bater nela, insultá-la, ridicularizá-la, ignorar seu choro. Contrariamente, dar atenção, dar colo, acariciá-la, consolá-la, falar com ela, beijá-la, sorrir para ela são e sempre foram uma maneira de criá-la bem, não de estragá-la.

Não existe nenhuma doença mental causada por um excesso de colo, de carinho, de afagos... Não há ninguém na prisão, ou no hospício, porque recebeu colo demais , ou porque cantaram canções de ninar demais para ele, ou porque os pais deixaram que dormisse com eles. Por outro lado, há, sim, pessoas na prisão ou no hospício porque não tiveram pais, ou porque foram maltratados, abandonados ou desprezados pelos pais. E, contudo, a prevenção dessa doença mental imaginária, o estrago infantil crônico , parece ser a maior preocupação de nossa sociedade. E se não, amiga leitora, relembre e compare: quantas pessoas, desde que você ficou grávida, avisaram da importância de colocar protetores de tomada, de guardar em lugar seguro os produtos tóxicos, de usar uma cadeirinha de segurança no carro ou de vacinar seu filho contra o tétano? Quantas pessoas, por outro lado, avisaram para você não dar muito colo, não colocar para dormir na sua cama, não acostumar mal o bebê?
(grifo meu)
Lee K. The crying pattern of Korean infants and related factors. Dev Med Child Neurol. 1994; 36:601-7
Hunziker UA, Barr RG. Increased carrying reduces infant crying: a randomized controlled trial. Pediatrics 1986;77:641-8
Taubnan B. Clinical trial of treatment of colic by modification of parent-infant interaction. Pediatrics 1984;74:998-1003

Do livro Un regalo para toda la vida- Guía de la lactancia materna,Carlos González

Tradução: Fernanda Mainier
Revisão: Luciana Freitas

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Você conhece o sling?

Olá,

Faz algum tempo que vejo slings pela cidade. Depois de algumas leituras e depoimentos, fiquei apaixonada pela ideia de poder carregar o bebê e ainda fazer outras atividades (incrível, não é??). Quando tive meus filhos sempre estava com eles no colo, percebia que se acalmavam bem melhor se estivessem bem juntinhos de mim ou do pai (da vó também vale). Por isso fiquei com uma pena de não ter conhecido antes, teria sido mais fácil. Quando estava com meu recém-nascido, poderia ter atendido o mais velho com as duas mãos e não apenas com uma (já que segura o bebê no colo e um menino de 3 anos ainda precisava de muitos cuidados).

Para as novas mães e pais, fica a dica. Para conhecer mais sobre o sling, convidei a Tamara Hiller para uma entrevista. Ela é parteira formada na Alemanha e mãe de uma bela menina (ambas na foto). Bons colinhos!!!

Beijos.




1- O que é sling? Existe vários modelos de slings, quais as
diferenças entre eles ?

Um sling é um carregador para bebês de pano. Ele permite uma posição
fisiológica para o bebê e é confortavel para quem carrega. Nisso os
slings são melhores que a maioria dos cangurus comerciais, esses tipo
mochila, que muitas vezes não proporcionam uma posição ergonômica para
o bebê. Um sling, como o wrap sling, sling com argola e pouch, se
adapta perfeitamente ao corpo do bebê e pode ser usado desde o
primeiro dia de vida até os dois ou três anos, ou até mais se os pais
desejam. Digamos assim, o limite na verdade não esta no sling, mais em
quem carrega! Se tiver situações que você precisa ainda carregar seu
filho de três ou quatro anos, vai ser mais fácil com um sling do que no
braço.

