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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Amamentação e cia

Depois de passado o dia especial do nascimento do bebê, as mães começam uma nova fase da vida. Estão diante de muitas novidades e de um caminho de aprendizagens.

Uma dessas é a amamentação. Muito já se sabe sobre como amamentar e evitar o uso de bicos e mamadeiras, graças às campanhas do Ministério da Saúde. Mesmo assim, permanece um assunto cheio de mitos e muitas dúvidas. Ainda mais quando aparecem conselhos com ideias diferentes, que acabam minando a confiança da "recém-nascida mãe".

A amamentação também é um processo em que a mãe e o bebê estão se conhecendo e aprendendo juntos. Por isso, quando houver algum desconforto ou dúvida, sempre é útil buscar ajuda de um profissional. Podem surgir algumas dificuldades iniciais, mas quanto mais se pratica, mais fácil fica. E aos poucos se torna mais prazerosa e tranquila.

Pode ficar a pergunta: e como faço para chegar ao ponto do prazeroso e tranquilo? Será que depende só da mãe do bebê? Certamente que não!

A amamentação não é apenas a saída do leite. Outras questões aparentemente sem conexão estão interligadas na produção e ejeção deste rico alimento.
A mãe precisa de alguns cuidados para que se sinta disponível para o bebê, que mama em livre demanda, ou seja, de acordo com suas necessidades e sem horários fixos.

Então, algumas dicas para o começo da adaptação:

- Envolver seu parceiro ou familiar, amiga(o) na amamentação. Isso significa ter alguém de sua confiança, que entenda a importância do aleitamento materno e deixe que a mãe se dedique, colocando questões domésticas de lado, e proteja a dupla quando alguém estiver atrapalhando seu descanso ou momento de alimentação.

-  Descansar quando o bebê dormir.

- Lembrar que precisa se alimentar com refeições e lanches nutritivos. O leite não perde a qualidade se a mãe estiver mal nutrida, mas pode deixar sua saúde mais sensível. E agora é preciso também se cuidar para poder cuidar bem do bebê.

- Hidratar-se. Lembre de ter água por perto nos locais onde geralmente amamenta.

- Evitar resolver problemas que outras pessoas podem fazer por você. Só você amamenta, os familiares podem ajudar com a casa, compras, limpeza etc.

- Deixar os problemas do mundo externo bem longe. Neste momento a sensibilidade está maior e vale a pena proteger-se de fatores estressores (ex: noticiários).

- O fator emocional está envolvido no processo de amamentação. Sem dúvida é um momento de mudanças hormonais e de adaptações. É necessário se cuidar, ter carinho e reconhecer que está fazendo uma grande tarefa. Para conseguir ter cuidado com seu estado emocional, peça ajuda quando precisar, foque no que é mais importante e deixe o que não puder fazer para depois. Seu conforto físico e emocional também merecem atenção.

- Localizar sua rede de apoio (familiares, amigas, vizinhos, profissionais). A mãe precisa ser bem cuidada e apoiada na amamentação.

- Informe-se sobre posições para amamentar, pega correta no seio, como evitar fissuras etc. Também se há em sua cidade redes de apoio à amamentação, como maternidades, grupos de mães, mulheres que amamentaram, profissionais envolvidos com aleitamento materno. Mais informações podem ser pesquisadas no site Aleitamento.com.

Cuide-se com carinho. Você merece e seu bebê agradece também!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Atividades de Julho 2012

Neste mês de julho preparamos uma programação de workshops para gestantes/casal e mães/bebês.

 Para participar é necessário inscrição pelo nosso e-mail: gestamaes@gmail.com. Esperamos por vocês !

 Workshops Gesta Mães:

Programação de julho 2012 Para Gestantes

 1. Parto Ativo: 13 de julho

 2. Cuidados no pós parto e amamentação: 20 de julho

 Carga horária de cada: 3hs

 Local: Espaço Equilibrio - Porto da Lagoa

 Para Mães e Bebês - gestantes também podem participar -

Shantala: 5 de julho

 - Atividades lúdicas com o bebê: 12 de julho

 - Orientações sobre o desenvolvimento e
cuidados emocionais do bebê: 19 de julho

 Carga horária de 2 h e 30

Local: Comunidade Gestáltica - Centro


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Convite para Grávidas e Mães com Bebês: Encontro aberto e gratuito Amamentação

“A amamentação ao seio é a própria essência do cuidado materno e o meio mais importante de imunizar o bebê contra o maior dos riscos emocionais, a ansiedade.” Margaret Ribble [Livro: Os direitos da Criança: As necessidades psicológicas iniciais e sua satisfação]

Dia 17 de dezembro de 2011, sábado às 10h, no Espaço Equilibrio
Knussen 80, Porto da Lagoa, Florianópolis-SC

Venha participar deste encontro de troca, informação e apoio.


