domingo, 22 de novembro de 2009

Evento Projeto MaNa/ Rehuna SC


Olá,

Ontem fui assistir o "Encontro sobre Direitos de Saúde na Gestação e Parto" no Alto da Caieira, bairro de baixa renda de Florianópolis/SC.
A promoção faz parte do projeto de extensão "Práticas Corporais para o Bem-estar na Gestação" do Grupo MaNa, o qual faço parte.
Os temas tratados foram: orientações do MS e OMS sobre atenção à saúde da mulher na gestação e parto; apresentar o projeto (que conta com grupos de gestantes na comunidade) e debater as dificuldades que as gestantes encontram no atendimento nos centros de saúde e maternidades. O objetivo maior era mostrar os direitos que as mulheres tem e pensar junto com a comunidade formas de fazer valer os mesmos.
O encontro foi organizado por uma parte da equipe do projeto, sendo duas assistentes socias, uma socióloga e uma educadora física e contou com a presença, na apresentação, de duas enfermeiras do Hospital Universitário.

Foi ditribuído um folder interessante com telefones de ouvidorias de serviços de saúde de Florianópolis e SC:

HU-UFSC: (48) 3721-9955
Maternidade Carmela Dutra (ouvidoria da Secretaria do Estado de Saúde): 0800-482 800
Postos de Saúde e Policlínicas (ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde): (48) 3239-1537 ou 0800-482800
Promotoria da Saúde de SC: (48) 3229-7563 (das 13:30 às 17:30 h)

Tanto nos serviços particulares como públicos é importante a gestante e seu/sua acompanhante saberem dos seus direitos para garantir qualidade e humanização nos atendimentos. Em breve volto a falar sobre esse assunto.

Beijos grandes !!!

Evento do Grupo MaNa - Maternando o Nascimento
Uma parceria: HU-UFSC Rehuna
Apoio: Marista MS

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Conte sua experiência !!!

O Apoio Materno pretende ser também um espaço de trocas de experiências entre mães e pais. Para tanto convido você a escrever algo sobre sua gestação, adoção, parto, pós parto, o bebê, dúvidas, acertos, curiosidades, medos, enfim, o que quiser compartilhar com a gente. Será um prazer saber um pouco da sua história!

Escreva e mande para apoiomaterno@gmail.com publicaremos nas postagens.

Um grande beijo.

O Mundo do Recém Nascido

PROGRAMA PRIMEIRA INFÂNCIA MELHOR

Conteúdo: Crescimento e Desenvolvimento da criança de O há 6 anos.
O Mundo do Recém Nascido

Material transcrito e readaptado
do “Manual do Bebê” por
Maria Helena Capelli


As Suas Primeiras Proezas.

