Programa Motivação&Inovação de hoje dois assuntos super interessantes: O renascimento do parto sem dor e a Depressão. PRIMER TV 100% REGIONAL NET CANAL 23 `as 11:30HS - Com Juliana Sell e Rodrigo Diaz.
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domingo, 29 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Atividades de Julho 2012
Neste mês de julho preparamos uma programação de workshops para gestantes/casal e mães/bebês.
Para participar é necessário inscrição pelo nosso e-mail: gestamaes@gmail.com. Esperamos por vocês !
Workshops Gesta Mães:
Programação de julho 2012 Para Gestantes
1. Parto Ativo: 13 de julho
2. Cuidados no pós parto e amamentação: 20 de julho
Carga horária de cada: 3hs
Local: Espaço Equilibrio - Porto da Lagoa
Para Mães e Bebês - gestantes também podem participar -
Shantala: 5 de julho
- Atividades lúdicas com o bebê: 12 de julho
- Orientações sobre o desenvolvimento e
cuidados emocionais do bebê: 19 de julho
Carga horária de 2 h e 30
Local: Comunidade Gestáltica - Centro
Para participar é necessário inscrição pelo nosso e-mail: gestamaes@gmail.com. Esperamos por vocês !
Workshops Gesta Mães:
Programação de julho 2012 Para Gestantes
1. Parto Ativo: 13 de julho
2. Cuidados no pós parto e amamentação: 20 de julho
Carga horária de cada: 3hs
Local: Espaço Equilibrio - Porto da Lagoa
Para Mães e Bebês - gestantes também podem participar -
Shantala: 5 de julho
- Atividades lúdicas com o bebê: 12 de julho
- Orientações sobre o desenvolvimento e
cuidados emocionais do bebê: 19 de julho
Carga horária de 2 h e 30
Local: Comunidade Gestáltica - Centro
Marcadores:
amamentação,
bebê,
brincadeira,
curso,
grupo mães,
parto
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Violência contra mulher e pesquisa, por Ligia Moreira Sena
Existem formas de violência que vão além da força física e que, ainda assim, podem ser ainda mais agressivas, mais dominadoras, mais opressoras, pela sutileza com que se escondem no contexto institucional, nas relações sociais e nos significados simbólicos. É a ocorrência e a natureza de um desses tipos de violência, ou de práticas desrespeitosas, que ocorrem em instituições de saúde que queremos alcançar com esta pesquisa: a violência e o desrespeito vivido por mulheres em trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. Uma forma de violência que não é conscientizada como tal e que representa, de certa forma, um processo de dominação. Muitas vezes, atitudes de violência, desrespeito e maus tratos são observadas contra mulheres em trabalho de parto e parto sem ao menos que os profissionais de saúde percebam que estão agindo assim. São ações e condutas encaradas como “normais” e rotineiras. Essa violência pode ser expressa, de acordo com alguns pesquisadores, desde a negligência na assistência, discriminação social, violência verbal – tratamento grosseiro, ameaças, reprimendas, gritos, humilhação intencional – e violência física, até o abuso sexual. Outras pesquisas também incluem como um tipo de violência o uso inadequado de tecnologia, com intervenções e procedimentos muitas vezes sem a real indicação, resultando numa cascata de intervenções com potenciais riscos e sequelas, físicos ou emocionais.
Consideramos como formas de violência ou tratamento desrespeitoso, nesta pesquisa, todo e qualquer processo, de ordem física ou psicológica, que tenha ocorrido sem consentimento da mulher em trabalho de parto, parto e pós-parto imediato; que tenha ocorrido de maneira abusiva; que tenha causado situação de embaraço ou constrangimento para a mulher; que represente intrusão de privacidade; que tenha representado ameaças de qualquer espécie proveniente do profissional da saúde e dirigido à parturiente e/ou seus acompanhantes; uso de relações de poder para impor práticas injustificadas; uso de palavras ofensivas e desrespeitosas ou de ironia e escárnio dirigidas à parturiente e/ou seus acompanhantes; e outras práticas que tenham sido problematizadas pelas mulheres que viveram situações de violência, desrespeito ou maus tratos e interpretadas como tais pelas mesmas.
Uma pesquisa realizada em 2010 revelou que uma em cada quatro brasileiras relata ter vivido situações de violência e desrespeito em seus partos. Nós queremos ouvir essas mulheres, conhecer os contextos desrespeitosos de parto que viveram, saber como isso foi interpretado por elas, sua percepção desta vivência. E vamos usar as ferramentas da internet para isso. As entrevistas serão feitas via comunicadores instantâneos da internet que permitam uma videochamada e se iniciarão no primeiro semestre de 2012. Acreditamos que a amplitude que a internet traz facilitará a participação de muitas mulheres, de diferentes locais, inclusive as que estão comprometidas com seus trabalhos ou filhos, ou os dois, que terão a liberdade de agendar as entrevistas de acordo com sua disponibilidade, sem ter que se deslocar a nenhum outro lugar.
O convite à participação na pesquisa será lançado a partir de 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres, estendendo-se durante todo o desenvolvimento desta pesquisa, que pretende se encerrar em 2015. Nesse convite, mulheres que tenham se sentido desrespeitadas em seus partos poderão inserir seus e-mails de contato e serão contatadas para que maiores informações sobre a pesquisa sejam fornecidas. A pesquisa faz parte do desenvolvimento do doutorado em Saúde Coletiva de Ligia Moreiras Sena, que está sendo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina, no Departamento de Saúde Pública.