Favor confirmar presença pelo email ou telefone:
ana@mahadevi.com.br - (48) 96339930
www.mahadevi.com.br
apoiomaterno.blogspot.com/

Coordenação e Contatos:
Ana Trevisan: trevisan_ana@yahoo.com.br / (48) 3334 3201 / 9633 9930
Psicóloga CRP 12-07125 - Pós graduação em Gestalt Terapia e Psicologia Clínica (Em Formação)
Cursos na área materno infantil: Ando (Associação Nacional de Doulas) e Michel Odent
Atuação também como prof de yoga para gestantes, casais grávidos e mães com bebês.

Juliana Sell: apoiomaterno@gmail.com / (48) 9163-6100
Psicóloga CRP 12- 12/01131 - Gestalt Terapeuta
Pós graduada em Psicossomática e Psicoterapia de Grupo na Abordagem Gestáltica
Cursos: GAMA-SP, Aleitamento Materno (HU, Maternidade Carmela Dutra), Amigas do Parto, Michel Odent.
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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Amamentação e doenças maternas:esclarecimentos


Olá,

Na Revista CLAUDIA BEBÊ, edição 5858 – julho 2010, saiu uma reportagem bem esclarecedora sobre amamentação e doenças maternas. Para saber mais, pesquisem no site www.aleitamento.com , com informações do Dr. Marcus Carvalho.

Boa semana!


REPORTAGEM esclarece que a AMAMENTAÇÃO pode continuar em muitos casos.


Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, as situações descritas abaixo não constituem nenhum impedimento ao aleitamento materno.

Nutriz (ou lactante) com:

Infecções agudas comuns como constipações, gripes, diarréias

Hepatite A. Não se transmite através do leite materno, e se a mãe teve infecção é administrado ao bebê a vacina e a imunoglobulina

Hepatite B. Em caso de infecção da mãe, são atualmente administradas nas primeiras 24 horas de vida a imunoglobulina anti hepatite B e a 1ª dose de vacina, o que torna praticamente nulo o risco de infecção

Hepatite C

Outras infecções: malária, toxoplasmose, citomegalovirus, Doença de Chagas...

Diabetes Mellitus

Mastite

Mamilo plano ou invertido

Menstruação, nova gravidez

Implante mamário de silicone

Tratamento com metadona, seja qual for a quantidade, uma vez que a proporção que passa para o leite materno é pequena e já foi demonstrado que estes bebês se beneficiam com o aleitamento materno

Tabaco, álcool...

Consultoria da reportagem:
Prof. Marcus Renato de Carvalho, UFRJ, IBCLC, www.aleitamento.com

Autor: Janette Bacal para a Revista Claudia + Marcus Renato de Carvalho
Data: 16/7/2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Doula no pré-natal

Na gestação muitas mudanças acontecem no corpo da mulher, os hormônios, o formato, as emoções, tudo vai mudando pouco a pouco. Junto com isso muitas dúvidas vão surgindo, como minha vida vai mudar? farei parto normal ou cesária? como vou cuidar do meu bebê? como minha relação com meu companheiro vai ficar? onde vou ter meu bebê? o que faço com meus enjoos?
A doula que atende no pré-natal pode ajudar nessa transição. Seu trabalho consiste em dar suporte através de sua experiência como mãe e como profissional que é capacitada sobre a gestação, fisiologia do parto, amamentação, cuidados com o bebê e assuntos relacionados.

Na prática funciona da seguinte forma, a doula faz uma visita e combina com a gestante/casal quais os temas que desejam abordar. Os encontros vão desde conversas sobre as mudanças de vida, esclarecimentos sobre rotinas do parto, até orientações práticas de como amamentar, cuidar do umbigo, atividades de consciência corporal para um parto ativo, planejamento do parto e o que mais a gestante (e seu acompanhante) necessitarem.

