Olá,
O Instituto Alana traz muitas informações sobre canais e programas de televisão que ultrapassam os limites de propaganda infantil.
Vale a pena conferir e verificar o que está sendo feito para proteger nossas crianças do excesso de consumismo.
Bjos.
Site: www.alana.org.br
quinta-feira, 15 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Teste da Violência Obstétrica - Dia Internacional da Mulher - Blogagem Coletiva
Amanhã é o Dia Internacional da Mulher e para marcar esta data, três mulheres blogueiras e ativistas criaram o Teste da Violência Obstétrica.
O dia foi criado por conta da violência absurda contras as mulheres que teve seu marco no incêndio criminoso numa fábrica em Nova Iorque em 1857. Morreram cerca de 130 tecelãs que estavam de greve lutando pelos seus direitos. Somente em 1975 que esta data foi oficializada pela ONU.
Parece tudo distante, longe no tempo e no espaço geográfico. Infelizmente não é. Atualmente, mesmo com tanta evolução tecnológica e discussões sobre humanização, é comum encontrarmos relatos de mulheres que sofreram violência obstétrica. Uma violência silenciosa que tem poucos ouvidos que queiram ouvir, pois temos ainda a cultura do "Poder do jaleco branco", onde os profissionais da saúde são autorizados a tratar as pessoas da forma como desejarem sem levarem em consideração que são servidores e não donos do saber.
Por conta disso Ligia Moreiras Sena, Fernanda Andrade Café e Ana Carolina Franzon se uniram para a pesquisa em questão e pedimos a colaboração de todas que queiram contribuir com suas histórias para que se faça uma nova história de parto no Brasil e no mundo.
Parabéns mulheres!!!
"Muito obrigada por apoiar essa ação em defesa do respeito às mulheres e da melhoria da qualidade da assistência ao parto no Brasil. Somente vamos conseguir mudar esse panorama se estivermos juntos."
Ligia Moreiras Sena, Fernanda Andrade Café e Ana Carolina Franzon
Blogs: Cientista Que Virou Mãe, Mamíferas e Parto no Brasil
O dia foi criado por conta da violência absurda contras as mulheres que teve seu marco no incêndio criminoso numa fábrica em Nova Iorque em 1857. Morreram cerca de 130 tecelãs que estavam de greve lutando pelos seus direitos. Somente em 1975 que esta data foi oficializada pela ONU.
Parece tudo distante, longe no tempo e no espaço geográfico. Infelizmente não é. Atualmente, mesmo com tanta evolução tecnológica e discussões sobre humanização, é comum encontrarmos relatos de mulheres que sofreram violência obstétrica. Uma violência silenciosa que tem poucos ouvidos que queiram ouvir, pois temos ainda a cultura do "Poder do jaleco branco", onde os profissionais da saúde são autorizados a tratar as pessoas da forma como desejarem sem levarem em consideração que são servidores e não donos do saber.
Por conta disso Ligia Moreiras Sena, Fernanda Andrade Café e Ana Carolina Franzon se uniram para a pesquisa em questão e pedimos a colaboração de todas que queiram contribuir com suas histórias para que se faça uma nova história de parto no Brasil e no mundo.
Parabéns mulheres!!!
"Muito obrigada por apoiar essa ação em defesa do respeito às mulheres e da melhoria da qualidade da assistência ao parto no Brasil. Somente vamos conseguir mudar esse panorama se estivermos juntos."
Ligia Moreiras Sena, Fernanda Andrade Café e Ana Carolina Franzon
Blogs: Cientista Que Virou Mãe, Mamíferas e Parto no Brasil
terça-feira, 6 de março de 2012
Prevenção de Acidentes de crianças de 0 a 14 anos
Olá,
Estou fazendo um curso de prevenção de acidentes de crianças de 0 a 14 anos e gostaria de divulgar para todas as famílias.
A ONG Criança Segura oferece cursos gratuitos e on-line, basta entrar no site e inscreve-ser. Procurem no www.criancasegura.org. Toda informação é importante para quem tem criança por perto.
Beijos.
Estou fazendo um curso de prevenção de acidentes de crianças de 0 a 14 anos e gostaria de divulgar para todas as famílias.
A ONG Criança Segura oferece cursos gratuitos e on-line, basta entrar no site e inscreve-ser. Procurem no www.criancasegura.org. Toda informação é importante para quem tem criança por perto.
Beijos.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Relatos de Nascimento: Encontro Gratuito
Convite para Grávidas e Mães com Bebês: Dia 3 de março de 2012, sábado das 10h às 12h
Este é um encontro mensal e gratuito que acontece há mais de 2 anos em Florianópolis. Neste mês nosso encontro se dará a partir dos relatos de nascimento de recém mamães e papais que estarão presentes, abrindo espaço para questões e informações.
Local: Espaço Equilibrio- Knussen,80- Porto da Lagoa
Venha participar deste encontro de troca, informação e apoio.
GAPP - Grupo apoiado pela Parto do Princípio
Favor confirmar presença pelo email ou telefone, temos vagas limitadas.
Coordenação e Contatos:
Ana Trevisan: ana@mahadevi.com.br (48) 9633 9930
Juliana Sell: apoiomaterno@gmail.com (48) 9183 0250
Este é um encontro mensal e gratuito que acontece há mais de 2 anos em Florianópolis. Neste mês nosso encontro se dará a partir dos relatos de nascimento de recém mamães e papais que estarão presentes, abrindo espaço para questões e informações.
Local: Espaço Equilibrio- Knussen,80- Porto da Lagoa
Venha participar deste encontro de troca, informação e apoio.
GAPP - Grupo apoiado pela Parto do Princípio
Favor confirmar presença pelo email ou telefone, temos vagas limitadas.
Coordenação e Contatos:
Ana Trevisan: ana@mahadevi.com.br (48) 9633 9930
Juliana Sell: apoiomaterno@gmail.com (48) 9183 0250
Marcadores:
grupo gestante,
grupo mães,
nascimento
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Gesta Mães: nasce uma parceria
Gesta Mães nasceu para proporcionar às gestantes/casais e mães de bebês até o primeiro ano de vida grupos de troca, informação e apoio.
Gestamães é a união de duas profissionais, Ana Trevisan e Juliana Sell que realizam atividades com gestantes e mães com bebês nas áreas de atendimento psicológico, acompanhamento terapêutico, encontros educativos, yoga e orientação em amamentação.
Nosso foco principal é a prevenção e a promoção em saúde na gravidez, parto e pós parto, pois, sabemos da importância deste momento de vida, da grande transformação individual e familiar que ocorre.
Num ambiente acolhedor buscamos alcançar nosso foco através de encontros que possibilitem troca de saberes entre as (os) participantes, vivências, informações atualizadas, orientações de cunho prático e subjetivo.
Vejam no site os horários dos grupos de gestantes e mães: www.gestamaes.com.br
Esperamos vocês !!!
Gestamães é a união de duas profissionais, Ana Trevisan e Juliana Sell que realizam atividades com gestantes e mães com bebês nas áreas de atendimento psicológico, acompanhamento terapêutico, encontros educativos, yoga e orientação em amamentação.
Nosso foco principal é a prevenção e a promoção em saúde na gravidez, parto e pós parto, pois, sabemos da importância deste momento de vida, da grande transformação individual e familiar que ocorre.
Num ambiente acolhedor buscamos alcançar nosso foco através de encontros que possibilitem troca de saberes entre as (os) participantes, vivências, informações atualizadas, orientações de cunho prático e subjetivo.
Vejam no site os horários dos grupos de gestantes e mães: www.gestamaes.com.br
Esperamos vocês !!!
Marcadores:
bebês,
gestantes,
grupo gestante,
grupo mães,
mães
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Convite para Grávidas e Mães com Bebês: Encontro aberto e gratuito
Convite para Grávidas e Mães com Bebês: Encontro aberto e gratuito
Bebê:
Cuidados Práticos e Emocionais
“As principais coisas que uma mãe faz com o bebê não podem ser feitas através de palavras. (...) Há um tipo de necessidade sutil, que só o contato humano pode satisfazer.” Winnicott [Os bebês e suas mães]
Dia 4 de fevereiro de 2012, sábado às 10h, no Espaço Equilibrio
Knussen 80, Porto da Lagoa, Florianópolis-SC
Venha participar deste encontro de troca, informação e apoio.
GAPP - Grupo apoiado pela Parto do Princípio
Favor confirmar presença pelo email ou telefone.
www.mahadevi.com.br e apoiomaterno.blogspot.com
Coordenação e Contatos:
Ana Trevisan: trevisan_ana@yahoo.com.br / (48) 3334 3201 / 9633 9930
Psicóloga CRP 12-07125 - Pós graduação em Gestalt Terapia e Psicologia Clínica (Em Formação)
Cursos na área materno infantil: Ando (Associação Nacional de Doulas) e Michel Odent
Atuação também como prof de yoga para gestantes, casais grávidos e mães com bebês.
Juliana Sell: apoiomaterno@gmail.com / (48) 9183 0250
Psicóloga CRP 12- 12/01131 - Gestalt Terapeuta
Pós graduada em Psicossomática e Psicoterapia de Grupo na Abordagem Gestáltica
Cursos: GAMA-SP, Aleitamento Materno (HU, Maternidade Carmela Dutra), Amigas do Parto, Michel Odent.
Bebê:
Cuidados Práticos e Emocionais
“As principais coisas que uma mãe faz com o bebê não podem ser feitas através de palavras. (...) Há um tipo de necessidade sutil, que só o contato humano pode satisfazer.” Winnicott [Os bebês e suas mães]
Dia 4 de fevereiro de 2012, sábado às 10h, no Espaço Equilibrio
Knussen 80, Porto da Lagoa, Florianópolis-SC
Venha participar deste encontro de troca, informação e apoio.
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Favor confirmar presença pelo email ou telefone.
www.mahadevi.com.br e apoiomaterno.blogspot.com
Coordenação e Contatos:
Ana Trevisan: trevisan_ana@yahoo.com.br / (48) 3334 3201 / 9633 9930
Psicóloga CRP 12-07125 - Pós graduação em Gestalt Terapia e Psicologia Clínica (Em Formação)
Cursos na área materno infantil: Ando (Associação Nacional de Doulas) e Michel Odent
Atuação também como prof de yoga para gestantes, casais grávidos e mães com bebês.
Juliana Sell: apoiomaterno@gmail.com / (48) 9183 0250
Psicóloga CRP 12- 12/01131 - Gestalt Terapeuta
Pós graduada em Psicossomática e Psicoterapia de Grupo na Abordagem Gestáltica
Cursos: GAMA-SP, Aleitamento Materno (HU, Maternidade Carmela Dutra), Amigas do Parto, Michel Odent.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Férias: visita em Santo Antônio em Florianópolis
Depois da lista de atividades de férias, vamos ver algumas fotos para dar um "gostinho" dos locais. Naqueles que eu visitar, vou postar por aqui.
Foto da praia em Santo Antônio de Lisboa. Local gostoso para as crianças correrem na areia e os pais curtirem um final de tarde. Muitas opções de bares, restaurantes, sorvetes e cafés. Algumas lojas de artesanato que vale a visita pela beleza dos objetos típicos. Sinta-se um turista !
O mar está avaliado em "impróprio para banho", uma pena. Mas ainda assim é um bom passeio. em frente a Igreja tem uma pequena praça com brinquedos.
Seguindo em frente, na ponta de Sambaqui, tem uma área com bancos em frente ao mar. Lindo demais !
Até o próximo passeio.
Foto da praia em Santo Antônio de Lisboa. Local gostoso para as crianças correrem na areia e os pais curtirem um final de tarde. Muitas opções de bares, restaurantes, sorvetes e cafés. Algumas lojas de artesanato que vale a visita pela beleza dos objetos típicos. Sinta-se um turista !
O mar está avaliado em "impróprio para banho", uma pena. Mas ainda assim é um bom passeio. em frente a Igreja tem uma pequena praça com brinquedos.
Seguindo em frente, na ponta de Sambaqui, tem uma área com bancos em frente ao mar. Lindo demais !
Até o próximo passeio.
Dica de passeio nas férias (Florianópolis)
Esta semana reclamei da falta de locais em Florianópolis para levar as crianças passear que não seja praia. Gostaria de mais parques, museus, bibliotecas etc. Como postei numa rede de mães da cidade, vieram algumas sugestões.
Então abaixo vai uma pequena lista de nossas ideias para passeios:
1- Projeto TAMAR na Barra da Lagoa
2- Passeio na Costa da Lagoa de barco
3- Barca dos Livros (em mudança para o LIC)
4- SESC de Cacupé
5- Dunas da Joaquina, Lagoa e Campeche
6- Parque Ecológico do Córrego Grande
7- Parque de Coqueiros
8- Passeio pela orla de Santo Antônio e Sambaqui
9- Exposição de Dinassauros no Floripa Shopping (pago)
10- Exposição gratuita da CowParade no Shopping Beira-mar ( de 26/01 a 08/02)
11- Praça XV de Novembro e Palácio Cruz e Souza no centro
12- Lagoa da Conceição: ao final da rua do Sol da Terra, tem um campo de grama na beira da lagoa, bem gostoso para um piquenique
13- Parquinhos ao ar livre ( praça dos Bombeiros, Estreito, Santo Antônio, Itacorubi etc ) , embora nem todos estejam com os brinquedos em bom estado.
14- Atividade de arvorismo no Shopping Iguatemi (pago)
15- Museu do CIC
16- Calçadão em Jurerê Internacional - brinquedos de plástico para crianças pequenas e ciclovia nas proximidades
17- Atividades de arte e cultura no espaço Reverbera (pago), ao lado do Shopping Iguatemi
18- Beira-mar: atividades do "Floripa Tem", com parede de escalada, bicicletas gratuitas para empréstimo, além de toda possibilidade de passear ao ar livre e de ter brinquedos doidos no estilo de aparelhos de ginástica, mas próprios para crianças
Mais sugestões? Enviem para apoiomaterno@gmail.com
Beijos e bom passeio !!
Então abaixo vai uma pequena lista de nossas ideias para passeios:
1- Projeto TAMAR na Barra da Lagoa
2- Passeio na Costa da Lagoa de barco
3- Barca dos Livros (em mudança para o LIC)
4- SESC de Cacupé
5- Dunas da Joaquina, Lagoa e Campeche
6- Parque Ecológico do Córrego Grande
7- Parque de Coqueiros
8- Passeio pela orla de Santo Antônio e Sambaqui
9- Exposição de Dinassauros no Floripa Shopping (pago)
10- Exposição gratuita da CowParade no Shopping Beira-mar ( de 26/01 a 08/02)
11- Praça XV de Novembro e Palácio Cruz e Souza no centro
12- Lagoa da Conceição: ao final da rua do Sol da Terra, tem um campo de grama na beira da lagoa, bem gostoso para um piquenique
13- Parquinhos ao ar livre ( praça dos Bombeiros, Estreito, Santo Antônio, Itacorubi etc ) , embora nem todos estejam com os brinquedos em bom estado.