Uma criatura frágil e indefesa... Assim parece ser um recém-nascido assim que chega ao mundo. Mas é uma impressão errada, se você pensar em tudo o que ele soube enfrentar no momento do nascimento. Aliás, um momento de grande stress, físico e emotivo. Imagine só: durante nove meses, seu bebê esteve envolvido pelo líquido amniótico, os rumores externos mal chegando a perturbá-lo, seguro e tranqüilo dentro do seu útero... E de repente, ele se vê em um ambiente totalmente novo, luz no lugar da penumbra, ar no lugar da água, barulhos no lugar do silêncio. Estímulos tão diversos que o obrigam a ter uma resposta imediata. Cada bebê é capaz, desde os primeiros instantes de vida, de interagir com o mundo que agora o acolhe. Em frações de segundos, tudo se revoluciona, e para sobreviver a uma mudança assim tão repentina, ele reage de impulso, em um modo perfeito. São as chamadas respostas instintivas, que fazem com que ele saiba respirar, chupar, interagir de imediato com o novo ambiente que o rodeia.
As cinco respostas instintivas: a primeira e mais extraordinária é a respiração, anunciada pelo choro impetuoso e agudo. Assim que nasce, o ar penetra nos pulmões fazendo com que estes se expandam, ampliando a caixa torácica. Ao mesmo tempo, o sangue percorre os capilares que irrigam os alvéolos pulmonares, dando prosseguimento à circulação coração-pulmão. Outro rápido mecanismo instintivo é o reflexo de sugar, já visto muito antes de seu nascimento durante alguma ultra-sonografia, quando o surpreendemos chupando o dedinho, e que agora o fará sugar sem nenhuma dificuldade o seio materno ou o bico da mamadeira. Outro reflexo instintivo é o de caminhar... Se você erguer seu bebê segurando-o sob os braços, mantendo-o em posição ereta sobre uma superfície dura, ele automaticamente inicia uma caminhada... Mas não se iluda, é somente uma impressão, um movimento absolutamente instintivo. O reflexo de segurar é outro que ele nasce sabendo instintivamente... É só colocar seu dedo na palma de sua mãozinha que ele o segurará com bastante firmeza. Por último, temos o chamado reflexo de Moro (pediatra alemão que estudou este mecanismo em 1918) que é uma resposta instintiva quando o bebê se sente desequilibrado e em perigo. Esta reação acontece, por exemplo, quando levamos o bebê ao berço e se não segurarmos com firmeza sua cabeça, ele tem a sensação de estar caindo, e instintivamente abre os braços e flexiona o pescoço para trás, tentando assim manter o equilíbrio.
Respostas Instintivas aos Seus Estímulos.

Assim que Nasce:
As Respostas Instintivas aos seus Estímulos
Se você tentar: Ele reage assim:
1) tocar de leve o seu nariz
2) iluminar de repente com uma luz forte
3) bater as mãos a uma certa distância 1) aperta os olhos
1) ergue-lo sem segurar sua cabeça
2) tocá-lo de repente 1) deixa cair a cabeça para trás, e flexiona o pescoço
2) abre braços e pernas (reflexo de Moro)
1) colocá-lo em pé segurando-o pelas axilas, inclinando-o levemente para frente com os pés apoiados uma superfície dura 1) faz movimentos automáticos de caminhada
1) colocá-lo sentado 1) arregala os olhos
2) endireita as costas
3) tenta, em vão, manter a cabeça erguida (reflexo de boneca chinesa)
1) tocar de leve a palma de sua mão com um dedo 1) tenta agarrar o seu dedo com firmeza
1) tocar de leve a base do seu pé 1) abre os dedos do pé
2) estica o polegar para cima
1) acariciar sua bochecha ou o canto da sua boca 1) vira a cabeça de lado
2) abre a boca
3) faz movimentos com a língua na tentativa de sugar

1) deitá-lo de barriga para baixo sobre uma superfície plana 1) vira a cabeça de lado
2) tenta erguer-se com os braços
3) faz movimentos como se tentasse engatinhar
1) colocar alguma coisa na sua boca ou nariz l) vira a cabeça de lado
2) cruza os braços na frente do rosto
3) move a boca com força
Como Usa os Cinco Sentidos?