Para saber mais, marque sua visita através do e-mail:apoiomaterno@gmail.com

Doula pós-parto

Oi,

Na postagem anterior escrevi de forma bem resumida o que significa doula. Atualmente existe três formas de atuação de doula, na gestação (pré-natal), no parto e no pós-parto.
O meu trabalho se foca no período da gestação e do pós-parto.
Então, o que é uma doula pós-parto?

A doula pós-parto vai na casa da família para auxiliar na adaptação da nova rotina com o bebê e as mudanças que acontecem com a própria mãe. Seu trabalho é focado tanto na parte de apoio emocional, ajudando a diminuir as inseguranças comuns dessa fase, como na parte prática. Ou seja, orientando a mãe e pai sobre os cuidados do bebê, como acalmá-lo, trocar as fraldas, cuidar do umbigo, banho, amamentação, retorna da vida sexual, elaboração do parto etc. A diferença de contratar uma babá ou enfermeira é que o objetivo maior é dar segurança e ajudar a mãe confiar em si mesma. A escuta sem julgamentos e as informações passadas são no sentido de contribuir para a relação mãe-bebê, família-bebê de forma tranquila.
A visita também inclui a ajuda com outros crianças, quando necessário, e um cuidado de mãe para mãe, obervando se está bem alimentada, hidratada e confortável.

Como funciona na prática:


Preferencialmente se entra em contato com a doula pós-parto antes do bebê nascer.
Mesmo que isso não ocorra pode-se recorrer a seus serviços logo após o parto ou ainda quando precisar de ajuda na amamentação.

São feitas visitas domiciliares num dos períodos do dia e combinado com a família quantos encontros forem necessários, de acordo com cada especificidade. Sendo que o telefone e e-mail ficam também à disposição.
Num primeiro momento geralmente se tem visitas seguidas e depois se faz com intervalos maiores.

Para saber mais agende uma visita sem compromisso, no consultório ou em domicílio, através do e-mail: apoiomaterno@gmail.com


Você pode ler :


Organização Mundial da Saúde. Assitência ao parto normal:um guia prático. Genebra-Suiça,1996

A cientificação do amor, de Michel Odent. Florianópolis-SC, Saint Germain, 2002.

A doula no parto. O papel da acompanhante de parto especialmente treinada para oferecer apoio contícuo físico e emocional à parturiente - Fadynha. São Paulo-SP. Ground,2003.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O gostoso desafio de amamentar o filho adotado


Olá,

Vejam que interessante a matéria abaixo. Foi escrita pelo Dr. Marcus Renato de Carvalho do Rio de Janeiro, coordenador da Clínica Interdisciplina de Apoio à Amamentação


Isto mesmo que vocês estão pensando, uma mãe que acaba de adotar um recém-nascido pode tentar amamentá-lo, caso deseje, esteja disponível e tenha apoio de profissional de saúde capacitado na técnica de "lactação adotiva" ou de "indução ao aleitamento materno".

Mesmo sem o estímulo prévio dos hormônios da gestação, uma mulher pode chegar a produzir leite através do método para a reindução da lactação. Este processo exige grande motivação por parte da recém mãe e apoio profissional constante. Este esforço é amplamente recompensado ao oferecer à mãe adotiva a grata experiência de amamentar seu filho, não sendo mesmo difícil chegar ao aleitamento exclusivo.

Na mulher com a amamentação induzida, a mama não experimenta as transformações mamárias próprias da gestação, o que resulta um mamilo não pigmentado, mais sensível, podendo irritar-se facilmente. O ideal, então é que este mamilo e esta aréola sejam preparados com exercícios e banhos de sol. No caso da nova mãe haver amamentado antes, pode-se observar a presença de leite já nos primeiros 7 dias; se é sua primeira experiência, este aparece em geral durante a segunda semana, dependendo de quantas vezes o lactente é colocado ao seio para estimulá-lo. Nas mães adotivas a produção de leite segue aumentando ainda até o sexto mês. A maioria destas mulheres consegue amamentar seus filhos adotivos com seu leite pelo menos a metade das suas necessidades. Na lactação adotiva, o essencial para produzir leite, é o estímulo freqüente da mama, que pode aumentar com a ordenha manual ou pelo emprego de adequadas bombas elétricas de extração. O estímulo da sucção aumenta os níveis de Ocitocina e Prolactina na mulher e como efeito secundário podem ser observadas irregularidades ou ausência de menstruação, o que comprova que o processo está indo bem. Usamos alguns medicamentos que aumentam a prolactina como os antagonistas da Dopamina - Fator de Inibição da Prolactina. Também temos uma boa experiência com algumas substâncias homeopáticas.