14- Atividade de arvorismo no Shopping Iguatemi (pago)
15- Museu do CIC
16- Calçadão em Jurerê Internacional - brinquedos de plástico para crianças pequenas e ciclovia nas proximidades
17- Atividades de arte e cultura no espaço Reverbera (pago), ao lado do Shopping Iguatemi
18- Beira-mar: atividades do "Floripa Tem", com parede de escalada, bicicletas gratuitas para empréstimo, além de toda possibilidade de passear ao ar livre e de ter brinquedos doidos no estilo de aparelhos de ginástica, mas próprios para crianças
Mais sugestões? Enviem para apoiomaterno@gmail.com
Beijos e bom passeio !!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Desmame natural: quando será a hora certa para deixar de amamentar?
Recentemente saiu, numa revista de grande tiragem para pais, algumas informações sobre o desmame. No entanto existem outras formas mais naturais, que seguem uma outra visão sobre aleitamento materno.
Vistando o blog www.comunidadeams.wordpress.com , graças a uma conversa em uma das redes de aleitamento que participo, vi esta postagem e fui autorizada por Simone de Carvalho a reproduzir aqui, cuja fonte primeira está abaixo do artigo.
Vale a pena ler e pensar qual a melhor forma para seu bebê.
Boa leitura!
Desmame natural: quando será a hora certa para deixar de amamentar?
Dentre todos os mamíferos, certamente, nossos bebês são os que mais necessitam de atenção e cuidados. Na espécie humana o fim do aleitamento materno não é determinado somente por fatores genéticos e pelo instinto. A amamentação na espécie humana é fortemente influenciada por múltiplos fatores socioculturais. Hoje, diferente do que ocorreu ao longo da evolução da espécie humana, a mulher tornou-se livre para optar (ou não) pela amamentação e decidir por quanto tempo vai (ou pode) amamentar. Apesar desta liberdade a mulher ainda enfrenta conflitos uma vez que a sociedade já apresenta uma expectativa do que deve ser feito.
O desmame materno ocorre quando se cessa completamente o aleitamento. É um processo que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da criança. Nessa lógica, o desmame deveria ocorrer naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal.
No desmame natural a criança se autodesmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como, por exemplo, em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui).
Como a mãe pode ajudar no desmame?
A mãe pode participar do processo ativamente, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade.
Veja alguns sinais que indicam que a criança está madura para o desmame:
Idade maior que um ano;
Menos interesse nas mamadas;
Aceita variedade de outros alimentos;
É segura na sua relação com a mãe;
Aceita outras formas de consolo;
Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e local;
Às vezes dorme sem mamar no peito;
Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar;
Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe em vez de mamar.
O desmame natural é menos estressante para a mãe e para a criança. O desmame abrupto, deve ser desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode sentir-se rejeitada pela mãe gerando insegurança e, muitas vezes, rebeldia. A mãe também pode ter problemas com o desmame abrupto como ingurgitamento mamário e mastite, além de tristeza ou depressão, e luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.
Se você ainda não está segura que chegou a hora de fazer o desmame vale a pena esperar.
FONTE: Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar. Ministério da Saúde, 2009. Cadernos de Atenção Básica, n. 23
Vistando o blog www.comunidadeams.wordpress.com , graças a uma conversa em uma das redes de aleitamento que participo, vi esta postagem e fui autorizada por Simone de Carvalho a reproduzir aqui, cuja fonte primeira está abaixo do artigo.
Vale a pena ler e pensar qual a melhor forma para seu bebê.
Boa leitura!
Desmame natural: quando será a hora certa para deixar de amamentar?
Dentre todos os mamíferos, certamente, nossos bebês são os que mais necessitam de atenção e cuidados. Na espécie humana o fim do aleitamento materno não é determinado somente por fatores genéticos e pelo instinto. A amamentação na espécie humana é fortemente influenciada por múltiplos fatores socioculturais. Hoje, diferente do que ocorreu ao longo da evolução da espécie humana, a mulher tornou-se livre para optar (ou não) pela amamentação e decidir por quanto tempo vai (ou pode) amamentar. Apesar desta liberdade a mulher ainda enfrenta conflitos uma vez que a sociedade já apresenta uma expectativa do que deve ser feito.
O desmame materno ocorre quando se cessa completamente o aleitamento. É um processo que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da criança. Nessa lógica, o desmame deveria ocorrer naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal.
No desmame natural a criança se autodesmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como, por exemplo, em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui).
Como a mãe pode ajudar no desmame?
A mãe pode participar do processo ativamente, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade.
Veja alguns sinais que indicam que a criança está madura para o desmame:
Idade maior que um ano;
Menos interesse nas mamadas;
Aceita variedade de outros alimentos;
É segura na sua relação com a mãe;
Aceita outras formas de consolo;
Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e local;
Às vezes dorme sem mamar no peito;
Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar;
Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe em vez de mamar.
O desmame natural é menos estressante para a mãe e para a criança. O desmame abrupto, deve ser desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode sentir-se rejeitada pela mãe gerando insegurança e, muitas vezes, rebeldia. A mãe também pode ter problemas com o desmame abrupto como ingurgitamento mamário e mastite, além de tristeza ou depressão, e luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.
Se você ainda não está segura que chegou a hora de fazer o desmame vale a pena esperar.
FONTE: Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar. Ministério da Saúde, 2009. Cadernos de Atenção Básica, n. 23
Férias !!
Férias, crianças em casa, tem dias de praia, mas nem sempre se está por perto de uma.
E o que inventar em casa?
Algumas ideias, já experimentadas, para crianças de idades variadas.
- argila: crianças pequenas adoram fazer atividades de bater, furar, rasgar a massa; não espere um "Rodin" se seu filho ou filha for pequeno. O que eles gostam é manipular e conhecer a argila, poder colocar a sua força sem que provoque qualquer dano, eis o brinquedo ideial para isso.
Os maiores vão gostar de fazer objetos, bonecos, animais e ver sua obra apreciada.
Estimule a livre expressão, não existe certo ou errado, mostre que podem bater, furar, destruir -se quiserem - pois depois é só recomeçar de novo.
Materiais sugeridos: colher para furar, tesoura sem ponta (para aqueles que já estão acostumados a manipular, palitos de picolé, martelo de plástico ou madeira, um pote com água para amolecer e ajudar a moldar as formas.
- brinquedos de sucata: quando a criança ainda é pequena, podemos fazer um brinquedo de sucata para ela conhecer e descobrir essa nova possibilidade, mais tarde ela mesma fará sozinha, no começo com ajuda, depois pode desenvolver por conta própria - mesmo que goste da nossa companhia.
Ideias: caminhão de caixas com rodas de tampas de garrafas, móbiles de caixinhas pintadas ou objetos pequenos, ônibus de caixa de ovos, bonecos de embalagem de pet, casinha de caixas pequenas e grandes, cabaninha com caixas grandes (em lojas eles podem fornecer), carrinho de caixa de papelão para entrar (em supermercados)etc.
As cabanas e carros que a crianças pode entrar, é bem interessante a participação mesmo de crianças bem pequenas, que podem pintar , desenhar ou fazer colagens nas caixas para enfeitá-las. Brincadeira garantida !
Materiais sugeridos: caixas de papelão de diversos tamanhos, tampas de garrafas (cuidado se tiver criança pequena que pode colocar na boca e engolir), fios de lã, barbantes, revistas velhas, cola branca, tesoura sem ponta, lápis de cor e cera, tinta guachê, caixa de ovos, garrafas pet, fita adesiva tipo "crepe".
- atividade de rasgar: crianças pequenas gostam de rasgar papel e geralmente descobrimos isso quando um livro ou revista passou por suas mãos sem que nos déssemos conta. Sugiro que se tenha à mão aquelas que ela possa brincar sem problemas e deixe em local seguro os demais. Conversar que uns podem e outros não também completa a dica.
Gostava de sentar com meus pequenos e dar uma revista velha e dar para eles a revistas, rasgavam com muito prazer, cada vez em pedaços menores (só cuidem de evitar que coloquem na boca). Essa atividade simples ajuda no desenvolvimento da motricidade fina e permite que a criança possa fazer algo "proibido" num contexto livre para isso. Ela pode fazer bolinhas, colar numa folha - sem a preocupação estética adulta.
- desenho livre: crianças pequenas fazem desenhos com traços amplos. Utilizar folha padrão (A4) nem sempre dá conta do que elas querem de movimento. Para isso podemos colocar na parede ou no chão um grande pedaço de papel pardo. Na parede colamos com fita adesiva e mostramos que nesse espaço pode desenhar e nas outras partes da parede não (a não ser que se tenha reservado uma parede para tal e você permita).
Também podemos deixar uma calçada ou muro da casa para suas artes com tinta e giz ( crianças pequenas tendem a colocar na boca e o gosto é horrível). Prefira giz de cera de abelha (são retangulares), mas se não tiver, existem várias marcas com produtos atóxicos e de tamanhos grandes. Se for lápis de cor, tem modelos de espessura mais grossa para as crianças pequenas segurarem melhor. Elas ficarão orgulhosas de sua arte estar exposta na casa.
Materiais sugeridos: papel pardo, fita adesiva, giz de cera, lápis de cor, tinta guache.
- teatro de fantoches: as crianças adoram uma história contada pelos pais. Com um lençol qualquer fazemos o teatro e se não tiver fantoches, a solução é fazer os personagens de meias velhas - fica muito legal! Basta colocar a meia na mão e gesticular a boca com o polegar. Mais tarde você que receberá essa atração dos seus pequenos.
- bolhas de sabão: a boa e velha brincadeira ainda diverte muito. Os pequenos adoram estourar as bolhas e os que já sopram se divertem com suas produções voadoras.
- banho de banheira: simples e certo que vai agradar. Sempre olhando o bebê, pode-se encher uma banheira com água, espumas, brinquedos coloridos, potes etc. Escolha um local da casa que possa molhar sem problemas ou na sombra ao ar livre (consulte o pediatra para orientações sobre proteção solar).
- esconde-esconde de objetos: desde bebês, as crianças adoram a brincadeira de esconder. Começamos escondendo o rosto com uma fraldinha e perguntando o famoso "cedê" ? Elas ficam surpresas quando sumimos e reaparecemos. Isso ensina que mesmo sem nos ver, continuamos a existir. Quando crescem mais a brincadeira passa para esconder objetos embaixo de uma almofada. Maiores ainda, a brincadeira cresce também, podemos esconder brinquedos numa parte da casa e chamá-los a descobrir com o "tá quente ou tá frio".
Se tiverem mais sugestões, mande e-mail para apoiomaterno@gmail.com. E vamos postando aqui mais brincadeiras paras as férias. beijos e até mais.
E o que inventar em casa?
Algumas ideias, já experimentadas, para crianças de idades variadas.
- argila: crianças pequenas adoram fazer atividades de bater, furar, rasgar a massa; não espere um "Rodin" se seu filho ou filha for pequeno. O que eles gostam é manipular e conhecer a argila, poder colocar a sua força sem que provoque qualquer dano, eis o brinquedo ideial para isso.
Os maiores vão gostar de fazer objetos, bonecos, animais e ver sua obra apreciada.
Estimule a livre expressão, não existe certo ou errado, mostre que podem bater, furar, destruir -se quiserem - pois depois é só recomeçar de novo.
Materiais sugeridos: colher para furar, tesoura sem ponta (para aqueles que já estão acostumados a manipular, palitos de picolé, martelo de plástico ou madeira, um pote com água para amolecer e ajudar a moldar as formas.
- brinquedos de sucata: quando a criança ainda é pequena, podemos fazer um brinquedo de sucata para ela conhecer e descobrir essa nova possibilidade, mais tarde ela mesma fará sozinha, no começo com ajuda, depois pode desenvolver por conta própria - mesmo que goste da nossa companhia.
Ideias: caminhão de caixas com rodas de tampas de garrafas, móbiles de caixinhas pintadas ou objetos pequenos, ônibus de caixa de ovos, bonecos de embalagem de pet, casinha de caixas pequenas e grandes, cabaninha com caixas grandes (em lojas eles podem fornecer), carrinho de caixa de papelão para entrar (em supermercados)etc.
As cabanas e carros que a crianças pode entrar, é bem interessante a participação mesmo de crianças bem pequenas, que podem pintar , desenhar ou fazer colagens nas caixas para enfeitá-las. Brincadeira garantida !
Materiais sugeridos: caixas de papelão de diversos tamanhos, tampas de garrafas (cuidado se tiver criança pequena que pode colocar na boca e engolir), fios de lã, barbantes, revistas velhas, cola branca, tesoura sem ponta, lápis de cor e cera, tinta guachê, caixa de ovos, garrafas pet, fita adesiva tipo "crepe".
- atividade de rasgar: crianças pequenas gostam de rasgar papel e geralmente descobrimos isso quando um livro ou revista passou por suas mãos sem que nos déssemos conta. Sugiro que se tenha à mão aquelas que ela possa brincar sem problemas e deixe em local seguro os demais. Conversar que uns podem e outros não também completa a dica.
Gostava de sentar com meus pequenos e dar uma revista velha e dar para eles a revistas, rasgavam com muito prazer, cada vez em pedaços menores (só cuidem de evitar que coloquem na boca). Essa atividade simples ajuda no desenvolvimento da motricidade fina e permite que a criança possa fazer algo "proibido" num contexto livre para isso. Ela pode fazer bolinhas, colar numa folha - sem a preocupação estética adulta.
- desenho livre: crianças pequenas fazem desenhos com traços amplos. Utilizar folha padrão (A4) nem sempre dá conta do que elas querem de movimento. Para isso podemos colocar na parede ou no chão um grande pedaço de papel pardo. Na parede colamos com fita adesiva e mostramos que nesse espaço pode desenhar e nas outras partes da parede não (a não ser que se tenha reservado uma parede para tal e você permita).
Também podemos deixar uma calçada ou muro da casa para suas artes com tinta e giz ( crianças pequenas tendem a colocar na boca e o gosto é horrível). Prefira giz de cera de abelha (são retangulares), mas se não tiver, existem várias marcas com produtos atóxicos e de tamanhos grandes. Se for lápis de cor, tem modelos de espessura mais grossa para as crianças pequenas segurarem melhor. Elas ficarão orgulhosas de sua arte estar exposta na casa.
Materiais sugeridos: papel pardo, fita adesiva, giz de cera, lápis de cor, tinta guache.
- teatro de fantoches: as crianças adoram uma história contada pelos pais. Com um lençol qualquer fazemos o teatro e se não tiver fantoches, a solução é fazer os personagens de meias velhas - fica muito legal! Basta colocar a meia na mão e gesticular a boca com o polegar. Mais tarde você que receberá essa atração dos seus pequenos.
- bolhas de sabão: a boa e velha brincadeira ainda diverte muito. Os pequenos adoram estourar as bolhas e os que já sopram se divertem com suas produções voadoras.
- banho de banheira: simples e certo que vai agradar. Sempre olhando o bebê, pode-se encher uma banheira com água, espumas, brinquedos coloridos, potes etc. Escolha um local da casa que possa molhar sem problemas ou na sombra ao ar livre (consulte o pediatra para orientações sobre proteção solar).