Ligia Moreiras Sena
(48) 9165-9797 / 9162-4514
Skype: ligia.m.sena
Twitter: @ligia_sena
Currículo Lattes
www.cientistaqueviroumae.com.br
www.bazarcoisasdemae.blogspot.com
Consideramos como formas de violência ou tratamento desrespeitoso, nesta pesquisa, todo e qualquer processo, de ordem física ou psicológica, que tenha ocorrido sem consentimento da mulher em trabalho de parto, parto e pós-parto imediato; que tenha ocorrido de maneira abusiva; que tenha causado situação de embaraço ou constrangimento para a mulher; que represente intrusão de privacidade; que tenha representado ameaças de qualquer espécie proveniente do profissional da saúde e dirigido à parturiente e/ou seus acompanhantes; uso de relações de poder para impor práticas injustificadas; uso de palavras ofensivas e desrespeitosas ou de ironia e escárnio dirigidas à parturiente e/ou seus acompanhantes; e outras práticas que tenham sido problematizadas pelas mulheres que viveram situações de violência, desrespeito ou maus tratos e interpretadas como tais pelas mesmas.
Uma pesquisa realizada em 2010 revelou que uma em cada quatro brasileiras relata ter vivido situações de violência e desrespeito em seus partos. Nós queremos ouvir essas mulheres, conhecer os contextos desrespeitosos de parto que viveram, saber como isso foi interpretado por elas, sua percepção desta vivência. E vamos usar as ferramentas da internet para isso. As entrevistas serão feitas via comunicadores instantâneos da internet que permitam uma videochamada e se iniciarão no primeiro semestre de 2012. Acreditamos que a amplitude que a internet traz facilitará a participação de muitas mulheres, de diferentes locais, inclusive as que estão comprometidas com seus trabalhos ou filhos, ou os dois, que terão a liberdade de agendar as entrevistas de acordo com sua disponibilidade, sem ter que se deslocar a nenhum outro lugar.
O convite à participação na pesquisa será lançado a partir de 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres, estendendo-se durante todo o desenvolvimento desta pesquisa, que pretende se encerrar em 2015. Nesse convite, mulheres que tenham se sentido desrespeitadas em seus partos poderão inserir seus e-mails de contato e serão contatadas para que maiores informações sobre a pesquisa sejam fornecidas. A pesquisa faz parte do desenvolvimento do doutorado em Saúde Coletiva de Ligia Moreiras Sena, que está sendo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina, no Departamento de Saúde Pública.
Ligia Moreiras Sena
(48) 9165-9797 / 9162-4514
Skype: ligia.m.sena
Twitter: @ligia_sena
Currículo Lattes
www.cientistaqueviroumae.com.br
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Campanha do Blog Mamíferas: Violência contra mulher parindo (ou não deixar parir) NÃO
O Blog Mamíferas começou uma importante campanha contra a violência obstétrica contra a mulher. Lembrando que dia 25 de novembro é o Dia Internacional da Violência contra Mulher.
E o que seria a violência obstétrica? Vamos pensar juntas. Sabe quando se chega numa maternidade e seus sentimentos são deixados de lado e um monte de rotinas, a maioria desnecessária, toma o foco e não a parturiente. Quando gritar - que é comprovado que alivia a dor - é chamado de "frescura ". Quando se houve na sala de partos o horror " quando fez não gritou, agora aguenta." E mais, a mulher é deixada sem acompanhante na maioria dos lugares e quando tem não é dado orientação alguma de como o mesmo pode ajudar a mulher e ela vai ficando cada vez mais assustada e sem apoio. Quando é colocado soro de ocitocina sem explicação dos efeitos, muitas vezes sem indicação ou pior sem permissão de quem receberá o tal. Mas fica pior, tem ainda (dá pra acreditar ??) a episiotomia, a única cirurgia que é feita sem permissão da pessoa operada. Sem contar que muitas maternidades não permitem que se tome água ou coma algum alimento leve, aguentem a fome e a sede!
E no pós-parto? Que tal ser deixada sem carinho, sem aquecimento, sem suporte emocional em seguida de tudo que a mulher passou? Ou ser retirado seu bebê sem mostrar para quem acabou de tê-lo. Ou ainda fazer vários procedimentos mecânicos num ser qua acabou de chegar e não deixá-lo cheirar a mãe, sentir seu carinho ?
Poderia inumerar mais um monte de outras violências, que começam no próprio pré-natal ou ainda falar mais da relação de poder exercidas pelos profissionais que intimidam a parturiente e seu acompanhante, fazendo-os sentirem-se inadequados, inconvenientes e ignorantes no requisito "parir". Mas vou ficar por aqui com esse breve protesto e a esperança que muitas pessoas comecem a repensar nas práticas obstétricas e mulheres e homens percebam que podem e devem sim exigir seus direitos hoje e já !
Dica: http://www.mamiferas.com/blog/2011/11/violencia-contra-mulher-parindo-ou-nao-deixar-parir-nao.html
E o que seria a violência obstétrica? Vamos pensar juntas. Sabe quando se chega numa maternidade e seus sentimentos são deixados de lado e um monte de rotinas, a maioria desnecessária, toma o foco e não a parturiente. Quando gritar - que é comprovado que alivia a dor - é chamado de "frescura ". Quando se houve na sala de partos o horror " quando fez não gritou, agora aguenta." E mais, a mulher é deixada sem acompanhante na maioria dos lugares e quando tem não é dado orientação alguma de como o mesmo pode ajudar a mulher e ela vai ficando cada vez mais assustada e sem apoio. Quando é colocado soro de ocitocina sem explicação dos efeitos, muitas vezes sem indicação ou pior sem permissão de quem receberá o tal. Mas fica pior, tem ainda (dá pra acreditar ??) a episiotomia, a única cirurgia que é feita sem permissão da pessoa operada. Sem contar que muitas maternidades não permitem que se tome água ou coma algum alimento leve, aguentem a fome e a sede!