A dificuldade deste processo não é a recuperação da produção de leite, senão conseguir que o lactente succione de uma mama sem leite. Com este objetivo pode-se gotejar leite sobre a região da aréola quando o lactente inicia a amamentação por meio de um conta-gotas. Outra possibilidade, melhor, é oferecer leite por meio de uma sonda que por um lado está conectada a um recipiente com leite e sua outra extremidade é introduzida na boca do lactente junto com o mamilo, de tal maneira que ao mamar, o lactente obtém leite da sonda e por sua vez desencadeia os reflexos de produção e ejeção do leite. Há suplementadores importados e caros no comércio, porém podem ser montados facilmente com um copo comum e uma sonda (oro ou naso gástrica) fina ou um finíssimo tubo de plástico.

Nestes casos devem-se controlar de forma periódica, as evacuações, diurese e o peso do lactente, para reduzir o suplemento de forma progressiva até suspendê-lo quando a mãe recupere sua produção de leite.

É fundamental que as mães adotivas aumentem sua ingestão calórica, já que elas não contam com a reserva de gordura que a puérpera geralmente apresenta, para cobrir os requerimentos energéticos da produção de leite.

Vale à pena tentar!


Publicado originalmente no www.aleitamento.com

Autor: Marcus Renato de Carvalho
Data: 30/4/2007

segunda-feira, 9 de novembro de 2009


Mães
PLAQUINHA para VISITAS na MATERNIDADE: "BEBÊ sendo AMAMENTADO!"


AVISO para VISITAS:

Aguarde a “Mamãe está AMAMENTANDO”

Compartilhando nossa experiência particular, quando nasceu nossa filha: com calma e carinho explicamos com antecedência aos nossos amigos e familiares que não levassem a mal, mas que, como pais, sentíamos uma necessidade muito grande de tranquilidade e intimidade com nosso bebê nos primeiros dias após o nascimento.

Pela maioria das pessoas fomos olhados primeiramente com estranhamento, pois todos estavam prontos para irem em procissão ao hospital. Mas, em seguida compreenderam e respeitaram com carinho.

Resultado: descanso merecido para a mãe (e pai) que acabava de ganhar a criança, tranquilidade para o bebê em seu primeiro contato com tantas coisas novas, total atenção voltada ao sucesso da amamentação (e foi um verdadeiro sucesso, conseguimos vencer todas as dificuldades e nossa filha parou de mamar há um mês, com dois anos e três meses!!!!)...

Além desse pedido carinhoso aos amigos e família, fizemos uma plaquinha (utilizando um símbolo internacional de amamentação)que usávamos na porta do quarto, com resultado muito, muito eficiente e contagiante (várias mães e pais nos pediam cópia da placa - e já tínhamos levando algumas cópias para distribuir, pensando justamente no "poder" do "contágio").

Sou totalmente partidária em mudar essa mentalidade da invasão de visitas no hospital!! Certamente se a própria instituição puder fazer algo neste sentido, vai ajudar muitos pais e mães que se sentiriam mal em anunciar um pedido como este.

Pedimos àqueles que forem utilizar a placa, por favor, que nos mandem toda e qualquer notícia sobre a a sua aceitação/repercusão e/ou resultados (se ajudou a criar um ambiente mais propício à amamentação; se foi aceita pelos pais; se a instituição aprovou...), para podermos reunir todos os dados e mandar notícias às redes.

abração e carinho,


Maria Alice e Esteban Papanicolau

www.integria.com.br

Picada Café - RS

Autor: Da lista L-materno@: Maria Alice e Esteban Papanicolau
Data: 4/11/2009
Autorizado pelos autores e pelo site original :www.aleitamento.com