Durante muito tempo, se pensava que um recém-nascido fosse capaz somente de comer e dormir. Mas os estudiosos do comportamento dos recém-nascidos, pouco a pouco desvendaram o mundo das sensações que um bebê é capaz de perceber, além das formidáveis habilidades instintivas.
Como ele nos vê? Logo depois do nascimento, os seus olhos estão inchados e vermelhos, e isso é normal tendo em vista as contrações que todo o seu corpo teve que sofrer durante o parto. Mas depois de alguns dias, seu rostinho estará relaxado, suas pálpebras desinchadas, e seus olhinhos começarão a focalizar o mundo. Mas a sua visão é ainda indistinta, conseguindo focalizar somente aquilo que está próximo ao seu rosto, aproximadamente uns 20 a 25 centímetros além da ponta de seu nariz (note que o que ele precisa ver neste momento de sua vida está bem próximo de seu rosto: o seio e o rosto materno). Muitas pesquisas demonstraram que um recém-nascido é mais atraído pelos objetos em movimento do que pelos estáticos, pelas linhas curvas do que pelas retas, pelas formas complexas do que pelas simples.
Como ele nos ouve? A audição é muito mais desenvolvida que a visão. Principalmente porque, nos últimos meses de gestação, ele podia ouvir perfeitamente bem o bater do seu coração, o timbre da sua voz, e conseguia distinguir certos barulhos externos. Preferem os sons ritmados (como os dos móbiles musicais), e se sentem incomodados pelos sons mais fortes e agudos. Mas o que ele mais gosta de ouvir é a voz humana, principalmente a da mãe, que ele já consegue reconhecer minutos depois de seu nascimento.
Que odores ele percebe? Alguns estudos comprovaram que um recém-nascido desde os primeiros dias de vida tem um bom nariz (fazendo-o sentir dois algodões embebidos um no leite materno e outro em um leite diferente, o bebê não terá dúvidas, virando de imediato a cabeça para o lado do primeiro algodão). E é surpreendente a rapidez ou o instinto com que ele aprende a reconhecer o cheiro da pele de sua mãe, mostrando o quanto é profundo o laço mãe-filho.
Que sabores ele reconhece? Como já foi dito no capítulo sobre a Alimentação, um recém-nascido consegue distinguir perfeitamente bem os sabores básicos: amargo, doce, salgado e ácido. E que também ele tem uma predileção natural pelo sabor doce, principalmente devido a sua alimentação, nos primeiros meses de vida, ser à base de leite.
Que sensibilidade tátil ele tem? O tato é um sentido aguçado desde o nascimento. Durante o parto, a pele de um bebê recebe estímulos continuas que ativam as terminações nervosas, e o repentino contato com o ar cria novas percepções sensoriais, geralmente não muito agradáveis, pois mesmo com o aquecimento da saia cirúrgica, ele ressente muito a diferença de temperatura.

Programa Primeira Infância Melhor - PIM/SES
Av. Borges de Medeiros, 1501/6º andar
Bairro Praia de Belas- Porto Alegre/RS CEP 90119-900
Fone: (55 51)32885888/5955
www.pim.saude.rs.gov.br

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Cuidando-se no pós parto

Olá queridas,

O pós parto é um período que grandes transformações, no corpo da mulher, na sua relação com seu companheiro, familiares e consigo mesma. No centro disso tudo está a sua relação com o seu bebê, crescendo o amor a cada dia e iniciando uma relação forte e profunda.

Junto a isso, muitas visitas podem aparecer. Também pode haver filhos maiores querendo atenção, casa por limpar...chega! Respire fundo. Vamos conversar sobre dicas simples, muitas vocês já sabem, mas podem ter esquecido e o importante agora é CUIDAR-SE BEM para poder cuidar bem do seu bebê.

Antigamente se falava muito de fazer o "resguardo", o tempo passou ,mas ainda é uma dica valiosa. Trata-se de um período de 30 a 40 dias onde mulher fica sendo cuidada, resguardada de fazer esforço físico, podendo concentrar sua atenção ao bebê. Nesse resguardo pense em:

1- Quando o bebê dormir, aproveite para relaxar e dormir também. Deixe outras tarefas para depois, seu corpo precisa de sono para se recuperar e ter energia para cuidar do bebê.

2- Beba líquidos sempre que sentir sede, não demore a atendar seu corpo. Ajuda na amamentação e também para seu funcionamento intestinal.

3- Alimentar-se bem é fundamental, se possível 6 refeições ao dia para não passar grandes períodos sem comer nada. Lembre-se da "aeromoça" (texto mais abaixo), a mãe precisa estar bem alimentada porque gasta bastante energia (cuidar do bebê, amamentar e recuperar-se do parto). Dê muita atenção ao almoço, comendo alimentos bem nutritivos.Ah, lembre-se de comer alimentos com fibras, seu intestino agradece.