E no pós-parto? Que tal ser deixada sem carinho, sem aquecimento, sem suporte emocional em seguida de tudo que a mulher passou? Ou ser retirado seu bebê sem mostrar para quem acabou de tê-lo. Ou ainda fazer vários procedimentos mecânicos num ser qua acabou de chegar e não deixá-lo cheirar a mãe, sentir seu carinho ?
Poderia inumerar mais um monte de outras violências, que começam no próprio pré-natal ou ainda falar mais da relação de poder exercidas pelos profissionais que intimidam a parturiente e seu acompanhante, fazendo-os sentirem-se inadequados, inconvenientes e ignorantes no requisito "parir". Mas vou ficar por aqui com esse breve protesto e a esperança que muitas pessoas comecem a repensar nas práticas obstétricas e mulheres e homens percebam que podem e devem sim exigir seus direitos hoje e já !
Dica: http://www.mamiferas.com/blog/2011/11/violencia-contra-mulher-parindo-ou-nao-deixar-parir-nao.html
terça-feira, 21 de junho de 2011
MICHEL ODENT EM FLORIANÓPOLIS - INAUGURAÇÃO DO ESPAÇO HANAMI
Em julho no Espaço Hanami:
15/JULHO: Palestra "Humanização do Parto", 20 h, seguida de coquetel com Michel Odent
16/JULHO: Workshop "Atualização em ecologia do parto e nascimento", 9:00 às 17:00
Pela primeira vez em Florianópolis, SC, um dos maiores nomes em humanização do parto no mundo: Michel Odent.
Obstetra francês reconhecido internacionalmente, é o fundador do Primal Health Research Centre de Londres e o precursor do home-birth (parto domiciliar), das salas de parto à semelhança dos lares e da introdução das piscinas aquecidas nas maternidades.
Autor de 12 livros publicados em mais de 20 idiomas e de mais de 50 artigos científicos na área.
Autor do primeiro artigo científico sobre o uso das piscinas de parto, em 1993, e do primeiro artigo recomendando a lactação na primeira hora do nascimento.
Estará em Florianópolis para a palestra "Humanização do Parto" no dia 15 de julho de 2011 e o workshop "Atualização em Ecologia do Parto e Nascimento" no dia 16 de julho de 2011, como parte dos eventos de inauguração do Espaço Hanami - O Florescer da Vida.
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES EM: http://www.michelodent.tangu.com.br/
15/JULHO: Palestra "Humanização do Parto", 20 h, seguida de coquetel com Michel Odent
16/JULHO: Workshop "Atualização em ecologia do parto e nascimento", 9:00 às 17:00
Pela primeira vez em Florianópolis, SC, um dos maiores nomes em humanização do parto no mundo: Michel Odent.
Obstetra francês reconhecido internacionalmente, é o fundador do Primal Health Research Centre de Londres e o precursor do home-birth (parto domiciliar), das salas de parto à semelhança dos lares e da introdução das piscinas aquecidas nas maternidades.
Autor de 12 livros publicados em mais de 20 idiomas e de mais de 50 artigos científicos na área.
Autor do primeiro artigo científico sobre o uso das piscinas de parto, em 1993, e do primeiro artigo recomendando a lactação na primeira hora do nascimento.
Estará em Florianópolis para a palestra "Humanização do Parto" no dia 15 de julho de 2011 e o workshop "Atualização em Ecologia do Parto e Nascimento" no dia 16 de julho de 2011, como parte dos eventos de inauguração do Espaço Hanami - O Florescer da Vida.
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES EM: http://www.michelodent.tangu.com.br/
Marcadores:
fisiologia do parto,
natural,
parto,
parto em casa,
preparação para o parto
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Lei do acompanhante
Olá,
Recebi do grupo Parto do Princípio a postagem abaixo para ser divulgada nos blogs e sites que envolvem questões de parto.
Vale contar que a lei do acompanhante teve seu início em SC. A partir de reuniões da Rehuna em Florianópoli, foi levado a proposta para a deputada estadual Ideli Salvatti que assumiu o compromisso de transformar em lei. Quando a mesma tornou-se senadora levou para o âmbito nacional. Agora nós precisamos fazer a nossa parte, exigir, divulgar e denunciar quando a lei não está sendo cumprida.
Beijos,
Lei do Acompanhante no Parto - Nosso direito não está À VENDA!!!!
A partir de uma denúncia que relatou a cobrança de taxa em um hospital em Cuiabá-MT, o Ministério Público Federal no Mato Grosso firmou um Termo de Ajuste de Conduta com os hospitais particulares locais. Agora, todos eles terão de permitir a permanência do acompanhante de livre escolha da parturiente gratuitamente no acolhimento, pré-parto, parto e pós-parto imediato e afixar cartazes informando os direitos das gestantes. (http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/dest_sup/mpf-mt-move-acao-contra-hospitais-por-cobranca-ilegal-de-taxa)
Se você foi impedida de ter seu acompanhante nesse momento tão delicado que é o nascimento de um filho, DENUNCIE.
Se cobraram uma taxa para a entrada do seu acompanhante no parto, para a roupa (taxa de paramentação), para ele pernoitar, para a alimentação do acompanhante, DENUNCIE.
Se impediram a entrada do seu acompanhante por ser homem, ou por ser mulher, ou por não ser o pai, DENUNCIE.
Toda mulher tem direito de ter um acompanhante de sua livre escolha no acolhimento, pré-parto, parto e pós-parto imediato.
Todo plano de saúde é obrigado a cobrir as despesas de um acompanhante por esse período. É obrigado a cobrir a taxa de paramentação, a alimentação e a acomodação adequada para pernoite.
Se você se sentir mais a vontade, peça "sigilo de dados pessoais" em sua denúncia.
Acesse: http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=lei_denuncie&ext=html
Dúvidas: leidoacompanhante@partodoprincipio.com.br
Recebi do grupo Parto do Princípio a postagem abaixo para ser divulgada nos blogs e sites que envolvem questões de parto.