- esconde-esconde de objetos: desde bebês, as crianças adoram a brincadeira de esconder. Começamos escondendo o rosto com uma fraldinha e perguntando o famoso "cedê" ? Elas ficam surpresas quando sumimos e reaparecemos. Isso ensina que mesmo sem nos ver, continuamos a existir. Quando crescem mais a brincadeira passa para esconder objetos embaixo de uma almofada. Maiores ainda, a brincadeira cresce também, podemos esconder brinquedos numa parte da casa e chamá-los a descobrir com o "tá quente ou tá frio".
Se tiverem mais sugestões, mande e-mail para apoiomaterno@gmail.com. E vamos postando aqui mais brincadeiras paras as férias. beijos e até mais.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Acompanhamento psicológico de apoio
Olá futuras mamães e recém-mamães,
Durante a gestação a vida da mulher começa uma mudança irreversível. Os corpo está em transformação, mesmo quando por fora os sinais ainda não aparecem. Agora, por dentro...hormônios a mil, seios doloridos, às vezes enjoos, e a cabeça?
Nem sempre a notícia da gravidez é uma alegria. Até quando se planejou, se desejou, quando se concretiza é um susto. Pode aparecer as dúvidas dessa decisão, os medos de como será o futuro do bebê, de como será como mãe e o parceiro como pai. Além de situações mais específicas, como a gravidez na adolescência ou num momento que não se tem apoio do pai do bebê, ou financeiro, ou ainda que não era bem isso que se desejava naquele momento.
Ainda pode aparecer conteúdos esquecidos, lembranças da infância, relação com a própria mãe e pai, que vão ganhando uma nova configuração neste momento. As emoções são novas, as expectativas são inúmeras.
Todas essas questões fazem parte do crescimento e amadurecimento da mulher, pensar e repensar durante os meses vão preparando para a chegada real do bebê. Algumas vezes pode ainda surgir a culpa de não estar inteiramente feliz com a gestação. Ainda bem que são meses de espera e é possível transformar tudo isso em apego e amor.
Para isso o atendimento psicológico de apoio durante a gestação é importante para se ter um espaço sem julgamento e com acolhimento. Momentos de soltar as dúvidas, as emoções num ambiente seguro e poder se fortalecer cada vez mais e se entregar para a nova estapa de vida.
Maiores informações: apoiomaterno@gmail.com
Local de atendimentos: Reverbera - ao lado do Shopping Iguatemi, Santa Mônica, Florianópolis/SC.
Juliana Sell
Durante a gestação a vida da mulher começa uma mudança irreversível. Os corpo está em transformação, mesmo quando por fora os sinais ainda não aparecem. Agora, por dentro...hormônios a mil, seios doloridos, às vezes enjoos, e a cabeça?
Nem sempre a notícia da gravidez é uma alegria. Até quando se planejou, se desejou, quando se concretiza é um susto. Pode aparecer as dúvidas dessa decisão, os medos de como será o futuro do bebê, de como será como mãe e o parceiro como pai. Além de situações mais específicas, como a gravidez na adolescência ou num momento que não se tem apoio do pai do bebê, ou financeiro, ou ainda que não era bem isso que se desejava naquele momento.
Ainda pode aparecer conteúdos esquecidos, lembranças da infância, relação com a própria mãe e pai, que vão ganhando uma nova configuração neste momento. As emoções são novas, as expectativas são inúmeras.
Todas essas questões fazem parte do crescimento e amadurecimento da mulher, pensar e repensar durante os meses vão preparando para a chegada real do bebê. Algumas vezes pode ainda surgir a culpa de não estar inteiramente feliz com a gestação. Ainda bem que são meses de espera e é possível transformar tudo isso em apego e amor.
Para isso o atendimento psicológico de apoio durante a gestação é importante para se ter um espaço sem julgamento e com acolhimento. Momentos de soltar as dúvidas, as emoções num ambiente seguro e poder se fortalecer cada vez mais e se entregar para a nova estapa de vida.
Maiores informações: apoiomaterno@gmail.com
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Convite para Grávidas e Mães com Bebês: Encontro aberto e gratuito Amamentação
“A amamentação ao seio é a própria essência do cuidado materno e o meio mais importante de imunizar o bebê contra o maior dos riscos emocionais, a ansiedade.” Margaret Ribble [Livro: Os direitos da Criança: As necessidades psicológicas iniciais e sua satisfação]
Dia 17 de dezembro de 2011, sábado às 10h, no Espaço Equilibrio
Knussen 80, Porto da Lagoa, Florianópolis-SC
Venha participar deste encontro de troca, informação e apoio.
Favor confirmar presença pelo email ou telefone:
ana@mahadevi.com.br - (48) 96339930
www.mahadevi.com.br
apoiomaterno.blogspot.com/
Coordenação e Contatos:
Ana Trevisan: trevisan_ana@yahoo.com.br / (48) 3334 3201 / 9633 9930
Psicóloga CRP 12-07125 - Pós graduação em Gestalt Terapia e Psicologia Clínica (Em Formação)
Cursos na área materno infantil: Ando (Associação Nacional de Doulas) e Michel Odent
Atuação também como prof de yoga para gestantes, casais grávidos e mães com bebês.
Juliana Sell: apoiomaterno@gmail.com / (48) 9163-6100
Psicóloga CRP 12- 12/01131 - Gestalt Terapeuta
Pós graduada em Psicossomática e Psicoterapia de Grupo na Abordagem Gestáltica
Cursos: GAMA-SP, Aleitamento Materno (HU, Maternidade Carmela Dutra), Amigas do Parto, Michel Odent.
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Dia 17 de dezembro de 2011, sábado às 10h, no Espaço Equilibrio
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Cursos: GAMA-SP, Aleitamento Materno (HU, Maternidade Carmela Dutra), Amigas do Parto, Michel Odent.
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Encotro aberto e gratuito para gestantes/casais/familiares
Pós-Parto
Dia 26 de novembro de 2011, sábado às 10h, no Espaço Equilibrio
Knussen 80, Porto da Lagoa, Florianópolis-SC
Venha participar deste encontro de troca, informação e apoio.
GAPP - Grupo apoiado pela Parto do Princípio
Favor confirmar presença pelo email ou telefone:
ana@mahadevi.com.br - (48) 96339930 - www.mahadevi.com.br
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Pós graduada em Psicossomática e Psicoterapia de Grupo na Abordagem Gestáltica
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Dia 26 de novembro de 2011, sábado às 10h, no Espaço Equilibrio
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Psicóloga CRP 12-07125 - Pós graduação em Gestalt Terapia e Psicologia Clínica (Em Formação)
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Violência contra mulher e pesquisa, por Ligia Moreira Sena
Existem formas de violência que vão além da força física e que, ainda assim, podem ser ainda mais agressivas, mais dominadoras, mais opressoras, pela sutileza com que se escondem no contexto institucional, nas relações sociais e nos significados simbólicos. É a ocorrência e a natureza de um desses tipos de violência, ou de práticas desrespeitosas, que ocorrem em instituições de saúde que queremos alcançar com esta pesquisa: a violência e o desrespeito vivido por mulheres em trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. Uma forma de violência que não é conscientizada como tal e que representa, de certa forma, um processo de dominação. Muitas vezes, atitudes de violência, desrespeito e maus tratos são observadas contra mulheres em trabalho de parto e parto sem ao menos que os profissionais de saúde percebam que estão agindo assim. São ações e condutas encaradas como “normais” e rotineiras. Essa violência pode ser expressa, de acordo com alguns pesquisadores, desde a negligência na assistência, discriminação social, violência verbal – tratamento grosseiro, ameaças, reprimendas, gritos, humilhação intencional – e violência física, até o abuso sexual. Outras pesquisas também incluem como um tipo de violência o uso inadequado de tecnologia, com intervenções e procedimentos muitas vezes sem a real indicação, resultando numa cascata de intervenções com potenciais riscos e sequelas, físicos ou emocionais.
Consideramos como formas de violência ou tratamento desrespeitoso, nesta pesquisa, todo e qualquer processo, de ordem física ou psicológica, que tenha ocorrido sem consentimento da mulher em trabalho de parto, parto e pós-parto imediato; que tenha ocorrido de maneira abusiva; que tenha causado situação de embaraço ou constrangimento para a mulher; que represente intrusão de privacidade; que tenha representado ameaças de qualquer espécie proveniente do profissional da saúde e dirigido à parturiente e/ou seus acompanhantes; uso de relações de poder para impor práticas injustificadas; uso de palavras ofensivas e desrespeitosas ou de ironia e escárnio dirigidas à parturiente e/ou seus acompanhantes; e outras práticas que tenham sido problematizadas pelas mulheres que viveram situações de violência, desrespeito ou maus tratos e interpretadas como tais pelas mesmas.
Uma pesquisa realizada em 2010 revelou que uma em cada quatro brasileiras relata ter vivido situações de violência e desrespeito em seus partos. Nós queremos ouvir essas mulheres, conhecer os contextos desrespeitosos de parto que viveram, saber como isso foi interpretado por elas, sua percepção desta vivência. E vamos usar as ferramentas da internet para isso. As entrevistas serão feitas via comunicadores instantâneos da internet que permitam uma videochamada e se iniciarão no primeiro semestre de 2012. Acreditamos que a amplitude que a internet traz facilitará a participação de muitas mulheres, de diferentes locais, inclusive as que estão comprometidas com seus trabalhos ou filhos, ou os dois, que terão a liberdade de agendar as entrevistas de acordo com sua disponibilidade, sem ter que se deslocar a nenhum outro lugar.
O convite à participação na pesquisa será lançado a partir de 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres, estendendo-se durante todo o desenvolvimento desta pesquisa, que pretende se encerrar em 2015. Nesse convite, mulheres que tenham se sentido desrespeitadas em seus partos poderão inserir seus e-mails de contato e serão contatadas para que maiores informações sobre a pesquisa sejam fornecidas. A pesquisa faz parte do desenvolvimento do doutorado em Saúde Coletiva de Ligia Moreiras Sena, que está sendo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina, no Departamento de Saúde Pública.
Ligia Moreiras Sena
(48) 9165-9797 / 9162-4514
Skype: ligia.m.sena
Twitter: @ligia_sena
Currículo Lattes
www.cientistaqueviroumae.com.br
www.bazarcoisasdemae.blogspot.com
Consideramos como formas de violência ou tratamento desrespeitoso, nesta pesquisa, todo e qualquer processo, de ordem física ou psicológica, que tenha ocorrido sem consentimento da mulher em trabalho de parto, parto e pós-parto imediato; que tenha ocorrido de maneira abusiva; que tenha causado situação de embaraço ou constrangimento para a mulher; que represente intrusão de privacidade; que tenha representado ameaças de qualquer espécie proveniente do profissional da saúde e dirigido à parturiente e/ou seus acompanhantes; uso de relações de poder para impor práticas injustificadas; uso de palavras ofensivas e desrespeitosas ou de ironia e escárnio dirigidas à parturiente e/ou seus acompanhantes; e outras práticas que tenham sido problematizadas pelas mulheres que viveram situações de violência, desrespeito ou maus tratos e interpretadas como tais pelas mesmas.
Uma pesquisa realizada em 2010 revelou que uma em cada quatro brasileiras relata ter vivido situações de violência e desrespeito em seus partos. Nós queremos ouvir essas mulheres, conhecer os contextos desrespeitosos de parto que viveram, saber como isso foi interpretado por elas, sua percepção desta vivência. E vamos usar as ferramentas da internet para isso. As entrevistas serão feitas via comunicadores instantâneos da internet que permitam uma videochamada e se iniciarão no primeiro semestre de 2012. Acreditamos que a amplitude que a internet traz facilitará a participação de muitas mulheres, de diferentes locais, inclusive as que estão comprometidas com seus trabalhos ou filhos, ou os dois, que terão a liberdade de agendar as entrevistas de acordo com sua disponibilidade, sem ter que se deslocar a nenhum outro lugar.
O convite à participação na pesquisa será lançado a partir de 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres, estendendo-se durante todo o desenvolvimento desta pesquisa, que pretende se encerrar em 2015. Nesse convite, mulheres que tenham se sentido desrespeitadas em seus partos poderão inserir seus e-mails de contato e serão contatadas para que maiores informações sobre a pesquisa sejam fornecidas. A pesquisa faz parte do desenvolvimento do doutorado em Saúde Coletiva de Ligia Moreiras Sena, que está sendo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina, no Departamento de Saúde Pública.
Ligia Moreiras Sena
(48) 9165-9797 / 9162-4514
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Campanha do Blog Mamíferas: Violência contra mulher parindo (ou não deixar parir) NÃO
O Blog Mamíferas começou uma importante campanha contra a violência obstétrica contra a mulher. Lembrando que dia 25 de novembro é o Dia Internacional da Violência contra Mulher.
E o que seria a violência obstétrica? Vamos pensar juntas. Sabe quando se chega numa maternidade e seus sentimentos são deixados de lado e um monte de rotinas, a maioria desnecessária, toma o foco e não a parturiente. Quando gritar - que é comprovado que alivia a dor - é chamado de "frescura ". Quando se houve na sala de partos o horror " quando fez não gritou, agora aguenta." E mais, a mulher é deixada sem acompanhante na maioria dos lugares e quando tem não é dado orientação alguma de como o mesmo pode ajudar a mulher e ela vai ficando cada vez mais assustada e sem apoio. Quando é colocado soro de ocitocina sem explicação dos efeitos, muitas vezes sem indicação ou pior sem permissão de quem receberá o tal. Mas fica pior, tem ainda (dá pra acreditar ??) a episiotomia, a única cirurgia que é feita sem permissão da pessoa operada. Sem contar que muitas maternidades não permitem que se tome água ou coma algum alimento leve, aguentem a fome e a sede!
E no pós-parto? Que tal ser deixada sem carinho, sem aquecimento, sem suporte emocional em seguida de tudo que a mulher passou? Ou ser retirado seu bebê sem mostrar para quem acabou de tê-lo. Ou ainda fazer vários procedimentos mecânicos num ser qua acabou de chegar e não deixá-lo cheirar a mãe, sentir seu carinho ?
Poderia inumerar mais um monte de outras violências, que começam no próprio pré-natal ou ainda falar mais da relação de poder exercidas pelos profissionais que intimidam a parturiente e seu acompanhante, fazendo-os sentirem-se inadequados, inconvenientes e ignorantes no requisito "parir". Mas vou ficar por aqui com esse breve protesto e a esperança que muitas pessoas comecem a repensar nas práticas obstétricas e mulheres e homens percebam que podem e devem sim exigir seus direitos hoje e já !
Dica: http://www.mamiferas.com/blog/2011/11/violencia-contra-mulher-parindo-ou-nao-deixar-parir-nao.html
E o que seria a violência obstétrica? Vamos pensar juntas. Sabe quando se chega numa maternidade e seus sentimentos são deixados de lado e um monte de rotinas, a maioria desnecessária, toma o foco e não a parturiente. Quando gritar - que é comprovado que alivia a dor - é chamado de "frescura ". Quando se houve na sala de partos o horror " quando fez não gritou, agora aguenta." E mais, a mulher é deixada sem acompanhante na maioria dos lugares e quando tem não é dado orientação alguma de como o mesmo pode ajudar a mulher e ela vai ficando cada vez mais assustada e sem apoio. Quando é colocado soro de ocitocina sem explicação dos efeitos, muitas vezes sem indicação ou pior sem permissão de quem receberá o tal. Mas fica pior, tem ainda (dá pra acreditar ??) a episiotomia, a única cirurgia que é feita sem permissão da pessoa operada. Sem contar que muitas maternidades não permitem que se tome água ou coma algum alimento leve, aguentem a fome e a sede!