4- Evite fazer esforço físico. Peso só o do seu bebê.

5- Peça ajuda, principalmente para cuidados com a casa. Isso outras pessoas podem fazer por você.

6- Mesmo querendo cuidar 100% sozinha do seu bebê, não negue compartilhar com seu companheiro ou pedir ajuda. Você pode ser a principal cuidadora, mas às vezes vai precisar ir ao banheiro, comer tranquilamente ou mesmo dormir.

7- Tente achar um tempinho para conversar com seu companheiro sobre as mudanças na vida de vocês. Se for solteira, vale encontrar uma boa amiga ou familiar.

8- Valorize-se: você está fazendo algo muito importante !!!

9- Caminhar aos pouquinhos ajuda na recuperação do corpo.

10- Com as visitas: preocupe-se mais com você e seu bebê. Secretária eletrônica, alguém para ajudar a receber as visitas, avisar dias e horários adequados. Todos estão curiosos e felizes com o nascimento. Porém, sinta-se à vontade para deixar a sala para amamentar sozinha no quarto, avisar que está cansada, ficar com o bebê com você e não no colo de cada que vem visitar.

11- Tenha carinho pelas suas dúvidas e temores. Você não conhecia seu bebê, não é mesmo? Então, saiba que aos poucos você entenderá bem os seus choros e vontades, sua intuição estará cada vez mais aprimorada. Dê tempo ao tempo. Paciência consigo mesma, sem se culpar por não adivinhar o "manual do bebê".

12- Se precisar, busque ajuda profissional. O que importa é você sentir-se bem!

Um beijo bem grande.

sábado, 14 de novembro de 2009

Pós parto

Enfim a espera acabou! O bebê nasceu, vocês estão finalmente em casa e começa a nova aventura.

Estamos falando do pós parto. Período de grandes descobertas, de iniciar um novo formato de família, de conhecer verdadeiramente seu bebê e fazer a transição para o papel de mãe.Junto a tudo isso o corpo também está passando por mudanças fisiológicas importantes.

Cada mulher vai passar pelo pós parto de sua maneira, umas sentindo mais outras menos as variações emocionais e físicas desse período. Mesmo assim é interessante saber que não estamos sozinhas nessa caminhada, que alguns aspectos são comuns a todas.

Fisiologicamente, os hormônios vão mudar muito, parecendo uma TPM. Os seios podem estar doloridos com a descida do leite e haverá um sangramento que dura em torno de 10 dias, assemelhando-se a menstruação. Pode haver algum desconforto no períneo (em caso de parto vaginal) ou na cicatriz (no caso de cesariana). A barriga antes tinha um bebê e agora está ainda um pouco destendida e os órgãos estão voltando ao lugar, por isso a sensação de estar solta.

No lado emocional, a mulher pode sentir-se muito animada e feliz com nascimento do bebê e em outros momentos também sentir-se confusa e triste. Tudo isso faz parte da adaptação. Pode também sentir um vazio, estar assustada com a grande responsabilidade e com a sensação de que não dará conta, sem saber o que é certo ou errado para atender seu bebê. Calma! Nada de se culpar! Nem todas passem por isso, mas vale a pena saber que essa montanha russa emocional pode acontecer e tendo apoio, carinho pelos seus conflitos e paciência, tudo vai se resolvendo.

Na próxima postagem veremos algumas dicas práticas para transitar por esse período.
Por enquanto é importante lembrar que tudo passa e logo você e seu bebê estarão interagindo cada vez melhor e que estar nessa aventura de ser mãe é ótimo!

Beijos de uma “ex puérpera”.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Recém nascido também é gente!


Dr. Flávio Zenun


A assistência ao recém nascido é uma área relativamente nova na Pediatria. Técnicas de tratamento e prevenção de doenças em recém nascidos foram e continuam sendo desenvolvidos com grande rapidez.