Vale contar que a lei do acompanhante teve seu início em SC. A partir de reuniões da Rehuna em Florianópoli, foi levado a proposta para a deputada estadual Ideli Salvatti que assumiu o compromisso de transformar em lei. Quando a mesma tornou-se senadora levou para o âmbito nacional. Agora nós precisamos fazer a nossa parte, exigir, divulgar e denunciar quando a lei não está sendo cumprida.
Beijos,
Lei do Acompanhante no Parto - Nosso direito não está À VENDA!!!!
A partir de uma denúncia que relatou a cobrança de taxa em um hospital em Cuiabá-MT, o Ministério Público Federal no Mato Grosso firmou um Termo de Ajuste de Conduta com os hospitais particulares locais. Agora, todos eles terão de permitir a permanência do acompanhante de livre escolha da parturiente gratuitamente no acolhimento, pré-parto, parto e pós-parto imediato e afixar cartazes informando os direitos das gestantes. (http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/dest_sup/mpf-mt-move-acao-contra-hospitais-por-cobranca-ilegal-de-taxa)
Se você foi impedida de ter seu acompanhante nesse momento tão delicado que é o nascimento de um filho, DENUNCIE.
Se cobraram uma taxa para a entrada do seu acompanhante no parto, para a roupa (taxa de paramentação), para ele pernoitar, para a alimentação do acompanhante, DENUNCIE.
Se impediram a entrada do seu acompanhante por ser homem, ou por ser mulher, ou por não ser o pai, DENUNCIE.
Toda mulher tem direito de ter um acompanhante de sua livre escolha no acolhimento, pré-parto, parto e pós-parto imediato.
Todo plano de saúde é obrigado a cobrir as despesas de um acompanhante por esse período. É obrigado a cobrir a taxa de paramentação, a alimentação e a acomodação adequada para pernoite.
Se você se sentir mais a vontade, peça "sigilo de dados pessoais" em sua denúncia.
Acesse: http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=lei_denuncie&ext=html
Dúvidas: leidoacompanhante@partodoprincipio.com.br
terça-feira, 4 de maio de 2010
O que é doula?
A palavra doula designava as mulheres que, antigamente, usavam sua experiência para cuidar de outras mulheres durante e após o parto. Este nome tem origem grega, que significa serva.
Hoje doula é um termo utilizado para as mulheres que dão amparo, apoio emocional e físico durante a gestação, parto e pós-parto. Não se trata de uma enfermeira, nem uma acompanhante. Realiza um trabalho sutil e delicado de incentivo a força da mulher, dando segurança e suporte emocional. Pesquisas mostram que a sua presença auxilia na auto-estima materna, diminuição do trabalho de parto, incentivo na amamentação.
Para saber mais:
Organização Mundial da Saúde. Assitência ao parto normal:um guia prático. Genebra-Suiça,1996
A cientificação do amor, de Michel Odent. Florianópolis-SC, Saint Germain, 2002.
A doula no parto. O papel da acompanhante de parto especialmente treinada para oferecer apoio contícuo físico e emocional à parturiente - Fadynha. São Paulo-SP. Ground,2003.
Hoje doula é um termo utilizado para as mulheres que dão amparo, apoio emocional e físico durante a gestação, parto e pós-parto. Não se trata de uma enfermeira, nem uma acompanhante. Realiza um trabalho sutil e delicado de incentivo a força da mulher, dando segurança e suporte emocional. Pesquisas mostram que a sua presença auxilia na auto-estima materna, diminuição do trabalho de parto, incentivo na amamentação.
Para saber mais:
Organização Mundial da Saúde. Assitência ao parto normal:um guia prático. Genebra-Suiça,1996
A cientificação do amor, de Michel Odent. Florianópolis-SC, Saint Germain, 2002.
A doula no parto. O papel da acompanhante de parto especialmente treinada para oferecer apoio contícuo físico e emocional à parturiente - Fadynha. São Paulo-SP. Ground,2003.
Menos adrenalina e mais ocitocina
Vejam a entrevista com o obstetra francês Michel Odent. Fui ao workshop dele em Curitiba em abril, agora a Gazeta do Povo publicou uma entrevista que resume suas ideias sobre o parto.
Beijos.
Terça-feira, 04/05/2010
Menos adrenalina e mais ocitocina no parto
Entrevista com Michel Odent, obstetra
Publicado em 02/05/2010 | Daniela Neves - danielan@gazetadopovo.com.br
A tecnologia é aliada do homem na Medicina, mas faz com que alguns instintos sejam deixados de lado. Para o obstetra francês Michel Odent, o aparato tecnológico está tornando os partos menos eficazes. Ele defende a “mamiferização” do parto, que é como chama o conjunto de ações que fazem com que o nascimento respeite as condições inatas da mulher. Quanto mais máquinas, especialistas por perto e iluminação, menor a segurança da mulher no momento em que ela precisa estar tranquila para dar à luz, diz Odent. O bebê deveria ficar com a mãe assim que nasce e ser amamentado na primeira hora de vida. Sempre lembrando que somos animais, o obstetra fala sobre a fisiologia do parto, sobre os hormônios e substâncias ligadas ao nascimento e ao medo, que podem causar dor.
Odent ficou conhecido por introduzir no hospital de Pithiviers, na França, o conceito da casa como sala de parto e da utilização das piscinas de parto. Autor de 12 livros publicados em 22 línguas, o médico esteve em Curitiba no início de abril e conversou com o Viver Bem.
No Brasil, preconiza-se o parto humanizado que, além de prever a presença do pai ou acompanhante na sala, propõe que o bebê fique no quarto com a mãe logo depois do nascimento. O que o senhor considera parto humanizado?