E no pós-parto? Que tal ser deixada sem carinho, sem aquecimento, sem suporte emocional em seguida de tudo que a mulher passou? Ou ser retirado seu bebê sem mostrar para quem acabou de tê-lo. Ou ainda fazer vários procedimentos mecânicos num ser qua acabou de chegar e não deixá-lo cheirar a mãe, sentir seu carinho ?
Poderia inumerar mais um monte de outras violências, que começam no próprio pré-natal ou ainda falar mais da relação de poder exercidas pelos profissionais que intimidam a parturiente e seu acompanhante, fazendo-os sentirem-se inadequados, inconvenientes e ignorantes no requisito "parir". Mas vou ficar por aqui com esse breve protesto e a esperança que muitas pessoas comecem a repensar nas práticas obstétricas e mulheres e homens percebam que podem e devem sim exigir seus direitos hoje e já !
Dica: http://www.mamiferas.com/blog/2011/11/violencia-contra-mulher-parindo-ou-nao-deixar-parir-nao.html
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Novo Endereço
Olá,
Estou em novo endereço para atendimentos de acompanhamento de gestantes/casal e recém-mamães.
Serviços: atendimento psicológico na gestação e pós-parto
preparação para o parto (dentro do enfoque emocional e prático, posturas, apoio familiar, etc)
orientação para aleitamento materno
acolhimento das dúvidas e questões relacionadas à gestação e pós-parto, nova família, cuidados com o bebê, trazendo informações e suporte emocional.
Endereço: Reverbera - ao lado do Shopping Iguatemi em Florianópolis.
Contato: apoiomaterno@gmail.com
Grande beijo, até breve !
Estou em novo endereço para atendimentos de acompanhamento de gestantes/casal e recém-mamães.
Serviços: atendimento psicológico na gestação e pós-parto
preparação para o parto (dentro do enfoque emocional e prático, posturas, apoio familiar, etc)
orientação para aleitamento materno
acolhimento das dúvidas e questões relacionadas à gestação e pós-parto, nova família, cuidados com o bebê, trazendo informações e suporte emocional.
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Grande beijo, até breve !
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
"Bebês e crianças abaixo de 2 anos devem apresender brincando livremente" - artigo
Bebês e crianças abaixo de 2 anos devem aprender brincando livremente, longe das telas. É o que a Academia Americana de Pediatria recomenda
Divulgada nesta terça-feira a nova recomendação da Academia Americana de Pediatria (AAP) para que crianças abaixo de 2 anos de idade não fiquem diante de telas de TVs, tablets, celulares, computadores, etc. Para compreender melhor o mundo, elas precisam aprender brincando livremente, interagindo com outras pessoas ou se divertindo sozinhas.
A tentação para entreter bebês1 e crianças em mídias eletrônicas é cada vez mais presente, com telas cercando todos os cômodos da casa, carro, lojas, etc. As novas recomendações da Academia Americana de Pediatria diz que há melhores maneiras de ajudar as crianças a se desenvolverem nesta idade crítica do desenvolvimento infantil. Em uma pesquisa recente, 90% dos pais disseram que crianças abaixo de 2 anos utilizam alguma forma de mídia eletrônica. Em média, assistem a uma ou duas horas de TV por dia. Na idade de 3 anos, quase um terço das crianças têm uma TV em seu quarto de dormir. Os pais que acreditam que programas educativos na TV “são muito importantes” para o desenvolvimento têm duas vezes mais chance de ligar o aparelho durante a maioria do tempo todos os dias.
A diretiva da AAP “Media Use by Children Younger Than Two Years” foi divulgada nesta terça, 18 de outubro de 2011, no AAP National Conference & Exhibition, em Boston, e será publicada pelo periódico Pediatrics em novembro.
A AAP havia divulgado, em 1999, uma orientação que dizia que crianças até 2 anos de idade não deveriam assistir TV. Na época, existiam dados limitados sobre o assunto, mas a AAP acreditava que havia mais efeitos potencialmente negativos do que positivos da exposição à mídia eletrônica nesta faixa etária. Dados mais recentes confirmam esta possibilidade e a AAP manteve a recomendação para manter as crianças com idade inferior a 2 anos longe das telas o maior tempo possível.
Hoje se conhece melhor o desenvolvimento do cérebro das crianças neste estágio precoce da vida, as melhores maneiras de ajudá-los a aprender e os efeitos que os vários tipos de estimulação e atividades têm sobre esse processo.
"As preocupações levantadas na diretiva da AAP são ainda mais relevantes agora, o que levou a desenvolver uma orientação mais abrangente em torno dessa faixa etária", disse o Dr. Brown, membro do AAP Council on Communications and Media.
O relatório se propôs a responder duas perguntas:
1. Vídeos e programas de televisão têm algum valor educativo para crianças menores de 2 anos?
2. Existe algum prejuízo para as crianças desta idade que assistem a esses programas?
Muitos programas em vídeos para bebês1 e crianças são comercializados como sendo “educativos”, mas não há evidências que suportam esta afirmação. Programas de qualidade são educativos para crianças apenas quando elas compreendem o contexto e o conteúdo do vídeo exibido. Os estudos mostram que crianças acima de 2 anos são capazes de ter esta compreensão.
Tempo de brincadeira livre, sem regras ou planos estruturados, são mais valiosos para o desenvolvimento cerebral do que o uso da mídia eletrônica. As crianças aprendem a pensar com criatividade, resolver problemas, desenvolver suas habilidades de raciocínio e de motricidade em idades precoces através de brincadeiras não estruturadas e desconectadas. O tempo de brincadeira livre também as ensina como se entreter sozinhas.
Crianças pequenas aprender melhor com a interação com outras pessoas e não com as telas. Elas têm necessidade de interagir com outros seres humanos.
Qualquer efeito positivo da televisão para bebês1 e crianças ainda está em questão, mas os benefícios da interação entre pais e filhos já estão provados. Abaixo de dois anos, conversar, cantar, ler, ouvir músicas ou brincar livremente são muito mais importantes para o desenvolvimento infantil do que qualquer programa de televisão.
Os pais que assistem aos vídeos com seus filhos podem colaborar para melhorar a compreensão das crianças, mas elas aprendem mais quando assistem apresentações ao vivo (como teatros) do que em programas televisionados.
Quando os pais estão assistindo seus próprios programas no mesmo ambiente das crianças, a chamada “mídia de fundo” pode distrair e diminuir a interação dos pais com a criança. Esta presença pode interferir no aprendizado de jogos e outras atividades.
Ver televisão na cama pode levar a maus hábitos de sono e horários irregulares, o que pode afetar o humor, o comportamento e o aprendizado dos pequenos.
Crianças jovens com excesso de exposição à mídia eletrônica podem correr o risco de atrasos no desenvolvimento da linguagem quando entram na escola. No entanto, mais pesquisas são necessárias para entender as razões desses atrasos.
O relatório recomenda que os pais ou pessoas que cuidam de crianças:
* Estabeleçam limites de tempo para a exposição a mídias eletrônicas para crianças com menos de dois anos de idade, tendo em mente que a AAP desencoraja o uso deste tipo de atividade para esta faixa etária. Os pais que optarem pelo uso deste tipo de distração para seus filhos, devem ter uma estratégia de gerenciamento de tal atividade.
* Ao invés de telas, optem por brincadeiras livres supervisionadas para bebês1 e crianças jovens durante o tempo em que os pais não podem se sentar para participar ativamente das brincadeiras. Por exemplo, ofereçam blocos de montar e coloque-os no chão nas proximidades para que as crianças brinquem, enquanto os pais realizam tarefas domésticas, etc.
* Evitem colocar televisão no quarto de dormir da criança.
* Reconheçam que a utilização de mídia eletrônica pelos pais pode ter efeitos negativos nas crianças.
O relatório também recomenda mais pesquisas sobre os efeitos em longo prazo da exposição precoce à mídia eletrônica na saúde física, mental e social futura das crianças.
De acordo com o Dr. Brown, “o melhor a fazer para as crianças jovens é lhes dar a chance de brincar livremente, com os pais ou sozinhas. As crianças precisam disso para entender como o mundo funciona.”
Fonte: Academia Americana de Pediatria (AAP)
NEWS.MED.BR, 2011. Bebês e crianças abaixo de 2 anos devem aprender brincando livremente, longe das telas. É o que a Academia Americana de Pediatria recomenda. Disponível em:. Acesso em: 20 out. 2011.
Divulgada nesta terça-feira a nova recomendação da Academia Americana de Pediatria (AAP) para que crianças abaixo de 2 anos de idade não fiquem diante de telas de TVs, tablets, celulares, computadores, etc. Para compreender melhor o mundo, elas precisam aprender brincando livremente, interagindo com outras pessoas ou se divertindo sozinhas.
A tentação para entreter bebês1 e crianças em mídias eletrônicas é cada vez mais presente, com telas cercando todos os cômodos da casa, carro, lojas, etc. As novas recomendações da Academia Americana de Pediatria diz que há melhores maneiras de ajudar as crianças a se desenvolverem nesta idade crítica do desenvolvimento infantil. Em uma pesquisa recente, 90% dos pais disseram que crianças abaixo de 2 anos utilizam alguma forma de mídia eletrônica. Em média, assistem a uma ou duas horas de TV por dia. Na idade de 3 anos, quase um terço das crianças têm uma TV em seu quarto de dormir. Os pais que acreditam que programas educativos na TV “são muito importantes” para o desenvolvimento têm duas vezes mais chance de ligar o aparelho durante a maioria do tempo todos os dias.
A diretiva da AAP “Media Use by Children Younger Than Two Years” foi divulgada nesta terça, 18 de outubro de 2011, no AAP National Conference & Exhibition, em Boston, e será publicada pelo periódico Pediatrics em novembro.
A AAP havia divulgado, em 1999, uma orientação que dizia que crianças até 2 anos de idade não deveriam assistir TV. Na época, existiam dados limitados sobre o assunto, mas a AAP acreditava que havia mais efeitos potencialmente negativos do que positivos da exposição à mídia eletrônica nesta faixa etária. Dados mais recentes confirmam esta possibilidade e a AAP manteve a recomendação para manter as crianças com idade inferior a 2 anos longe das telas o maior tempo possível.
Hoje se conhece melhor o desenvolvimento do cérebro das crianças neste estágio precoce da vida, as melhores maneiras de ajudá-los a aprender e os efeitos que os vários tipos de estimulação e atividades têm sobre esse processo.
"As preocupações levantadas na diretiva da AAP são ainda mais relevantes agora, o que levou a desenvolver uma orientação mais abrangente em torno dessa faixa etária", disse o Dr. Brown, membro do AAP Council on Communications and Media.
O relatório se propôs a responder duas perguntas:
1. Vídeos e programas de televisão têm algum valor educativo para crianças menores de 2 anos?
2. Existe algum prejuízo para as crianças desta idade que assistem a esses programas?
Muitos programas em vídeos para bebês1 e crianças são comercializados como sendo “educativos”, mas não há evidências que suportam esta afirmação. Programas de qualidade são educativos para crianças apenas quando elas compreendem o contexto e o conteúdo do vídeo exibido. Os estudos mostram que crianças acima de 2 anos são capazes de ter esta compreensão.
Tempo de brincadeira livre, sem regras ou planos estruturados, são mais valiosos para o desenvolvimento cerebral do que o uso da mídia eletrônica. As crianças aprendem a pensar com criatividade, resolver problemas, desenvolver suas habilidades de raciocínio e de motricidade em idades precoces através de brincadeiras não estruturadas e desconectadas. O tempo de brincadeira livre também as ensina como se entreter sozinhas.
Crianças pequenas aprender melhor com a interação com outras pessoas e não com as telas. Elas têm necessidade de interagir com outros seres humanos.
Qualquer efeito positivo da televisão para bebês1 e crianças ainda está em questão, mas os benefícios da interação entre pais e filhos já estão provados. Abaixo de dois anos, conversar, cantar, ler, ouvir músicas ou brincar livremente são muito mais importantes para o desenvolvimento infantil do que qualquer programa de televisão.
Os pais que assistem aos vídeos com seus filhos podem colaborar para melhorar a compreensão das crianças, mas elas aprendem mais quando assistem apresentações ao vivo (como teatros) do que em programas televisionados.
Quando os pais estão assistindo seus próprios programas no mesmo ambiente das crianças, a chamada “mídia de fundo” pode distrair e diminuir a interação dos pais com a criança. Esta presença pode interferir no aprendizado de jogos e outras atividades.
Ver televisão na cama pode levar a maus hábitos de sono e horários irregulares, o que pode afetar o humor, o comportamento e o aprendizado dos pequenos.
Crianças jovens com excesso de exposição à mídia eletrônica podem correr o risco de atrasos no desenvolvimento da linguagem quando entram na escola. No entanto, mais pesquisas são necessárias para entender as razões desses atrasos.
O relatório recomenda que os pais ou pessoas que cuidam de crianças:
* Estabeleçam limites de tempo para a exposição a mídias eletrônicas para crianças com menos de dois anos de idade, tendo em mente que a AAP desencoraja o uso deste tipo de atividade para esta faixa etária. Os pais que optarem pelo uso deste tipo de distração para seus filhos, devem ter uma estratégia de gerenciamento de tal atividade.
* Ao invés de telas, optem por brincadeiras livres supervisionadas para bebês1 e crianças jovens durante o tempo em que os pais não podem se sentar para participar ativamente das brincadeiras. Por exemplo, ofereçam blocos de montar e coloque-os no chão nas proximidades para que as crianças brinquem, enquanto os pais realizam tarefas domésticas, etc.
* Evitem colocar televisão no quarto de dormir da criança.
* Reconheçam que a utilização de mídia eletrônica pelos pais pode ter efeitos negativos nas crianças.
O relatório também recomenda mais pesquisas sobre os efeitos em longo prazo da exposição precoce à mídia eletrônica na saúde física, mental e social futura das crianças.
De acordo com o Dr. Brown, “o melhor a fazer para as crianças jovens é lhes dar a chance de brincar livremente, com os pais ou sozinhas. As crianças precisam disso para entender como o mundo funciona.”
Fonte: Academia Americana de Pediatria (AAP)
NEWS.MED.BR, 2011. Bebês e crianças abaixo de 2 anos devem aprender brincando livremente, longe das telas. É o que a Academia Americana de Pediatria recomenda. Disponível em:
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
ENCONTRO ABERTO E GRATUITO DE GESTANTES E CASAIS GRÁVIDOS
Promovendo a Saúde Integral da Gestação ao Pós Parto
MITOS E FATOS SOBRE PARTO
Tudo o que ouvimos falar e acreditamos ser verdade terá influência sobre nossas ações e nossas escolhas. Por isto a reflexão, a busca por novas informações e a capacidade de escolher como vai dar à luz ao seu bebê, indo além daquilo que está posto como verdade é uma atitude inteligente, madura e corajosa.
Venha participar deste encontro de troca, informação e apoio.