A maior diferença entre os diferentes modelos é que o sling com argola
e pouch usam só um ombro para carregar, e o wrap sling distribui o
peso sobre os dois ombros, por isso ele é muito mais confortável, este é mais usado. Ele também permite o maior contato pele a pele,
pois não tem uma camada de tecido entre você e o bebê como no sling
com argola ou pouch. O sling com argola se coloca mais rápido que o
wrap, não precisa de amarração. Mas na verdade, com um pouco de
pratica, é bem fácil e rápido de colocar o wrap. Para isso fizemos os
videos explicativos que vocês podem ver aqui
(http://kepina.com/pt/video-como-usar-wrap-sling.html )

Eu adoro todos os tipos de slings, mais meu favorito é o wrap. Acho
que cada mulher se adapta melhor com um modelo e, na verdade, é bom ter
mais que um modelo, por exemplo um wrap e um de argola, para variar.
Nós não usamos carrinho com nossa filha, mais tínhamos vários slings e
adoramos usar.


2- Quais as vantagens de usar sling?

São tantas... Recomendo o texto na página principal do nosso site
http://www.slingando.com . Na verdade, além dos muitos benefícios para
o desenvolvimento do bebê é a praticidade para os pais, não posso
imaginar como criar um filho sem sling. Para nós foi essencial. Não
podia imaginar deixar minha filha lá embaixo num carrinho e sair na
rua, tão perto dos gases dos carros, tão exposta aos barulhos.
Colocamos ela no sling, saíamos e ela dormia o tempo inteiro! Sinto no
meu coração que isso é a coisa mais natural para eles e para nós pais
também, de estar perto. Acho que um bebê que está longe da mãe entra
num estado de estresse, e não consegue mais dormir nem relaxar, fica
com medo. As consequências podem ficar para o resto da vida,
hiperatividade, falta de concentração, depressões, etc. Sabiam que o
sling até reduz a chance da mãe ter uma depressão pós parto? Nós
também precisamos de muito contato físico com nossos bebês, é
importante para a produção dos hormônios, a amamentação, nossa redução
de estresse.



4- Qual foi seu primeiro contato com um sling?

Conheci o sling no meu trabalho de obstetriz (parteira profissional)
na Alemanha. Lá são as parteiras que acompanham o parto e não o
médico, seja na maternidade ou em casa. Também fazemos todo o
acompanhamento desde os pré-natais até visitas em casa após o parto,
para ajudar com a amamentação e responder as perguntas que os novos
pais tem. Eu sempre recomendava o sling, pois ele facilita muito a
transição da nova vida de ser pais.

Também vi o uso de slings em sociedades tradicionais durante minhas
viagens, por exemplo a Guatemala. Parece que lá não existem as cólicas
dos primeiros três meses, nem se vê bebês chorando, eles sempre estão
juntos com as mães com livre acesso ao peito. Quando estive grávida
com a minha filha, a primeira coisa que comprei foi um sling (três na
verdade!). Foi a peça mais importante do enxoval. Quando saímos com
nossa filha no sling, tanta gente parou e perguntou sobre o sling que
resolvimos colocar fotos, informações e videos no nosso site
www.slingando.com. Vimos que no mercado brasileiro era ainda muito
difícil de achar um sling de qualidade. A questão da segurança das
argolas por exemplo é muito importante. Também se deve usar os
tecidos apropriados para cada tipo de sling, de materiais naturais e
respiráveis. Por isso criamos nossa própria marca de slings, Sun
Kepina, que é o resultado de 15 anos de experiência com baby slings.


5- Onde se pode encomendar um sling ?

Recomendo comprar diretamente online através da nossa loja,
http://www.lojadobabysling.com , isso é fácil e seguro e enviamos os
slings ao mundo inteiro. Dentro de Brasil chega de um a dois dias com
Sedex. Nossos modelos estão todos para pronta entrega. O pagamento
pode ser via depósito bancário, com seu cartão, também parcelado, ou
com boleto, via pagseguro. Também podem me contatar via email:
contato@slingando.com, estou a disposição de responder possíveis
perguntas. Para quem mora em Floripa existe a possibilidade de nos
encontrar aqui no Sul da Ilha para comprar um sling, data a combinar
via email.