Entendo o parto humanizado de uma maneira diferente. É preciso redescobrir o nascimento, libertar-se de tudo quanto é crença e ritual milenar ou cultural, eliminando o que é especificamente humano. A começar pela linguagem, que é o método humano de comunicação. É preciso satisfazer as necessidades universais específicas de mamíferos, como, por exemplo, ter segurança. Na floresta, se uma fêmea está para ter um filhote e percebe que há um predador por perto, vai liberar adrenalina, essencial em uma situação de emergência na necessidade de partir para a luta. Essa adrenalina vai bloquear o parto, postergar o nascimento. A segurança é uma necessidade básica para qualquer mamífero. Outra necessidade básica é não se sentir observado. Então, mais do que humanizar o parto, é preciso “mamiferizar” o nascimento e por isso essa expressão parto humanizado não tem o mesmo significado para mim. Humanizar é usar um número grande de ferramentas, é a cesária.
O Brasil é considerado um dos campeões em números de cesárias. O senhor acha que isso é uma consequência cultural ou uma escolha médica?
O Brasil não é exatamente o campeão em número de cesárias. Encontramos número elevado em todos os países onde existe um grande número de médicos obstetras e nos quais as parteiras desapareceram. Acontece em todas as grandes cidades da América Latina, chinesas, indianas, coreanas, iranianas, ou em qualquer parte do mundo onde o número de médicos especialistas é grande.
Na sua opinião, qual é o principal argumento para convencer as brasileiras de que o parto normal é melhor do que a cesária?
Não sei se o objetivo é convencer. Não gosto de usar essa palavra porque o que busco é compreender qual a necessidade básica da mulher. Tive a oportunidade de conversar com estudantes do Rio de Janeiro, adolescentes, e elas afirmaram que gostariam de ter parto normal. Então, creio que o obstáculo está em entender a necessidade das mulheres.
O medo da dor no parto e as facilidades de equipamentos encontradas hoje nos hospitais faz com que muitas mulheres, principalmente das classes média e alta, optem pelo parto cesáreo. O que diria a elas?
Quanto mais difícil é o parto, maior a dor. É preciso aprender a ter partos fáceis. Quando são fáceis, o sistema fisiológico protege a mulher da dor porque o nascimento é eficaz. É o parto que libera uma boa quantidade de endorfina pelo cérebro, assim como a ocitocina, fazendo com que a dor fique de lado. Ou pelo menos ela não é tão percebida. Quando existe esse equilíbrio, mesmo que haja dor, as mulheres a esquecem logo em seguida ao parto, ao contrário de quando há uma quantidade desequilibrada desses hormônios, quando há presença da adrenalina. Para que esse parto mais tranquilo aconteça, é preciso que o ambiente seja propício. O que aprendi em 50 anos acompanhando partos, seja em casa ou no hospital, é que o ambiente facilita o procedimento e reduz a dor. Esse ambiente deve ser silencioso, sem tanta gente em volta observando, sem tanta luz. Quanto mais simples, mais eficaz é o parto. Para isso é preciso compreender a fisiologia do parto e redescobrir o que é mais simples.
Recentemente, a modelo Brasileira Gisele Bündchen teve um parto em casa, em uma banheira, o que despertou curiosidade sobre esse modelo de parto. Está se tornando comum? Quais as condições para esse tipo de parto, em casa?
A mulher que vai ter o bebê necessita se sentir segura e para isso não há uma regra para todas. Ela pode se sentir segura em casa, com uma parteira, ou perto de máquinas. São mulheres diferentes, mas que têm a mesma necessidade de segurança. Hoje o parto domiciliar é possível em uma sociedade urbana na qual as mulheres vivem perto dos melhores hospitais. O ideal seria combinar o que há de bom em casa com o que há de bom no hospital.
Fonte: Gazeta do Povo, 04/05/2010
Matéria original contém fotos de Michel Odent e Gisele Bündchen, porém não conseguimos copiá-las para o blog.
Beijos.
Terça-feira, 04/05/2010
Menos adrenalina e mais ocitocina no parto
Entrevista com Michel Odent, obstetra
Publicado em 02/05/2010 | Daniela Neves - danielan@gazetadopovo.com.br
A tecnologia é aliada do homem na Medicina, mas faz com que alguns instintos sejam deixados de lado. Para o obstetra francês Michel Odent, o aparato tecnológico está tornando os partos menos eficazes. Ele defende a “mamiferização” do parto, que é como chama o conjunto de ações que fazem com que o nascimento respeite as condições inatas da mulher. Quanto mais máquinas, especialistas por perto e iluminação, menor a segurança da mulher no momento em que ela precisa estar tranquila para dar à luz, diz Odent. O bebê deveria ficar com a mãe assim que nasce e ser amamentado na primeira hora de vida. Sempre lembrando que somos animais, o obstetra fala sobre a fisiologia do parto, sobre os hormônios e substâncias ligadas ao nascimento e ao medo, que podem causar dor.
Odent ficou conhecido por introduzir no hospital de Pithiviers, na França, o conceito da casa como sala de parto e da utilização das piscinas de parto. Autor de 12 livros publicados em 22 línguas, o médico esteve em Curitiba no início de abril e conversou com o Viver Bem.
No Brasil, preconiza-se o parto humanizado que, além de prever a presença do pai ou acompanhante na sala, propõe que o bebê fique no quarto com a mãe logo depois do nascimento. O que o senhor considera parto humanizado?