GAPP: Grupo apoiado pela Parto do Princípio (www.partodoprincipio.com.br)
Quando: 3 de setembro – sábado – às 10h
A quem se destina: Grávidas e casais grávidos
Onde: Espaço Equilíbrio, Serv. Knussen 80 – Porto da Lagoa – Florianópolis
Coordenação e Contatos:
Ana Trevisan: trevisan_ana@yahoo.com.br / (48) 3334 3201 / 9633 9930
Psicóloga CRP 12-07125 - Pós graduação em Gestalt Terapia e Psicologia Clínica (Em Formação)
Cursos na área materno infantil: Ando (Associação Nacional de Doulas) e Michel Odent
Atuação também como prof de yoga para gestantes, casais grávidos e mães com bebês.
Juliana Sell: apoiomaterno@gmail.com / (48) 9163-6100
Psicóloga CRP 12- 12/01131 - Gestalt Terapeuta
Pós graduada em Psicossomática e Psicoterapia de Grupo na Abordagem Gestáltica
Cursos: GAMA-SP, Aleitamento Materno (HU, Maternidade Carmela Dutra), Amigas do Parto, Michel Odent.
MITOS E FATOS SOBRE PARTO
Tudo o que ouvimos falar e acreditamos ser verdade terá influência sobre nossas ações e nossas escolhas. Por isto a reflexão, a busca por novas informações e a capacidade de escolher como vai dar à luz ao seu bebê, indo além daquilo que está posto como verdade é uma atitude inteligente, madura e corajosa.
Venha participar deste encontro de troca, informação e apoio.
GAPP: Grupo apoiado pela Parto do Princípio (www.partodoprincipio.com.br)
Quando: 3 de setembro – sábado – às 10h
A quem se destina: Grávidas e casais grávidos
Onde: Espaço Equilíbrio, Serv. Knussen 80 – Porto da Lagoa – Florianópolis
Coordenação e Contatos:
Ana Trevisan: trevisan_ana@yahoo.com.br / (48) 3334 3201 / 9633 9930
Psicóloga CRP 12-07125 - Pós graduação em Gestalt Terapia e Psicologia Clínica (Em Formação)
Cursos na área materno infantil: Ando (Associação Nacional de Doulas) e Michel Odent
Atuação também como prof de yoga para gestantes, casais grávidos e mães com bebês.
Juliana Sell: apoiomaterno@gmail.com / (48) 9163-6100
Psicóloga CRP 12- 12/01131 - Gestalt Terapeuta
Pós graduada em Psicossomática e Psicoterapia de Grupo na Abordagem Gestáltica
Cursos: GAMA-SP, Aleitamento Materno (HU, Maternidade Carmela Dutra), Amigas do Parto, Michel Odent.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Preparação para a maternidade
Olá,
O que é preparação para a maternidade? Encontramos cursos que preparam para o aleitamento, para o parto e tantas outras situações, mas algum nos prepara para sesr mãe ou pai?
Talvez não exista conteúdos únicos para um curso de mães/pais, mas podemos pensar sim numa preparação emocional e prática dessa nova etapa da vida.
Através de questionamentos de como era seu pai e sua mãe, o que imagina que será com o filho, levantar os mitos sobre o amor e sentimentos diversos na relação, falar sobre as expectativas e medos. Além disso saber como cada idade se manifesta e suas necessidades, a fim de saber colocar os limites e dar a atenção de maneira não atropelar o desenvolvimento da criança, impondo regras às vezes duras demais antes da hora. Um exemplo é sobre deixar ou não um bebê chorar ou se pode ou não dar colo para "não fica mal acostumado". Dúvidas que surgem e que serão inundadas de palpites e controvérsias de livros e profissionais.
Na minha opinião, fundamentada na minha história profissional e pessoal, não se deixa um bebê chorar porque ele não tem ainda o aparato emocional desenvolvido para suportar frustações, diferente de quando estiver mais velho. E dar atenção aos seus sentimento desde cedo dá a oportunidade de ensinar sobre segurança e afeto.
Mas numa preparação há um misto de informações com questionamentos dos futuros pais, para que possam escolher com mais consciência o que esperam e pensam sobre educação, limites e cuidados com seu bebê.
Para maiores informações sobre este serviço, entrar em contato através do : apoiomaterno@gmail.com
Abraços!
O que é preparação para a maternidade? Encontramos cursos que preparam para o aleitamento, para o parto e tantas outras situações, mas algum nos prepara para sesr mãe ou pai?
Talvez não exista conteúdos únicos para um curso de mães/pais, mas podemos pensar sim numa preparação emocional e prática dessa nova etapa da vida.
Através de questionamentos de como era seu pai e sua mãe, o que imagina que será com o filho, levantar os mitos sobre o amor e sentimentos diversos na relação, falar sobre as expectativas e medos. Além disso saber como cada idade se manifesta e suas necessidades, a fim de saber colocar os limites e dar a atenção de maneira não atropelar o desenvolvimento da criança, impondo regras às vezes duras demais antes da hora. Um exemplo é sobre deixar ou não um bebê chorar ou se pode ou não dar colo para "não fica mal acostumado". Dúvidas que surgem e que serão inundadas de palpites e controvérsias de livros e profissionais.
Na minha opinião, fundamentada na minha história profissional e pessoal, não se deixa um bebê chorar porque ele não tem ainda o aparato emocional desenvolvido para suportar frustações, diferente de quando estiver mais velho. E dar atenção aos seus sentimento desde cedo dá a oportunidade de ensinar sobre segurança e afeto.
Mas numa preparação há um misto de informações com questionamentos dos futuros pais, para que possam escolher com mais consciência o que esperam e pensam sobre educação, limites e cuidados com seu bebê.
Para maiores informações sobre este serviço, entrar em contato através do : apoiomaterno@gmail.com
Abraços!
Como cuidar do bebê
Olá,
Quando falamos de cursos de preparação de gestantes ou casais grávidos pensamos em vários temas: aleitamento materno, parto, pós-parto, cuidados com o bebê e assim por diante.
Geralmente pensamos em como nos preparamos par ao parto, que tipo de exercícios são necessários, de sabermos trocar fraldas, dar banho, cortar as unhas...mas será que nos precupamos em como cuidar da saúde emocional do bebê?
Hoje a literatura apresenta muitos livros, que tentarei não escrever o nome por questões éticas, que ensinam como "adestrar" os pequenos desde cedo. Sugerem que um bebê aprenda a dormir uma noite inteira, que não mostre suas necessidades emocionais ou físicas, que suporte chorar sozinho sem ganhar colo ou carinhos, que aprenda a "obeceder" mesmo antes de aprender a falar ou andar.
Será que é isso que queremos para nossos filhotes? Claro que um dia vão precisar dormir uma noite inteira e quanto antes o fizerem melhor para eles e para os pais, claro que obedecer é interessante, menos conflitos e tal. Mas precisamos estar atentos em que idade e de que forma vamos colocar esses limites. Não basta ler um livro e colocar em prática uma rotina e suportar por dias um bebê chorando sem atendê-lo em seguida. É antes de mais nada, ter alguma noção de desenvolvimento infantil ou , nomínimo, ter bom senso, para entender que cada idade tem sua forma de expressão e uma forma distinta de educação.
Um bebê não sabe falar ou ir buscar seu conforto sozinho, então chora. O filho de 9 anos sabe falar e ir na cozinha buscar um alimento ou ao banheiro sem precisar de ajuda. Tratar um bebê da mesma forma como se trata uma criança maior, este é o erro. Antes de começar o ensino de limites, muito importante para a vida inteira de qualquer pessoa. é necessário criar a atmosfera de confiança no mundo, nos pais, na vida. Chorar e ser acolhido, querer algo e receber. Aos poucos a transição é feita, uns dias fazemos melhor outros pior, mas é uma caminhada que aprendemos a cada dia.
O importante é saber diferenciar o que é limite para uma idade e sofrimento para outra.
Beijos !
Quando falamos de cursos de preparação de gestantes ou casais grávidos pensamos em vários temas: aleitamento materno, parto, pós-parto, cuidados com o bebê e assim por diante.
Geralmente pensamos em como nos preparamos par ao parto, que tipo de exercícios são necessários, de sabermos trocar fraldas, dar banho, cortar as unhas...mas será que nos precupamos em como cuidar da saúde emocional do bebê?
Hoje a literatura apresenta muitos livros, que tentarei não escrever o nome por questões éticas, que ensinam como "adestrar" os pequenos desde cedo. Sugerem que um bebê aprenda a dormir uma noite inteira, que não mostre suas necessidades emocionais ou físicas, que suporte chorar sozinho sem ganhar colo ou carinhos, que aprenda a "obeceder" mesmo antes de aprender a falar ou andar.
Será que é isso que queremos para nossos filhotes? Claro que um dia vão precisar dormir uma noite inteira e quanto antes o fizerem melhor para eles e para os pais, claro que obedecer é interessante, menos conflitos e tal. Mas precisamos estar atentos em que idade e de que forma vamos colocar esses limites. Não basta ler um livro e colocar em prática uma rotina e suportar por dias um bebê chorando sem atendê-lo em seguida. É antes de mais nada, ter alguma noção de desenvolvimento infantil ou , nomínimo, ter bom senso, para entender que cada idade tem sua forma de expressão e uma forma distinta de educação.
Um bebê não sabe falar ou ir buscar seu conforto sozinho, então chora. O filho de 9 anos sabe falar e ir na cozinha buscar um alimento ou ao banheiro sem precisar de ajuda. Tratar um bebê da mesma forma como se trata uma criança maior, este é o erro. Antes de começar o ensino de limites, muito importante para a vida inteira de qualquer pessoa. é necessário criar a atmosfera de confiança no mundo, nos pais, na vida. Chorar e ser acolhido, querer algo e receber. Aos poucos a transição é feita, uns dias fazemos melhor outros pior, mas é uma caminhada que aprendemos a cada dia.
O importante é saber diferenciar o que é limite para uma idade e sofrimento para outra.
Beijos !
terça-feira, 21 de junho de 2011
MICHEL ODENT EM FLORIANÓPOLIS - INAUGURAÇÃO DO ESPAÇO HANAMI
Em julho no Espaço Hanami:
15/JULHO: Palestra "Humanização do Parto", 20 h, seguida de coquetel com Michel Odent
16/JULHO: Workshop "Atualização em ecologia do parto e nascimento", 9:00 às 17:00
Pela primeira vez em Florianópolis, SC, um dos maiores nomes em humanização do parto no mundo: Michel Odent.
Obstetra francês reconhecido internacionalmente, é o fundador do Primal Health Research Centre de Londres e o precursor do home-birth (parto domiciliar), das salas de parto à semelhança dos lares e da introdução das piscinas aquecidas nas maternidades.
Autor de 12 livros publicados em mais de 20 idiomas e de mais de 50 artigos científicos na área.
Autor do primeiro artigo científico sobre o uso das piscinas de parto, em 1993, e do primeiro artigo recomendando a lactação na primeira hora do nascimento.
Estará em Florianópolis para a palestra "Humanização do Parto" no dia 15 de julho de 2011 e o workshop "Atualização em Ecologia do Parto e Nascimento" no dia 16 de julho de 2011, como parte dos eventos de inauguração do Espaço Hanami - O Florescer da Vida.
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES EM: http://www.michelodent.tangu.com.br/
15/JULHO: Palestra "Humanização do Parto", 20 h, seguida de coquetel com Michel Odent
16/JULHO: Workshop "Atualização em ecologia do parto e nascimento", 9:00 às 17:00
Pela primeira vez em Florianópolis, SC, um dos maiores nomes em humanização do parto no mundo: Michel Odent.
Obstetra francês reconhecido internacionalmente, é o fundador do Primal Health Research Centre de Londres e o precursor do home-birth (parto domiciliar), das salas de parto à semelhança dos lares e da introdução das piscinas aquecidas nas maternidades.
Autor de 12 livros publicados em mais de 20 idiomas e de mais de 50 artigos científicos na área.
Autor do primeiro artigo científico sobre o uso das piscinas de parto, em 1993, e do primeiro artigo recomendando a lactação na primeira hora do nascimento.
Estará em Florianópolis para a palestra "Humanização do Parto" no dia 15 de julho de 2011 e o workshop "Atualização em Ecologia do Parto e Nascimento" no dia 16 de julho de 2011, como parte dos eventos de inauguração do Espaço Hanami - O Florescer da Vida.
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES EM: http://www.michelodent.tangu.com.br/
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fisiologia do parto,
natural,
parto,
parto em casa,
preparação para o parto
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Cinematerna de junho em todo Brasil
Campinas
07/06, terça-feira, 14h
Cinemark Iguatemi Campinas
Filme: Piratas do Caribe 4 (2D, dublado)
Av Iguatemi 777
Sessões quinzenais às terças, 14h e bimestrais aos sábados, 11h.
O bate-papo após a sessão acontece no Havanna Café, no primeiro piso,
somente às terças.
Estacionamento nas sessões CineMaterna abonado pelo shopping. Trocar o
ticket com uma coordenadora (de rosa) após a compra do ingresso.
Curitiba
04/06, sábado, 11h
Unibanco Arteplex Crystal
Filme: Se Beber, Não Case! 2
Rua Comendador Araújo 731
Sessões quinzenais às quintas, 13h30 e mensais aos sábados, 11h.
O bate-papo após a sessão acontece no Café da Esquina, em frente ao cinema,
somente às quintas.
09/06, quinta-feira, 13:30h
Unibanco Arteplex Crystal
Filme: Amor?
Rua Comendador Araújo 731
Sessões quinzenais às quintas, 13h30 e mensais aos sábados, 11h.
O bate-papo após a sessão acontece no Café da Esquina, em frente ao cinema,
somente às quintas.
Florianópolis
07/06, terça-feira, 14h
CineSystem Iguatemi Florianópolis
Filme: Piratas do Caribe 4 (2D, legendado)
Av Madre Benvenuta 687
Sessões mensais às terças, 14h.
O bate-papo após a sessão acontece no Rei do Mate, no próprio cinema.
Porto Alegre
04/06, sábado, 11h
Unibanco Arteplex Bourbon Country
Filme: Se Beber, Não Case! 2
Rua Túlio de Rose 80, 2º piso
Sessões quinzenais às quintas, 13h30 e mensais aos sábados, 11h.
O bate-papo após a sessão acontece no café do próprio cinema somente às
quintas.
09/06, quinta-feira, 13:30h
Unibanco Arteplex Bourbon Country
Filme: Um novo despertar
Rua Túlio de Rose 80, 2º piso
Sessões quinzenais às quintas, 13h30 e mensais aos sábados, 11h.
O bate-papo após a sessão acontece no café do próprio cinema somente às
quintas.
Rio de Janeiro
09/06, quinta-feira, 14h
Severiano Ribeiro Via Parque
Filme: Se Beber, Não Case! 2 (dublado)
Av. Ayrton Senna 3000
Sessões mensais às quintas, 14h.
O bate-papo acontece no Boomerang Mix.
Santos
07/06, terça-feira, 14h
Cinemark Praiamar Shopping
Filme: Se Beber, Não Case! 2 (dublado)
R Alexandre Martins 80
Sessões mensais às terças, 14h.