Agora, ao lado deste desenvolvimento técnico, está havendo a tendência de “humanizar” este atendimento. O recém-nascido deixa de ser um caso, sendo visto como pessoa.

Muitas pesquisas estão se preocupando com aspectos antes esquecidos. Por exemplo: o efeito do barulho dos motores das incubadoras; a dor que o recém-nascido sente nos procedimentos mais agressivos; o efeito da presença e carinho da mãe para o prematuro internado e assim por diante.

Quanto ao recém-nascido normal, a principal mudança que se almeja é a implantação, na prática, do sistema de alojamento conjunto, sistema que evita a separação entre mãe e filho durante a internação hospitalar, aumentando o sucesso do aleitamento materno. Além de propiciar que a mãe seja instruída sob os cuidados com o recém-nascido. Mas a implantação deste sistema enfrenta dificuldades na estrutura hospitalar e na aceitação das pessoas.

A falta de sensibilidade com o recém-nascido não é notada só no hospital. Ela esta presente em nossa cultura, onde o nenê não é visto como um ser capaz de “sentir” o ambiente que o rodeia, o que é um grande engano - (veja o quadro logo abaixo).

Sim, o recém-nascido é capaz de se estressar, quando esgotam sua paciência. Assistindo o filme “Olha quem esta falando”, de Any Heckerling, dá para imaginar algumas cenas em que o RN esbravejaria contra algumas situações. Logicamente que pais, familiares e visitas não querem mal à criança, mas não há como não imaginar que ela sofra com alguns dos seus primeiros “contatos sociais”.

Qual mãe não se lembra daqueles dias no hospital quando o quarto se enchia de gente e ela queria descansar e entrosar com seu filho e não podia? E aquele parente que chega fumando, entope o nariz do nenê e vai embora?

E aquela visita que insiste em pegar a criança com as mãos não lavadas?

E o vovô que fala alto, liga a TV, comenta o jogo e acorda um recém-nascido que levou horas para conseguir dormir?

E aqueles comportados priminhos que fazem tudo o que é arte para aparecer mais que o RN, além da birra para pegar um pouquinho o primo que só queria mamar, dormir e ter sossego?

E aqueles que estão gripados, mas fazem questão de dar um passadinha para a obrigatória visita?

Depois de vários anos assistindo o nascimento de crianças, consegui “ouvir” de um deles (talvez um futuro pediatra), os mandamentos que transcrevo. Com isto não pretendo dar a última palavra sobre o assunto mas simplesmente lembrar o óbvio: o recém-nascido não é adulto. Lembrando-se disto, certamente teremos mais cuidado com ele.

ALGUMAS CAPACIDADES DO RECÉM NASCIDO COMPROVADAS EM PESQUISAS

. Visão - acompanha, enxerga, focaliza e responde melhor a formas como rosto humano do que outras formas.

. Audição - identifica a voz da mãe. Responde melhor à voz humana do que a outros sons. Quando os pais falam ao seu lado eles viram a cabeça para fixar visualmente os vultos dos pais.

. Olfato - aos 6 dias de vida preferem o cheiro da mãe em vez do de outra mulher. Viram a cabeça, buscando fugir de odores incômodos.

. Paladar - mostra respostas diferentes quando exposto a diferentes sabores.

. Comportamento - os recém nascidos que recebem cuidados de uma pessoa só, mostram menos inquietação, desconforto e irritabilidade no seu comportamento do que os bebês cuidados por muitas pessoas.

RECOMENDAÇÕES PARA FAMILIARES E VISITANTES DE MÃES E RECÉM NASCIDOS

1º- Pense na mãe. Provavelmente ele está cansada, sem dormir. Pode estar com dores. Com certeza está preocupada em atender o recém-nascido antes de qualquer coisa.

2º- Pense no nenê. Ele ouve, enxerga; sente desconforto com vozes, sons e luzes que não conhece. Ele esta se adaptando a um mundo totalmente estranho. Muito estímulo pode atrapalhar a mamada, piorar a cólica, dificultar pegar no sono.