Entendo o parto humanizado de uma maneira diferente. É preciso redescobrir o nascimento, libertar-se de tudo quanto é crença e ritual milenar ou cultural, eliminando o que é especificamente humano. A começar pela linguagem, que é o método humano de comunicação. É preciso satisfazer as necessidades universais específicas de mamíferos, como, por exemplo, ter segurança. Na floresta, se uma fêmea está para ter um filhote e percebe que há um predador por perto, vai liberar adrenalina, essencial em uma situação de emergência na necessidade de partir para a luta. Essa adrenalina vai bloquear o parto, postergar o nascimento. A segurança é uma necessidade básica para qualquer mamífero. Outra necessidade básica é não se sentir observado. Então, mais do que humanizar o parto, é preciso “mamiferizar” o nascimento e por isso essa expressão parto humanizado não tem o mesmo significado para mim. Humanizar é usar um número grande de ferramentas, é a cesária.
O Brasil é considerado um dos campeões em números de cesárias. O senhor acha que isso é uma consequência cultural ou uma escolha médica?
O Brasil não é exatamente o campeão em número de cesárias. Encontramos número elevado em todos os países onde existe um grande número de médicos obstetras e nos quais as parteiras desapareceram. Acontece em todas as grandes cidades da América Latina, chinesas, indianas, coreanas, iranianas, ou em qualquer parte do mundo onde o número de médicos especialistas é grande.
Na sua opinião, qual é o principal argumento para convencer as brasileiras de que o parto normal é melhor do que a cesária?
Não sei se o objetivo é convencer. Não gosto de usar essa palavra porque o que busco é compreender qual a necessidade básica da mulher. Tive a oportunidade de conversar com estudantes do Rio de Janeiro, adolescentes, e elas afirmaram que gostariam de ter parto normal. Então, creio que o obstáculo está em entender a necessidade das mulheres.
O medo da dor no parto e as facilidades de equipamentos encontradas hoje nos hospitais faz com que muitas mulheres, principalmente das classes média e alta, optem pelo parto cesáreo. O que diria a elas?
Quanto mais difícil é o parto, maior a dor. É preciso aprender a ter partos fáceis. Quando são fáceis, o sistema fisiológico protege a mulher da dor porque o nascimento é eficaz. É o parto que libera uma boa quantidade de endorfina pelo cérebro, assim como a ocitocina, fazendo com que a dor fique de lado. Ou pelo menos ela não é tão percebida. Quando existe esse equilíbrio, mesmo que haja dor, as mulheres a esquecem logo em seguida ao parto, ao contrário de quando há uma quantidade desequilibrada desses hormônios, quando há presença da adrenalina. Para que esse parto mais tranquilo aconteça, é preciso que o ambiente seja propício. O que aprendi em 50 anos acompanhando partos, seja em casa ou no hospital, é que o ambiente facilita o procedimento e reduz a dor. Esse ambiente deve ser silencioso, sem tanta gente em volta observando, sem tanta luz. Quanto mais simples, mais eficaz é o parto. Para isso é preciso compreender a fisiologia do parto e redescobrir o que é mais simples.
Recentemente, a modelo Brasileira Gisele Bündchen teve um parto em casa, em uma banheira, o que despertou curiosidade sobre esse modelo de parto. Está se tornando comum? Quais as condições para esse tipo de parto, em casa?
A mulher que vai ter o bebê necessita se sentir segura e para isso não há uma regra para todas. Ela pode se sentir segura em casa, com uma parteira, ou perto de máquinas. São mulheres diferentes, mas que têm a mesma necessidade de segurança. Hoje o parto domiciliar é possível em uma sociedade urbana na qual as mulheres vivem perto dos melhores hospitais. O ideal seria combinar o que há de bom em casa com o que há de bom no hospital.
Fonte: Gazeta do Povo, 04/05/2010
Matéria original contém fotos de Michel Odent e Gisele Bündchen, porém não conseguimos copiá-las para o blog.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Um grande encontro: Michel Odent em Curitiba

A assistente social Talita em pé, Michel Odent e eu ao lado.
Olá,
Ontem estive em Curitiba participando de um workshop com o obstetra francês Michel Odent. Ele é um dos pioneiros na humanização do nascimento, trazendo inovações como a banheira e quartos que lembram o ambiente familiar. Ele que é originalmente um cirurgião geral, tornou-se parteiro domiciliar e defensor da ideia que as intervenções atrapalham o processo do nascimento.
O encontro foi em tudo muito significativo, conheci profissionais de vários lugares, muita gente de SC. Todos famintos de apoio e realimentação nas suas práticas a favor da humanização do nascimento. O casal Luciana e Mário, donos do Espaço Aobä em Curitiba, nos receberam com muito carinho. Ela sempre carregando seu bebê de 3 meses no sling, me deu saudades dos meus "bebês", agora já bem grandinhos. Também tive a oportunidade de conversar com a psicóloga e doula Talia, que foi a intérprete (incansável). Ela também é a tradutora de um dos livros de Odent e trocar experiências com ela foi muito estimulante. Fui com um grupo da Rehuna de SC - Izabel, Viviane,Andrezza e Talita - que está envolvido com o projeto MANA (parceria HU Fpolis , Rehuna e FNS), que desenvolve atividades com gestantes e rede de apoio em duas comunidades de Florianópolis. Voltei mais animada e com muitas ideias.
Em breve vou trazer alguns tópicos abordados pelo obstetra. Vale a pena conhecer seu trabalho e nos fazer repensar sobre nossas escolhas,sejam elas quais forem. Um aspecto que me chamou muito a atenção é a forma de Odent aborda a humanização. Ele não procura fazer um veu de romance nas suas explicações, nem convercer ninguém. As informações que traz são científicas, produto de muitas pesquisas que mostram a fisiologia do processo de parto. Nos ensinou sobre os hormônios e como são liberados ou inibidos, conforme o ambiente e as atitudes das pessoas que estão acompanhando a mulher no trabalho de parto. Em resumo, nos mostra a capacidade da mulher e um retorno da feminilização do parto.