O bate-papo após a sessão acontece no Planeta Café.
Desconto no estacionamento carimbando o ticket na bilheteria.
São Paulo
06/06, segunda-feira, 14h
Cinemark Shopping Iguatemi
Filme: Um novo despertar
Av Brig Faria Lima 2232
Sessões mensais às segundas, 14h.
O bate-papo após a sessão acontece no Café Almanara, no piso superior.
07/06, terça-feira, 14h
Espaço Unibanco Augusta
Filme: Minhas Tardes com Margueritte
Rua Augusta 1475, próximo à Av. Paulista
Sessões quinzenais às terças, 14h.
O bate-papo após a sessão acontece no Starbucks do Shopping Center 3, no
piso Augusta. O ingresso do cinema dá desconto no estacionamento do Center
3.
09/06, quinta-feira, 13:30h
UCI Anália Franco
Filme: Se Beber, Não Case! 2 (dublado)
Av Regente Feijó 1759 - Nível Lírio
Sessões quinzenais às quintas, 13h30.
O bate-papo após a sessão acontece no Starbucks, em frente ao cinema,
somente às quintas.
09/06, quinta-feira, 14h
Cinemark Market Place
Filme: O Poder e a Lei
Av Dr Chucri Zaidan 920
Sessões quinzenais às quintas, 14h.
O bate-papo após a sessão acontece no Vipiteno Café, no mesmo piso do
cinema, somente às quintas.
07/06, terça-feira, 14h
Cinemark Iguatemi Campinas
Filme: Piratas do Caribe 4 (2D, dublado)
Av Iguatemi 777
Sessões quinzenais às terças, 14h e bimestrais aos sábados, 11h.
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somente às terças.
Estacionamento nas sessões CineMaterna abonado pelo shopping. Trocar o
ticket com uma coordenadora (de rosa) após a compra do ingresso.
Curitiba
04/06, sábado, 11h
Unibanco Arteplex Crystal
Filme: Se Beber, Não Case! 2
Rua Comendador Araújo 731
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Unibanco Arteplex Crystal
Filme: Amor?
Rua Comendador Araújo 731
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Florianópolis
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CineSystem Iguatemi Florianópolis
Filme: Piratas do Caribe 4 (2D, legendado)
Av Madre Benvenuta 687
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Porto Alegre
04/06, sábado, 11h
Unibanco Arteplex Bourbon Country
Filme: Se Beber, Não Case! 2
Rua Túlio de Rose 80, 2º piso
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Unibanco Arteplex Bourbon Country
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Rua Túlio de Rose 80, 2º piso
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Severiano Ribeiro Via Parque
Filme: Se Beber, Não Case! 2 (dublado)
Av. Ayrton Senna 3000
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R Alexandre Martins 80
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Desconto no estacionamento carimbando o ticket na bilheteria.
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Cinemark Shopping Iguatemi
Filme: Um novo despertar
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Campinas
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Filme: Se Beber, Não Case! 2
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Filme: Amor?
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Florianópolis
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3.
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Av Dr Chucri Zaidan 920
Sessões quinzenais às quintas, 14h.
O bate-papo após a sessão acontece no Vipiteno Café, no mesmo piso do
cinema, somente às quintas.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Diabetes gestacional
Olá,
Faz tempo que não posto mais nada por aqui. Mas felizmente uma amiga jornalista enviou um e-mail divulgando seu artigo e pedi permissão de publicá-lo.
Beijos.
Sociedade Brasileira de Diabetes
A mágica da Diabetes Gestacional
Durante o sétimo mês da sua primeira gestação, a atriz e produtora de teatro Mariana C. C., de 30 anos, descobriu que estava com diabetes gestacional através do exame de curva glicêmica. Ela revela que foi olhar o resultado deste exame na internet e se assustou ao constatar que sua glicemia estava alta e principalmente que isto poderia afetar diretamente a saúde do bebê.
A partir deste momento, percebeu que precisava buscar ajuda de especialistas, entre eles: endocrinologista, nutricionista e até mesmo um preparador físico que pudessem orientá-la nas mudanças de hábitos e a adaptação aos limites gerados pela doença.
O endocrinologista Alexandre Hohl, médico da Mariana pontua que é fundamental o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar pré, trans e pós-parto. Explica também que durante a gravidez ocorre uma avalanche de hormônios como a progesterona e o estrogênio que provocam um aumento da glicose. O risco de uma gestante adquirir a diabetes gestacional é em média 10%, por isso para prevenir é preciso ir a um médico para medir a taxa de glicemia, que segundo os organismos mundiais de saúde deve estar abaixo de 140 mg/dL, após duas horas da refeição.
Ressalta que a diabetes gestacional é diferente da pessoa que era diabética antes da gestação, ocorre principalmente em mulheres que já tenham uma pré- disposição familiar, que estejam acima de seu peso, além de já terem uma resistência à insulina antes da gravidez, pois é um fator que naturalmente piora durante a gestação. As complicações recorrentes da doença são aborto precoce, morte intra-uterina, má formação, entre outras.
A atriz de 1,65 de altura conta que se tivesse mais claro os riscos de ter diabetes na gestação teria tomado certas precauções antes mesmo de engravidar como, por exemplo, ter reduzido seu peso de 75 kg. As primeiras ações foram: cortar de imediato a fritura, o álcool, e o café, além do corte total de açucares, carboidrato branco e produtos industrializados; medidas que na verdade deveriam ser adotadas por todas as mulheres grávidas. No entanto, a dieta para uma gestante não é a mesma do que para uma pessoa comum, explica o endocrinologista, pois não é restritiva, mas sim prioriza uma nutrição adequada à mãe e ao bebê, que inclusive pode ser complementada com ácido fólico e poli-vitaminas.
Antes da gestação Mariana fazia natação de modo irregular, após a constatação da doença passou a intensificar a prática regular de exercícios físicos realizando duas sessões de pilates por semana e três de hidroginástica, o que gerou a uma redução de sua massa corpórea mesmo no final da gestação, quando a maioria das grávidas costuma ter um aumento significativo do peso. Além disso, a atividade física proporcionou maior disposição, fortalecimento muscular, diminuição da ansiedade e melhora na qualidade de sono.
As atividades físicas para uma gestante devem ser supervisionadas por profissionais especializados e devem beneficiar a mãe, sem colocar em risco o feto. Entre elas alongamento, pilates, ioga, hidroginástica, caminhadas leves em horários apropriados, basicamente atividades sem impacto no qual a mulher sinta prazer em realizar.
Outra adaptação extremamente importante na rotina da jovem foi um controle maior na sua alimentação, que começou a consumir alimentos sem açúcar, sem gordura e menos sal. Pontua que foi fundamental a ajuda da família na reestruturação de todas as refeições diárias para que estas se tornassem mais saudáveis, como por exemplo, a troca de todos os produtos de carboidrato branco por alimentos integrais, que contribuem para saciar melhor a fome.
A gestante ressalta que depois que se conhecem profundamente as necessidades e limitações da doença com relação ao aspecto da alimentação, ela descobriu que existe muitas opções de produtos para diabéticos como picolé, chocolates e tantos outros que ajudam a quebrar o galho quando o desejo de comer doce aperta.
Medir a glicemia durante as refeições também ajudou Mariana a desenvolver uma autonomia com a relação à diabetes gestacional, pois proporcionou o conhecimento de quais alimentos alteravam sua taxa glicêmica, além das quantidades para manter-la numa taxa adequada. A consulta ao nutricionista foi fundamental para aprender a quantidade e as possíveis combinações de alimentos, o que proporcionou uma maior adesão nestas mudanças de hábitos, além de uma melhora significativa na pele e na diminuição até mesmo da celulite.
Alexandre destaca que quando não funciona apenas a dieta agregada à atividade física é necessário iniciar o uso da insulina, adequado conforme a necessidade de cada paciente. Já existem tratamentos utilizando medicamentos orais na diabetes gestacional, mas que estes ainda não foram aprovados pelas agências reguladoras de saúde.
Mariana C. C. após o parto terá que manter esta disciplina pelo menos durante os três meses seguintes para não tornar-se definitivamente diabética. De todo modo, ela destaca que pretende manter estes bons hábitos aprendidos para toda sua vida. A consciência da mamãe fez com que seu bebê Raul nascesse saudável, com 50 cm e 3 kg e 300 gramas e sem diabetes - que era um dos riscos que ele corria.
Outro cuidado é que quando um filho nasce acima de 4 kg aumenta os riscos que na próxima gestação a mãe tenha novamente diabetes gestacional. Além disso, Hohl enfatiza a importância de um neonatologista que meça a glicemia do bebê nas primeiras horas pós-parto, e que também haja um controle para que não ocorra uma hipoglicemia no recém nascido.
Emocionada Mariana confessa que o fato de saber que o bebê estava envolvido com a doença fez com que ela se cuidasse bem mais do que se fosse apenas sua saúde em risco. Hohl acrescenta que está é a mágica da diabetes gestacional, pois as mães fazem de tudo pelo seu bebê, até mesmo sacrifícios para beneficiá-lo.
O endocrinologista pontua que uma diabetes gestacional bem cuidada, seguindo todas as recomendações não traz nenhuma consequência a mãe e seu bebê, mas sim pelo contrário, traz uma melhora substancial na qualidade de vida de ambos.
Carolina Coral é jornalista, faz mestrado em Estudos Culturais Latino Americanos na Universidade do Chile.
Conheça mais seus trabalhos: www.carolinacoral.com.br
Veja a matéria original no site da SBD www.diabetes.org.br
Faz tempo que não posto mais nada por aqui. Mas felizmente uma amiga jornalista enviou um e-mail divulgando seu artigo e pedi permissão de publicá-lo.
Beijos.
Sociedade Brasileira de Diabetes
A mágica da Diabetes Gestacional
Durante o sétimo mês da sua primeira gestação, a atriz e produtora de teatro Mariana C. C., de 30 anos, descobriu que estava com diabetes gestacional através do exame de curva glicêmica. Ela revela que foi olhar o resultado deste exame na internet e se assustou ao constatar que sua glicemia estava alta e principalmente que isto poderia afetar diretamente a saúde do bebê.
A partir deste momento, percebeu que precisava buscar ajuda de especialistas, entre eles: endocrinologista, nutricionista e até mesmo um preparador físico que pudessem orientá-la nas mudanças de hábitos e a adaptação aos limites gerados pela doença.
O endocrinologista Alexandre Hohl, médico da Mariana pontua que é fundamental o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar pré, trans e pós-parto. Explica também que durante a gravidez ocorre uma avalanche de hormônios como a progesterona e o estrogênio que provocam um aumento da glicose. O risco de uma gestante adquirir a diabetes gestacional é em média 10%, por isso para prevenir é preciso ir a um médico para medir a taxa de glicemia, que segundo os organismos mundiais de saúde deve estar abaixo de 140 mg/dL, após duas horas da refeição.
Ressalta que a diabetes gestacional é diferente da pessoa que era diabética antes da gestação, ocorre principalmente em mulheres que já tenham uma pré- disposição familiar, que estejam acima de seu peso, além de já terem uma resistência à insulina antes da gravidez, pois é um fator que naturalmente piora durante a gestação. As complicações recorrentes da doença são aborto precoce, morte intra-uterina, má formação, entre outras.
A atriz de 1,65 de altura conta que se tivesse mais claro os riscos de ter diabetes na gestação teria tomado certas precauções antes mesmo de engravidar como, por exemplo, ter reduzido seu peso de 75 kg. As primeiras ações foram: cortar de imediato a fritura, o álcool, e o café, além do corte total de açucares, carboidrato branco e produtos industrializados; medidas que na verdade deveriam ser adotadas por todas as mulheres grávidas. No entanto, a dieta para uma gestante não é a mesma do que para uma pessoa comum, explica o endocrinologista, pois não é restritiva, mas sim prioriza uma nutrição adequada à mãe e ao bebê, que inclusive pode ser complementada com ácido fólico e poli-vitaminas.
Antes da gestação Mariana fazia natação de modo irregular, após a constatação da doença passou a intensificar a prática regular de exercícios físicos realizando duas sessões de pilates por semana e três de hidroginástica, o que gerou a uma redução de sua massa corpórea mesmo no final da gestação, quando a maioria das grávidas costuma ter um aumento significativo do peso. Além disso, a atividade física proporcionou maior disposição, fortalecimento muscular, diminuição da ansiedade e melhora na qualidade de sono.
As atividades físicas para uma gestante devem ser supervisionadas por profissionais especializados e devem beneficiar a mãe, sem colocar em risco o feto. Entre elas alongamento, pilates, ioga, hidroginástica, caminhadas leves em horários apropriados, basicamente atividades sem impacto no qual a mulher sinta prazer em realizar.
Outra adaptação extremamente importante na rotina da jovem foi um controle maior na sua alimentação, que começou a consumir alimentos sem açúcar, sem gordura e menos sal. Pontua que foi fundamental a ajuda da família na reestruturação de todas as refeições diárias para que estas se tornassem mais saudáveis, como por exemplo, a troca de todos os produtos de carboidrato branco por alimentos integrais, que contribuem para saciar melhor a fome.
A gestante ressalta que depois que se conhecem profundamente as necessidades e limitações da doença com relação ao aspecto da alimentação, ela descobriu que existe muitas opções de produtos para diabéticos como picolé, chocolates e tantos outros que ajudam a quebrar o galho quando o desejo de comer doce aperta.
Medir a glicemia durante as refeições também ajudou Mariana a desenvolver uma autonomia com a relação à diabetes gestacional, pois proporcionou o conhecimento de quais alimentos alteravam sua taxa glicêmica, além das quantidades para manter-la numa taxa adequada. A consulta ao nutricionista foi fundamental para aprender a quantidade e as possíveis combinações de alimentos, o que proporcionou uma maior adesão nestas mudanças de hábitos, além de uma melhora significativa na pele e na diminuição até mesmo da celulite.
Alexandre destaca que quando não funciona apenas a dieta agregada à atividade física é necessário iniciar o uso da insulina, adequado conforme a necessidade de cada paciente. Já existem tratamentos utilizando medicamentos orais na diabetes gestacional, mas que estes ainda não foram aprovados pelas agências reguladoras de saúde.
Mariana C. C. após o parto terá que manter esta disciplina pelo menos durante os três meses seguintes para não tornar-se definitivamente diabética. De todo modo, ela destaca que pretende manter estes bons hábitos aprendidos para toda sua vida. A consciência da mamãe fez com que seu bebê Raul nascesse saudável, com 50 cm e 3 kg e 300 gramas e sem diabetes - que era um dos riscos que ele corria.
Outro cuidado é que quando um filho nasce acima de 4 kg aumenta os riscos que na próxima gestação a mãe tenha novamente diabetes gestacional. Além disso, Hohl enfatiza a importância de um neonatologista que meça a glicemia do bebê nas primeiras horas pós-parto, e que também haja um controle para que não ocorra uma hipoglicemia no recém nascido.
Emocionada Mariana confessa que o fato de saber que o bebê estava envolvido com a doença fez com que ela se cuidasse bem mais do que se fosse apenas sua saúde em risco. Hohl acrescenta que está é a mágica da diabetes gestacional, pois as mães fazem de tudo pelo seu bebê, até mesmo sacrifícios para beneficiá-lo.