3º- Faça uma visita cronometrada.

4º- Veja o RN mas não fique no quarto dele. Vá conversar em outra sala.

5º- Não toque no nenê se não for preciso. Se for ajudar, lave as mãos antes de pegá-lo.

6º- Evite a visita no hospital. Ligue parabenizando os pais e deixe a visita para a casa, após a primeira semana.

7º- Se você ou seu filho estiverem com doença infecciosa ou com febre não devem visitar o RN.

8º- Se o bebê tiver um irmãozinho ou uma irmãzinha não se esqueça de agradá-lo e elogiá-lo tanto quanto o irmão que nasceu.

9º- Não atrapalhe o aleitamento materno. Deixe a sala se a mãe for amamentar. Estimule a mãe a amamentar. Lembre-se que é muito fácil mandar dar mamadeira mas é mais amigo ajudar a mãe ter sucesso no aleitamento materno.

10º- Sobre todos os costumes e convenções sociais devem ficar o bem-estar e saúde da mãe e recém-nascido.

Autor: Dr. Flávio Zenum - Pediatra
Artigo autorizado pelo site: www.aleitamento.com

Participe !!!

O "Apoio Materno" quer crescer, para isso queremos sua participação através da enquete (ao lado) dando sugestões de temas que mais interessam a você. Outros assuntos podem ser enviados através do e-mail: apoiomaterno@gmail.com

Um grande beijo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

"Filosofia da aeromoça"

Queridas mães, quem andou de avião já ouviu alguma vez as orientações da aeromoça em relação às máscaras de oxigênio. Lembram? Elas sempre dizem que em caso de despressurização as máscaras irão cair automaticamente e , atenção, deve-se colocar primeiro em nós para depois colocar na pessoa ao lado (quando necessário). Sempre me incomodou o fato de, supostamente, primeiro colocar a máscara em mim e não em alguém que não pudesse fazer isso sozinho. Depois de me tornar mãe, me incomodou mais “ como colocar a máscara em mim e não no meu filho primeiro???”. Afinal as mães, de modo geral, primeiro tendem a atender as necessidades dos seus filhos para depois as suas. Primeiro alimentam seus filhos, depois se alimentam (quando sobra tempo) ,atrasam o banho e outras necessidades, de fato estão mais focadas em atender seu bebê. Aqui estamos falando de necessidades bem primárias, poderíamos citar muitas outras. Mas o caso é que isso tudo é muito bom e importante para a sobrevivência desse pequeno ser. Uma mãe que está atenta aos choros e necessidades do seu filho , priorizando-o, está garantindo o conforto e amor que ele tanto precisa. “Mas ,o que isso tem a ver com a aeromoça?” A pequena analogia com a aeromoça começa quando as mães sempre continuam a atender as demandas do seu filho e esquecem as suas por muito mais tempo do que o próprio precisa. De forma bem simples podemos pensar numa mãe que vai amamentar com fome ou sede. As mães tem muita força e aguentam isso, porém com o tempo podem ficar mais cansadas e enfraquecidas, não será nem interessante para ela ,nem para seu bebê. Aqui é útil lembrar da aeromoça e prestar mais atenção às nossas necessidades, básicas ou complexas, pois uma mãe que se cuida terá mais ânimo, alegria e ternura para cuidar do seu filho. Boa viagem !!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009


Mães
PLAQUINHA para VISITAS na MATERNIDADE: "BEBÊ sendo AMAMENTADO!"


AVISO para VISITAS:

Aguarde a “Mamãe está AMAMENTANDO”

Compartilhando nossa experiência particular, quando nasceu nossa filha: com calma e carinho explicamos com antecedência aos nossos amigos e familiares que não levassem a mal, mas que, como pais, sentíamos uma necessidade muito grande de tranquilidade e intimidade com nosso bebê nos primeiros dias após o nascimento.