Enquanto a próxima postagem não vem, algumas referências de livros:
- O renascimento do parto
- A cientificação do amor
- Água e sexualidade
- Gênese do homem ecológico
Boa leitura!!!
Beijos.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Parto natural é três vezes mais seguro

Existem situações onde a cesariana é indicada, tanto por questões de saúde da mãe , como do bebê. Porém atualmente muitas intervenções cirúrgicas deste tipo estão sendo realizadas sem que haja necessidade. Então vale a pena conhecer mais sobre o parto natural e saber quando a cesariana está sendo sugerida por questão de comodidade ou de saúde. O conhecimento nos leva a fazer escolhas mais conscientes.
Abaixo a matéria que saiu no site do IG, boa leitura. Beijos!!!
Pesquisa da OMS mostra que cesarianas desnecessárias aumentam risco para mãe e bebê
Fernanda Aranda, iG São Paulo | 15/01/2010
Foto: Getty Images
Cesarianas: nas rede privada elas já são 84% de todos os partos
Em meio à epidemia de cesarianas que enfrenta o Brasil, segundo palavras do próprio Ministro da Saúde José Gomes Temporão, a Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de divulgar um novo estudo sobre o risco desta opção cirúrgica, quando feita sem necessidade médica: os partos naturais são quase três vezes mais seguros para mães e bebês.
A pesquisa feita com 107 mil mulheres, todas da Ásia, identificou que quando a criança nasce por meio das cesáreas sem indicação por quesitos médicos, a mortalidade da mãe, a necessidade de fazer transfusão de sangue e o encaminhamento dos bebês após o nascimento para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) são 2,7 vezes com mais freqüentes.
O alerta foi feito com base em um índice alarmante: 27,3% das asiáticas avaliadas na pesquisa foram submetidas a cesarianas, taxa alta comparada aos 15% preconizados pela OMS, porém bem inferior ao índice encontrado entre as brasileiras. Do total de partos no País, 43% são cesáreas. Quando na conta entram apenas os procedimentos realizados em maternidades particulares, o registro sobe para 84%, informou ano passado a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Comissão do parto natural
O índice é recordista mundial, afirma o Conselho Federal de Medicina (CFM) e, apesar dos esforços do governo para reduzir as taxas, o efeito foi inverso. O cenário é de aumento de cesarianas já que em 2000, 80% dos partos em unidades privadas em saúde eram deste tipo.
Em muitos casos, lamentam os especialistas, a escolha pela cesárea é por motivos banais. Data de aniversário no mesmo dia do que a mãe, agendas complicadas, mês ou signo preferidos já apareceram como justificativa. Ano passado foi noticiado que alguns casais marcaram a cesárea para o dia 09/09/09 só por causa do ineditismo da data.
A atriz e apresentadora Fernanda Lima foi escalada pelo Ministério da Saúde para tentar ajudar na mudança de quadro. Na época em que estava grávida de gêmeos, ela fez propaganda sobre a importância do parto natural. A causa também virou bandeira do CFM que criou no final do ano passado uma comissão especial para cuidar do assunto.
“Fizemos um fórum em novembro de 2009 e reunimos obstetras, pediatras e mulheres para tentar reverter o quadro, em uma parceria sugerida pela ANS”, afirmou o médico pediatra José Fernando Vinagre, coordenador da Comissão de Parto Natural do CFM. “Já sabemos que para a reversão dos índices precisamos que os hospitais tenham condições de oferecer excelência no atendimento e realização do parto natural. Por isso, este ano, começamos a visitar as maternidades por todo País e vamos fazer uma ampla pesquisa com os obstetras para identificar quais são as principais demandas e falhas atuais”, completou Vinagre. A pesquisa deve ser concluída em julho e a esperança do Conselho e traçar outro paradigma de maternidade.
9 horas contra 90 minutos
Com relação aos médicos, a rotina atribulada de trabalho – mais de 70% atuam em dois ou mais empregos revelou censo feito pelo Conselho de Medicina de São Paulo – pode ser um dos motivos. É sabido que alguns trabalhos de parto chegam a durar nove horas e a maior parte das cesáreas podem ser feitas em uma hora e meia. Apesar disso, as vantagens do parto natural são incalculáveis, informa o Ministério da Saúde.
Estudos internacionais já demonstram que fetos nascidos entre 36 e 38 semanas, antes do período normal de gestação (40 semanas), têm 120 vezes mais chances de desenvolver problemas respiratórios agudos e, em conseqüência, acabam precisando de internação em unidades de cuidados intermediários ou mesmo em UTIs neonatais. Além disso, no parto cirúrgico há uma separação abrupta e precoce entre mãe e filho, num momento primordial para o estabelecimento de vínculo.
Males da mulher moderna
Entender os motivos que fazem as mulheres priorizarem a cesariana também foi o foco de uma enquete realizada por pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Eles acompanharam de perto 23 grávidas que acabaram fazendo cesárea. Ao perguntar a opinião delas sobre o aumento crescente de mulheres que fazem uma cesárea, o principal fator foi o medo das dores do parto e o desconhecimento das vantagens do parto normal. “Algumas mulheres do setor privado destacaram a possibilidade de programar o parto devido à vida agitada da mulher contemporânea, em vez de esperar pela imprevisibilidade do parto normal”, afirmam os pesquisadores nos Cadernos de Saúde Pública, veículo em que o estudo foi publicado.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
AO NATURAL: Bebês que nascem em casa
Oi,
Hoje saiu no jornal Diário Catarinense uma matéria bem interessante sobre parto em casa. Esta é uma forma de nascimento que está voltando a ser procurada cada vez mais. Percebe-se uma busca pelos atendimentos humanizados, com respeito ao ritmo do trabalho de parto, sem intervenções desnecessárias na parturiente e bebê. Em Florianópolis existem profissionais preparados e experientes nessa área.