O endocrinologista pontua que uma diabetes gestacional bem cuidada, seguindo todas as recomendações não traz nenhuma consequência a mãe e seu bebê, mas sim pelo contrário, traz uma melhora substancial na qualidade de vida de ambos.
Carolina Coral é jornalista, faz mestrado em Estudos Culturais Latino Americanos na Universidade do Chile.
Conheça mais seus trabalhos: www.carolinacoral.com.br
Veja a matéria original no site da SBD www.diabetes.org.br
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Sono fracionado no pós-parto afeta saúde da mulher
Olá mamães no pós-parto, vejam as dicas para um sono melhor neste período (momento raro) que ajudam na sua saúde e bem-estar.
A matéria saiu no site iG na parte "Delas".
Bom sono!!!
Sono fracionado no pós-parto afeta saúde da mulher
Os prejuízos podem ir de distúrbios de memória e depressão a problemas na produção de leite. Veja dicas para amenizar o problema
Yara Achôa, iG São Paulo | 08/12/2010 09:18
Foto: Thinkstock/Getty Images
Dormir ajuda na amamentação: durante o sono ocorre a liberação de prolactina, hormônio responsável pela produção de leite
É comum a grávida ouvir conselhos do tipo: “Aproveite para dormir agora, porque depois que o bebê nascer suas noites de descanso nunca mais serão as mesmas”. A previsão, em tom assustador, tem um fundo de verdade – especialmente nos primeiros meses de vida da criança. Afinal, a mãe acaba adaptando seus horários aos do filho. E como os pequenos têm um sono polifásico – acordam e voltam a repousar várias vezes ao longo do dia e da noite – ela também entra nesse ritmo e não dorme direito.
“O sono tem diversas funções, como restabelecer o bem-estar físico e mental. Com uma noite bem dormida temos condições de enfrentar as atividades diárias. É durante esse período também que ocorre a consolidação da memória”, explica a ginecologista Helena Hachul, pesquisadora do Departamento de Psicobiologia da disciplina de Medicina de Biologia do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Uma função específica que acontece durante o sono nas mulheres é a liberação de prolactina (hormônio responsável pela produção de leite). “Por isso a mulher deve dormir bem enquanto estiver amamentando. Até mesmo aproveitar as horas em que o bebê dorme para preservar a produção de leite”, adverte a médica da Unifesp.
Quantidade e qualidade
“O ideal seria dormir de sete a oito horas por noite”, afirma o médico Rubens Reimão, coordenador científico do Departamento de Neurologia da Associação Paulista de Medicina (APM). No entanto, segundo o especialista, existem os “dormidores curtos” (que se satisfazem com menos de seis horas de descanso) e os “dormidores longos” (que necessitam de mais de nove horas de sono).
Leia também:
* Maldita insônia
* Hormônios influenciam o sono feminino
* Pesquisa revela como privação de sono pode desencadear diabetes
* Teste: qual é o seu estilo de sono?
Mas tão importante quanto o número de horas, são a continuidade e a profundidade do sono. Quando ele é fragmentado e não-reparador, como frequentemente acontece no pós-parto, a mulher fica mais sujeita a exaustão física e emocional, irritabilidade, distúrbios de memória, depressão e também pode ter problemas com a amamentação.
“No período pós-parto é importante estar atenta aos distúrbios de sono. E havendo suspeita de algum problema, deve-se procurar um profissional habilitado pra investigar, diagnosticar e tratar o caso da melhor forma possível”, aconselha a médica Helena Hachul.
Felizmente, após o bebê estabelecer sua rotina de sono, algumas semanas ou meses após o nascimento, o repouso da mãe também tende a normalizar.
Dicas para melhorar o sono no período
- Tente dormir enquanto o bebê dorme. O sono é fundamental para a produção de leite
- Faça a última refeição até às oito da noite. Prefira pratos leves e de fácil digestão
- Evite atividade física depois das seis da tarde, mas procure realizar algum exercício prazeroso e relaxante durante o dia
- Tente tirar um cochilo, mesmo que curto, durante o dia: 20 minutos são suficientes
- Reduza a luz ambiente nas horas em que for descansar. Isso ajuda o cérebro a secretar a melatonina, o hormônio do sono
- Antes de ir para a cama, tome um banho morno ou recorra a técnicas de respiração e relaxamento para induzir a um sono mais tranquilo
- Aos poucos vá estabelecendo uma rotina de sono para o bebê. Comece por mantê-lo em ambientes com bastante claridade durante dia, estimulando-o com carinhos e brincadeiras, sem se preocupar muito com o barulho a volta. À noite, faça o contrário: diminua as luzes e preserve o silêncio
A matéria saiu no site iG na parte "Delas".
Bom sono!!!
Sono fracionado no pós-parto afeta saúde da mulher
Os prejuízos podem ir de distúrbios de memória e depressão a problemas na produção de leite. Veja dicas para amenizar o problema
Yara Achôa, iG São Paulo | 08/12/2010 09:18
Foto: Thinkstock/Getty Images
Dormir ajuda na amamentação: durante o sono ocorre a liberação de prolactina, hormônio responsável pela produção de leite
É comum a grávida ouvir conselhos do tipo: “Aproveite para dormir agora, porque depois que o bebê nascer suas noites de descanso nunca mais serão as mesmas”. A previsão, em tom assustador, tem um fundo de verdade – especialmente nos primeiros meses de vida da criança. Afinal, a mãe acaba adaptando seus horários aos do filho. E como os pequenos têm um sono polifásico – acordam e voltam a repousar várias vezes ao longo do dia e da noite – ela também entra nesse ritmo e não dorme direito.
“O sono tem diversas funções, como restabelecer o bem-estar físico e mental. Com uma noite bem dormida temos condições de enfrentar as atividades diárias. É durante esse período também que ocorre a consolidação da memória”, explica a ginecologista Helena Hachul, pesquisadora do Departamento de Psicobiologia da disciplina de Medicina de Biologia do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Uma função específica que acontece durante o sono nas mulheres é a liberação de prolactina (hormônio responsável pela produção de leite). “Por isso a mulher deve dormir bem enquanto estiver amamentando. Até mesmo aproveitar as horas em que o bebê dorme para preservar a produção de leite”, adverte a médica da Unifesp.
Quantidade e qualidade
“O ideal seria dormir de sete a oito horas por noite”, afirma o médico Rubens Reimão, coordenador científico do Departamento de Neurologia da Associação Paulista de Medicina (APM). No entanto, segundo o especialista, existem os “dormidores curtos” (que se satisfazem com menos de seis horas de descanso) e os “dormidores longos” (que necessitam de mais de nove horas de sono).
Leia também:
* Maldita insônia
* Hormônios influenciam o sono feminino
* Pesquisa revela como privação de sono pode desencadear diabetes
* Teste: qual é o seu estilo de sono?
Mas tão importante quanto o número de horas, são a continuidade e a profundidade do sono. Quando ele é fragmentado e não-reparador, como frequentemente acontece no pós-parto, a mulher fica mais sujeita a exaustão física e emocional, irritabilidade, distúrbios de memória, depressão e também pode ter problemas com a amamentação.
“No período pós-parto é importante estar atenta aos distúrbios de sono. E havendo suspeita de algum problema, deve-se procurar um profissional habilitado pra investigar, diagnosticar e tratar o caso da melhor forma possível”, aconselha a médica Helena Hachul.
Felizmente, após o bebê estabelecer sua rotina de sono, algumas semanas ou meses após o nascimento, o repouso da mãe também tende a normalizar.
Dicas para melhorar o sono no período
- Tente dormir enquanto o bebê dorme. O sono é fundamental para a produção de leite
- Faça a última refeição até às oito da noite. Prefira pratos leves e de fácil digestão
- Evite atividade física depois das seis da tarde, mas procure realizar algum exercício prazeroso e relaxante durante o dia
- Tente tirar um cochilo, mesmo que curto, durante o dia: 20 minutos são suficientes
- Reduza a luz ambiente nas horas em que for descansar. Isso ajuda o cérebro a secretar a melatonina, o hormônio do sono
- Antes de ir para a cama, tome um banho morno ou recorra a técnicas de respiração e relaxamento para induzir a um sono mais tranquilo
- Aos poucos vá estabelecendo uma rotina de sono para o bebê. Comece por mantê-lo em ambientes com bastante claridade durante dia, estimulando-o com carinhos e brincadeiras, sem se preocupar muito com o barulho a volta. À noite, faça o contrário: diminua as luzes e preserve o silêncio
domingo, 21 de novembro de 2010
Cinematerna da semana
Campinas
23/11, terça-feira, 14h
Cinemark Iguatemi Campinas
Filme: Minhas Mães e Meu Pai
Shopping Iguatemi Campinas
Av. Iguatemi 777
O bate-papo após a sessão acontece no Havanna Café, no primeiro piso (somente nas sessões às terças).
Sessões quinzenais às terças, 14h e mensais aos sábados, 11h.
Estacionamento nas sessões CineMaterna abonado pelo shopping. Trocar o ticket com uma coordenadora CineMaterna após a compra do ingresso.
Florianópolis
23/11, terça-feira, 14h
Cinemark Floripa Shopping
Filme: Um Parto de Viagem
Floripa Shopping
Rodovia SC-401 3116
O bate-papo após a sessão acontece no Grand Café.
Sessões mensais às terças, 14h.
Fortaleza
25/11, quinta-feira, 13:30h
UCI Iguatemi Fortaleza
Filme: Juntos pelo Acaso
Av. Washington Soares 85
O bate-papo após a sessão acontece no Destino Express, no 2o. andar, próximo à praça de alimentação.
Sessões mensais às quintas, 13h30.
Rio de Janeiro
25/11, quinta-feira, 14h
Kinoplex Fashion Mall
Filme: Senna
Kinoplex Fashion Mall
Estrada da Gávea 899
O bate-papo após a sessão acontece no Crepe Hum, no piso do cinema.
Sessões mensais às quintas, 14h.
São Paulo
23/11, terça-feira, 14h
Frei Caneca Unibanco Arteplex
Filme: Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos
Shopping Frei Caneca
Rua Frei Caneca 569, 3º piso
O bate-papo após a sessão acontece no Scada Café, no próprio cinema (somente às terças).
Sessões quinzenais às terças, 14h e mensais aos sábados, 11h.
25/11, quinta-feira, 14h
Cinemark Market Place
Filme: Minhas Mães e Meu Pai
Shopping Market Place
Av. Dr. Chucri Zaidan 920
O bate-papo após a sessão acontece no Vipiteno Café, no mesmo piso do cinema (apenas às quintas).
Sessões quinzenais às quintas, 14h.
23/11, terça-feira, 14h
Cinemark Iguatemi Campinas
Filme: Minhas Mães e Meu Pai
Shopping Iguatemi Campinas
Av. Iguatemi 777
O bate-papo após a sessão acontece no Havanna Café, no primeiro piso (somente nas sessões às terças).
Sessões quinzenais às terças, 14h e mensais aos sábados, 11h.
Estacionamento nas sessões CineMaterna abonado pelo shopping. Trocar o ticket com uma coordenadora CineMaterna após a compra do ingresso.
Florianópolis
23/11, terça-feira, 14h
Cinemark Floripa Shopping
Filme: Um Parto de Viagem
Floripa Shopping
Rodovia SC-401 3116
O bate-papo após a sessão acontece no Grand Café.
Sessões mensais às terças, 14h.
Fortaleza
25/11, quinta-feira, 13:30h
UCI Iguatemi Fortaleza
Filme: Juntos pelo Acaso
Av. Washington Soares 85
O bate-papo após a sessão acontece no Destino Express, no 2o. andar, próximo à praça de alimentação.
Sessões mensais às quintas, 13h30.
Rio de Janeiro
25/11, quinta-feira, 14h
Kinoplex Fashion Mall
Filme: Senna
Kinoplex Fashion Mall
Estrada da Gávea 899
O bate-papo após a sessão acontece no Crepe Hum, no piso do cinema.
Sessões mensais às quintas, 14h.
São Paulo
23/11, terça-feira, 14h
Frei Caneca Unibanco Arteplex
Filme: Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos
Shopping Frei Caneca
Rua Frei Caneca 569, 3º piso
O bate-papo após a sessão acontece no Scada Café, no próprio cinema (somente às terças).
Sessões quinzenais às terças, 14h e mensais aos sábados, 11h.
25/11, quinta-feira, 14h
Cinemark Market Place
Filme: Minhas Mães e Meu Pai
Shopping Market Place
Av. Dr. Chucri Zaidan 920
O bate-papo após a sessão acontece no Vipiteno Café, no mesmo piso do cinema (apenas às quintas).
Sessões quinzenais às quintas, 14h.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O Papel da Doula Pós-parto: inspirado na experiência de puerpéreo de Brooke Shields
Olá,
Gostaria de apresentar a vocês meu trabalho feito para a conclusão de curso de Doula Pós-parto realizado no Amigas do Parto, coordenado pela psicóloga Adriana Tanese.
Boa leitura!
Beijos,
A chegada em casa com um bebê traz tantas tarefas e emoções que mal dá tempo de pensar sobre os sentimento em relação ao parto. Na verdade estão todos ali, misturados com os hormônios, com as noites mal dormidas e o cansaço, mas não há tempo para refletir conscientemente sobre o que se passou.
Juliana Sell
Psicóloga, Gestalt-terapeuta, Especialização em Psicossomática e Psicoterapia de Grupo na Abordagem Gestáltica
Introdução
Em seu livro, muito sincero e emocionante, Brooke Shields relata o nascimento de sua primeira filha e a grande dor que sentiu no pós-parto. O livro, intitulado “Depois do parto, a dor”, mostra desde a batalha para engravidar, os tratamentos de fertilidade e o aborto espontâneo, a gestação tranqüila e feliz, até o parto difícil com risco de vida e, finalmente, a sensação de indiferença à própria filha. A autora relata como imaginava que seria ser mãe e não conseguia se encaixar na imagem que criou. Não sentia vontade de cuidar da menina, achava-se incapaz e insegura, o choro do bebê não evocava nela nenhuma reação de atendê-la. Chorava muito e tinha pensamentos terríveis. A amamentação era feita automaticamente, mas ela não quis desistir porque era um dos únicos momentos de relação com sua filha.
Tudo estava diferente do que ela imaginou; o amor e as alegrias de ser mãe não tinham chegado, só a culpa e a sensação de incompetência. Demorou um certo tempo para aceitar que precisava de ajuda profissional e que estava com depressão pós-parto. Recorreu a medicamentos e a uma terapeuta. Felizmente, aos poucos, foi voltando a ter energia, seus sentimentos em relação ao bebê foram se modificando e a depressão deu lugar a uma mãe amorosa e cuidadora, sem medo de passar por outra gravidez.
Num dos momentos do livro Brooke conta que contratou uma enfermeira pediátrica. Ela diz que esta mais deveria ser chamada de “enfermeira para a mamãe” (citação livro pg. 102). Nesta experiência vemos claramente o papel importante que a profissional teve na aprendizagem da mãe, nos cuidados maternais de higiene, alimentação e carinho com a mãe, com sua escuta sem julgamento e apoio emocional.