Pela maioria das pessoas fomos olhados primeiramente com estranhamento, pois todos estavam prontos para irem em procissão ao hospital. Mas, em seguida compreenderam e respeitaram com carinho.

Resultado: descanso merecido para a mãe (e pai) que acabava de ganhar a criança, tranquilidade para o bebê em seu primeiro contato com tantas coisas novas, total atenção voltada ao sucesso da amamentação (e foi um verdadeiro sucesso, conseguimos vencer todas as dificuldades e nossa filha parou de mamar há um mês, com dois anos e três meses!!!!)...

Além desse pedido carinhoso aos amigos e família, fizemos uma plaquinha (utilizando um símbolo internacional de amamentação)que usávamos na porta do quarto, com resultado muito, muito eficiente e contagiante (várias mães e pais nos pediam cópia da placa - e já tínhamos levando algumas cópias para distribuir, pensando justamente no "poder" do "contágio").

Sou totalmente partidária em mudar essa mentalidade da invasão de visitas no hospital!! Certamente se a própria instituição puder fazer algo neste sentido, vai ajudar muitos pais e mães que se sentiriam mal em anunciar um pedido como este.

Pedimos àqueles que forem utilizar a placa, por favor, que nos mandem toda e qualquer notícia sobre a a sua aceitação/repercusão e/ou resultados (se ajudou a criar um ambiente mais propício à amamentação; se foi aceita pelos pais; se a instituição aprovou...), para podermos reunir todos os dados e mandar notícias às redes.

abração e carinho,


Maria Alice e Esteban Papanicolau

www.integria.com.br

Picada Café - RS

Autor: Da lista L-materno@: Maria Alice e Esteban Papanicolau
Data: 4/11/2009
Autorizado pelos autores e pelo site original :www.aleitamento.com

sábado, 7 de novembro de 2009

Atendimentos personalizados em domicílio

Os atendimentos são marcados no próprio domicílio, onde é feito um primeiro encontro para conhecer as principais questões que a gestante/ casal desejam abordar. Abaixo algumas sugestões de assuntos .

Durante a gestação:
  • amamentação e cuidados com o recém nascido
  • planejamento do parto
  • mudanças na gravidez
  • pós-parto, como se cuidar nesse período e as mudanças na vida, preparação para o parto
  • plano de parto (uma lista de questões que a gestante deseja neste seu momento)
No pós parto:
  • acompanhamento da amamentação, ajudando a evitar fissuras e a posicionar bem o bebê
  • ajuda para a mãe se sentir segura e se adaptar à nova rotina
  • organizar com a família o apoio `a mãe e estrutura para a chegada do bebê
  • prestar apoio e acompanhar os primeiros dias , tirando dúvidas na prática
Apoio psicológico:
  • suporte emocional nas questões que preocupam a gestante e a mãe no pós parto
Adoção:
  • A mãe ou o casal também gesta um filho adotivo. Também tem dúvidas sobre cuidados com o bebê, a nova rotina e deseja se sentir seguro para receber seu filho. Para isso, também se faz encontros para preparar a sua chegada e acompanhamento quando já está em casa. Suporte, informação e apoio.

Sou mãe. E agora?

Seu bebê nasceu. Seu mundo mudou. A alegria divide espaço com novas responsabilidades. As certezas viram dúvidas. O dia a dia impõe novas rotinas e traz milhões de perguntas para mamãe e papais. Tudo isso em meio a um turbilhão de mudanças físicas e emocionais na mulher.

Para cuidar bem do seu bebê, a mãe precisa ser bem cuidada. A palavra doula designava as mulheres que, antigamente, usavam sua experiência para cuidar de outras mulheres durante e após o parto. Atualmente, a doula é uma profissional capacitada que , através da presença junto à família e das informações que compartilha, proporciona mais tranquilidade e confiança à mãe.

Sejam benvindas e sintam-se à vontade para compartilharem suas histórias com outras mulheres através deste espaço.