Então, abaixo está o artigo. Boa leitura !
Beijos.
Números de nascimentos em domicílio em SC chama a atenção em pesquisa do IBGE. Em muitos casos, é por escolha dos pais
Dos 83.759 bebês que nasceram no ano passado em Santa Catarina, 142 vieram ao mundo em casa. A informação pode ser pinçada de uma extensa pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dessas 142 crianças, 21 nasceram em Florianópolis, onde maternidades estão ao alcance de todos. Nara Rosa é uma dessas crianças. Na tranquilidade de sua casa, no Canto da Lagoa, seus pais, Gabriel e Renata Siqueira, receberam a primeira filha.
Quando souberam da gravidez, eles já pensavam na possibilidade do parto domiciliar. Mesmo assim, conferiram todas as opções, entre elas, as mais convencionais, em hospitais e clínicas. Por meio de amigos que já haviam tido filhos em casa, tiveram contato com um grupo que faz o serviço e decidiram que era o melhor jeito para eles.
Também ficaram surpresos com as pessoas que encontraram nas reuniões durante os meses de gravidez. Esperavam gente de estilos de vida mais alternativos, mas encontraram vários públicos, de várias idades. Para Renata, o processo domiciliar colabora para que a mulher deixe a natureza trabalhar normalmente:
– O parto é um ritual de passagem para a mulher, que deixa de ser filha para ser mãe, e o parto em casa respeita a sacralidade disso.
A equipe de enfermeiras havia visitado o casal antes e já conhecia a casa. Quando chegou para o parto, já sabia como seria, da banheira de água quente ao café para a mãe.
Gabriel ressalta que, quando começaram as contrações, ao invés da espera convencional num hospital, Renata passeava no quintal.
– Quando há a possibilidade, se a gravidez não for de risco, eu recomendo a todo mundo fazer assim – diz Renata.
Uma das amigas para quem ela recomendou foi a vizinha Isadora de Lima Borges, que esperava a terceira filha, após dois nascimentos em hospitais. O segundo, Bento, havia sido com cesariana, apesar de Isadora preferir o parto natural. Quando Ana nasceu, há um ano e um mês, o parto foi em casa. A mãe destaca a sincronia do grupo de enfermeiras, que trabalhava com pouca luz e falando baixo entre si. Assim, explica, conseguia concentrar-se mais.
– Não sei se é porque a mãe estava mais calma, mas a Ana também era mais calma, desde o começo – lembra.
Isadora conta que o médico tinha todo o equipamento para eventuais urgência e, em caso de imprevistos, poderia atender mãe e bebê na própria casa. O parto durou 16 horas.
Matéria publicada no Diário Catarinense: 26 de novembro de 2009 | N° 8635
Hoje saiu no jornal Diário Catarinense uma matéria bem interessante sobre parto em casa. Esta é uma forma de nascimento que está voltando a ser procurada cada vez mais. Percebe-se uma busca pelos atendimentos humanizados, com respeito ao ritmo do trabalho de parto, sem intervenções desnecessárias na parturiente e bebê. Em Florianópolis existem profissionais preparados e experientes nessa área.
Então, abaixo está o artigo. Boa leitura !
Beijos.
Números de nascimentos em domicílio em SC chama a atenção em pesquisa do IBGE. Em muitos casos, é por escolha dos pais
Dos 83.759 bebês que nasceram no ano passado em Santa Catarina, 142 vieram ao mundo em casa. A informação pode ser pinçada de uma extensa pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dessas 142 crianças, 21 nasceram em Florianópolis, onde maternidades estão ao alcance de todos. Nara Rosa é uma dessas crianças. Na tranquilidade de sua casa, no Canto da Lagoa, seus pais, Gabriel e Renata Siqueira, receberam a primeira filha.
Quando souberam da gravidez, eles já pensavam na possibilidade do parto domiciliar. Mesmo assim, conferiram todas as opções, entre elas, as mais convencionais, em hospitais e clínicas. Por meio de amigos que já haviam tido filhos em casa, tiveram contato com um grupo que faz o serviço e decidiram que era o melhor jeito para eles.
Também ficaram surpresos com as pessoas que encontraram nas reuniões durante os meses de gravidez. Esperavam gente de estilos de vida mais alternativos, mas encontraram vários públicos, de várias idades. Para Renata, o processo domiciliar colabora para que a mulher deixe a natureza trabalhar normalmente:
– O parto é um ritual de passagem para a mulher, que deixa de ser filha para ser mãe, e o parto em casa respeita a sacralidade disso.
A equipe de enfermeiras havia visitado o casal antes e já conhecia a casa. Quando chegou para o parto, já sabia como seria, da banheira de água quente ao café para a mãe.
Gabriel ressalta que, quando começaram as contrações, ao invés da espera convencional num hospital, Renata passeava no quintal.
– Quando há a possibilidade, se a gravidez não for de risco, eu recomendo a todo mundo fazer assim – diz Renata.
Uma das amigas para quem ela recomendou foi a vizinha Isadora de Lima Borges, que esperava a terceira filha, após dois nascimentos em hospitais. O segundo, Bento, havia sido com cesariana, apesar de Isadora preferir o parto natural. Quando Ana nasceu, há um ano e um mês, o parto foi em casa. A mãe destaca a sincronia do grupo de enfermeiras, que trabalhava com pouca luz e falando baixo entre si. Assim, explica, conseguia concentrar-se mais.
– Não sei se é porque a mãe estava mais calma, mas a Ana também era mais calma, desde o começo – lembra.
Isadora conta que o médico tinha todo o equipamento para eventuais urgência e, em caso de imprevistos, poderia atender mãe e bebê na própria casa. O parto durou 16 horas.
Matéria publicada no Diário Catarinense: 26 de novembro de 2009 | N° 8635
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