Vou basear minhas reflexões sobre esta profissional, a enfermeira pediátrica, desenvolvendo teoricamente as ações que ela teve, ou que poderia ter tido se contratada antes, e os conhecimentos que supostamente utilizou para prestar apoio e orientações à atriz. No livro, se tratava de uma enfermeira, mas trago esta experiência para a realidade do trabalho da doula pós-parto.
Elaboração do parto
A chegada em casa com um bebê traz tantas tarefas e emoções que mal dá tempo de pensar sobre os sentimento em relação ao parto. Na verdade estão todos ali, misturados com os hormônios, com as noites mal dormidas e o cansaço, mas não há tempo para refletir conscientemente sobre o que se passou.
Na história de Brooke, ela teve um parto bem difícil, foram 24 horas de contrações, de ocitocina e 3 cm de dilatação. Seu sonho de ter um parto vaginal encerrou-se, assim como todas as fantasias de pegar seu bebê no colo antes de cortar o cordão umbilical e dar de mamar. Ela relata as sensações desagradáveis pelas quais passou, a sala fria, o cheiro da cauterização, os puxões para fazer a bebê sair e a dificuldade de retirá-la porque estava envolvida pelo cordão umbilical com três voltas no pescoço e no corpo. Tudo isso foi deixando-a tensa. Mas algo ainda havia de complicar, seu útero estava herniado e foi colocado para fora a fim de ser analisado pelos médicos e começou a perder muito sangue. A decisão do médico foi colocar o útero de volta e esperar 48 horas antes de decidir por uma histerectomia. Ao mesmo tempo que nascia seu bebê, a atriz temia por sua vida e pelo seu útero.
No caso da doula pós-parto, independente do tipo de parto que a mulher teve, sempre é importante conversar sobre como foi a experiência dela e ajudá-la, com sua escuta sem julgamento, na elaboração. Especificamente com a situação apresentada, a doula poderia ter sido de grande importância já nesses primeiros momentos do puerpério. A mãe estava visivelmente assustada com o parto, seja pelo fato de não ter se preparado para a opção cirúrgica, como pelas complicações que foram acontecendo. A doula pós-parto podia ter conversado com ela sobre tudo que lembrava, deixando-a falar abertamente das sensações, cheiros e medos que sentiu durante o parto. Cabe ressaltar que a diferença entre a fantasia do parto e a realidade do próprio pode deixar a mulher cheia de frustrações. Ao mesmo tempo que se ouve os relatos, a postura da doula precisa ser de acolhimento e maternagem, sem julgar ou interferir. É um momento de expressão das emoções que não tiveram a chance de serem faladas antes.
Suporte para a mãe
A atriz relata como seu pós-parto foi difícil em vários momentos, para não dizer todos. Ela saiu do hospital depois de 5 dias de internação, sentiu muita dor, estava exausta, o intestino não funcionava e mal conseguia amamentar sua filha. Junto a isso, alternavam-se nela indiferença, melancolia e tristeza, sem dar lugar à alegria de ter tido seu bebê.
Num pós-parto normal acontecem muitas mudanças físicas e emocionais, numa cesárea somam-se as dores decorrentes dos cortes internos e externos. O útero está voltando lentamente ao seu tamanho e pode-se sentir dor durante as mamadas por causa da ocitocina sendo liberada, que é também responsável pelas contrações uterinas, evitando sangramentos. A bexiga está distendida e a anestesia causa uma falta de sensibilidade nos primeiros momentos. O intestino fica “preguiçoso”, podendo passar até 7 dias sem evacuar. As mamas podem ficar doloridas pela descida do leite. Sem contar com a queda hormonal. Do ponto de vista emocional, a mulher pode sentir o peso da responsabilidade de ser mãe, a falta de experiência deixando-a assustada e sentindo-se incompetente. Sua auto-imagem pode ficar abalada (se ela der muito valor à sua aparência física), e existe ainda uma labilidade de emoções que só confundem a puérpera.
Sabendo de tudo isso, a doula pós-parto tem um papel importante Além da ajuda prática e de orientações sobre o aleitamento materno e os cuidados com o bebê - que veremos mais adiante - a doula cuida do conforto da mãe e lhe dá suporte emocional nesses primeiros dias do pós-parto. Na prática, fica atenta se a mãe está se alimentando, de preferência em intervalos pequenos e com alimentos saudáveis e nutritivos. Oferece ajuda para cuidar do bebê quando a mãe come, por exemplo, ou durante a preparação de alguma refeição. Também a lembra de hidratar-se. A doula pós-parto pode ainda ajudar a mãe na ida ao banheiro e na hora do banho, principalmente quando é o caso de cesárea quando a mulher necessita de suporte físico para levantar-se e fazer sua higiene (colocar e tirar a roupa, secagem, etc). A doula pós-parto também fica atenta na organização da casa, podendo sugerir locais de mais conforto para a mãe. É ela também que pode conversar com o companheiro sobre seu papel de proteger a mulher e evitar interferências externas, já que não é o papel da doula fazer a mediação com o resto da família. Nessa conversa, é interessante ressaltar que o homem é muito importante como continente emocional e é preciso que ele entenda um pouco sobre as reações no período puerperal a fim de que ele tenha empatia com esse momento delicado de sua mulher.
Um outro aspecto do trabalho é o suporte emocional. Numas das passagens do livro, Brooke Shields fala da sua experiência com a enfermeira pediátrica e de como esta foi uma presença calmante para ela mesma. A enfermeira ouvia os mais diversos pensamentos da atriz sem se assustar ou julgá-la, mas encorajando-a no seu papel de mãe, era carinhosa e lembrava a atriz que ela tinha de fato passado por momentos difíceis e que teria um tempo para se recuperar de tudo. No livro, a autora procurou ajuda profissional de uma terapeuta ,depois de algum tempo, quando finalmente ouviu o conselho de amigas. Num trabalho de doula no pós-parto, caberia a esta profissional perceber seu limite e encaminhar a mulher para um psicoterapeuta quando percebesse que esta precisa mais do que um apoio.
Aleitamento materno
Brooke Shields conta que o início da amamentação foi complicado. Ela tentava colocar seu bebê no seio, mas não acertava a posição. O marido tentava ajudar e isso a irritava mais. Na maternidade, uma profissional lhe disse para esquecer tudo o que tinha aprendido no curso de gestantes, porque iria orientá-la de outra forma. Em casa, ela continuou com algumas dificuldades, embora já conseguisse acertar a pega de maneira melhor. Com a enfermeira pediátrica, Brooke aprendeu maneiras de acalmar o bebê quando não conseguia mamar direito. Isso lhe deu segurança para a amamentação e de fato a bebê foi pegando o seio cada vez melhor.
A amamentação é um processo que parece natural e simples aos olhos alheios, mas nem sempre é tão fácil para quem amamenta. Muitas vezes, é necessário apoio e orientações práticas para que mãe não desista e possa sentir-se bem no ato de amamentar.
No caso relatado, a doula pós-parto poderia ter atuado desde os primeiros dias mostrado a maneira correta de posicionar o bebê e levando em conta o conforto da mulher, já que com a cesárea há ainda dificuldade das dores abdominais. A doula ajudaria a escolher um sutiã adequado, uma posição para que ombros e braços fiquem relaxados, o bebê encostado de barriga com a barriga da mãe e com a boquinha bem aberta (de peixinho) para pegar a aréola e não só o bico do seio. Ela mostraria como se faz a ordenha manual, para esvaziar um pouco os seios antes de oferecê-los ao bebê (se estiverem cheios e duros), como limpar os seios com leite materno e depois secá-los. Falaria sobre a importância de dar de mamar sempre que o bebê desejar, e exclusivamente até os 6 meses, não utilizar bicos ou mamadeiras para não confundi-lo. Conversaria a respeito de oferecer o segundo seio somente após ter esgotado o primeiro. Além disso, o fato da doula estar presente na casa e disponível para orientações e apoio, já é um fator que tranqüiliza a mãe, favorecendo o aleitamento materno.
O bebê
No livro a autora coloca que a profissional que a acompanhava lhe ensinou a interpretar os comportamentos da filha e a acalmá-la com carinhos, cuidando dela quando a mãe descansava ou tomava banho. Esta pessoa sempre agia não para substituir a mãe mas, ao contrário, aproximá-la da filha.
No caso de uma doula pós-parto, a função é semelhante. Geralmente, se orienta sobre os cuidados básicos com o bebê, ajudando a mãe a sentir segurança e a confiar nos seus próprios instintos. Assim, ela também estará preparada para ouvir os muitos palpites que virão de familiares e amigos.
Em relação ao banho, a doula ensina a fazer a higiene com água morna e fraldinha de pano até que caia o umbigo, o qual precisa ser higienizado a cada troca de fraldas com álcool a 70%, tapando os genitais com uma fraldinha ou gaze para que o produto não escorra neles. A gaze é passado sobre o coto e se tiver alguma sujeirinha é só usar um cotonete. Após a queda, se dá o banho na banheira, sempre experimentando a água com o cotovelo para verificar a temperatura. Se for preciso, iniciar colocando a água fria e ir acrescentando a quente aos poucos. Para evitar atrapalhações, é interessante separar tudo que se vai usar com o bebê antes de iniciar o banho (fraldas, roupinhas, meias, toalhas, sabonete neutro etc). No caso de fezes é melhor limpar bem os genitais antes de começar o banho. É possível que o bebê chore ao tirar a roupa, então se começa a dar o banho lavando a cabeça sem tirar a sua roupa, depois o envolve com uma fralda de pano e o deixa bem apertadinho e, segurando seu bracinho, vai colocando na banheira com carinho e conversa. Para secar pode-se usar uma fralda de pano e uma toalha envolvendo toda a criança.
A mãe sem experiência pode precisar aprender a trocar as fraldas, a fazer massagem para cólicas, a colocar para dormir nas posições seguras, a acalmar os choros e a aprender um pouco sobre a realidade de um recém-nascido. Além disso, poderá também ser informada sobre as necessidades emocionais do bebê.
Um bebê nasce após muitos meses num lugar com barulhos do batimento cardíaco da mãe, da movimentação intestinal e apertadinho, no qual em parte de seu tempo se movimenta. É por isso que, contrário do que diz muita gente, o bebê gosta de estar no colo, tendo uma continência para seus movimentos reflexos e ouvindo alguns ruídos do corpo da mãe e sua voz. De fato, ele precisa ainda sentir o acolhimento uterino. Pode haver luz do dia, mas nada forte. Seu lugar predileto é no colo de sua mãe e perto de seus seios, com o cheirinho que conhece e os sons do coração que o acompanhou nos seus nove meses.
Quanto ao choro, a doula pós-parto vai sugerir que não se deixe um bebê chorando sozinho, mas deve-se sempre procurar pegá-lo no colo e embalá-lo cantando, de forma que se sinta acolhido e seguro. Também é bom saber que mesmo com as necessidades satisfeitas, fraldas limpas, temperatura adequada, alimentado, o bebê pode mesmo assim chorar. Algumas vezes pode ser por causa das cólicas, outras só como expressão de cansaço, tédio ou algo que só sabe expressar pelo choro.
O apoio e as explicações ajudam a mãe a tranqüilizar-se, evitando sensação de fracasso quando não consegue acalmar seu filho. Ela pode ficar cansada ou irritada nesses momentos e conversar sobre isso é sempre muito válido. O fato desses sentimentos surgirem não invalidam o amor que ela sente pelo bebê. Por isso, os cuidados com a mãe são fundamentais para que ela, sentindo-se cuidada, tenha mais paciência com seu bebê. Afinal, a relação entre ambos é tão próxima que o estado emocional de um afeta o outro, e a mãe tem a responsabilidade de procurar ajuda e encontrar formas de se reequilibrar.
Se a doula pós-parto tiver conhecimentos de massagens é outra orientação bem-vinda para ser usada com a nova mãe. Na massagem se estimula os músculos, a auto-imagem corporal e intestinos, sem contar a emoção positiva que envolve este carinho dirigido. No caso da filha de Brooke, que veio ao mundo pela cesariana, a massagem teria mais importância ainda porque resgataria a estimulação cutânea que não houve na passagem pela vagina durante o parto. Para elas - mãe e filha - seria também um momento de aproximação sem o estresse dos cuidados diários. O pai poderia entrar nessa relação ajudando com o banho do bebê e aproveitando esse momento de intimidade familiar.
Pouco se falou do pai até agora, não porque ele não tenha importância, mas foi pelo fato de a doula estar mais atenta às necessidades da mãe. Cabe dizer que o pai também pode participar dos cuidados com o bebê, aprender junto e ser orientado na forma de ajudar a mulher na amamentação e em outras necessidades.
Depressão, baby blues e outras tristezas
O livro da atriz Brooke Shields tem seu enfoque maior na depressão pós-parto. A própria expectativa de ficar grávida mediante tratamentos de fecundação já vale a nossa atenção redobrada. A ânsia por um filho e as frustrações no caminho vão idealizando um bebê que não existe. Além disso, no caso da atriz, somou-se o fato do parto não ter sido o planejado e ainda ter tido complicações bem sérias, deixando-a fatigada e temendo pela própria vida num momento que se imagina ser só de alegrias. Acredito que tudo isso foi um pano de fundo bem fecundo para desenvolver uma depressão.
A doula pós-parto não é uma profissional para tratar de uma depressão, mas pode, em alguns casos, ajudar a evitar em casos mais leves ou detectá-la precocemente e sugerir ajuda adequada. Ter uma doula em casa nos primeiros dias contribui para desmistificar algumas idéias a respeito do bebê perfeito e da mãe ideal. Os bebês são lindos mas choram, acordam muitas vezes durante a noite e nem sempre se acalmam de imediato. As mãe são carinhosas (vamos imaginar que sejam sempre!), mas ficam cansadas, tristes e desanimadas com a tarefa materna, inclusive com vontade de fazer outras atividades, confusas e com sentimentos diversos em relação à maternidade. Poder conversar com outra mulher-mãe que teve experiência própria e também é uma profissional, ajuda a tirar o peso de sentir tudo isso sozinha e sem coragem de expressar aos mais íntimos por receio de ser incompreendida e julgada.
A passagem de grávida à mãe nem sempre é fácil e por si só pode levar a uma tristeza. Trata-se de um passagem de papéis, onde se deixa para trás uma parte da vida e se começa uma nova etapa, rumo ao desconhecido mundo da maternidade. Como aconteceu no livro, pode ser uma passagem difícil e levar à depressão. Mas nem sempre é assim. Cabe à doula poder falar com naturalidade sobre essas tristezas do pós-parto. Como sendo parte de um momento de reflexão e de mudança que pode passar e dar lugar a uma mulher fortalecida e mais consciente. Porém, se esse estado persistir por semanas, ou ter mais agravantes, vale a pena sugerir um outro profissional.
Conclusões
Acredito que diante de todo o exposto, o trabalho da doula pós-parto pode ser resumido como o de uma profissional que se relaciona de mãe para mãe com conhecimentos empíricos e técnicos ajudando a mulher em sua apropriação do novo papel. Com seu jeito maternal, a profissional contribui para que a mulher desenvolva em si mesma os aspectos necessários para cuidar bem de seu filho. Sendo cuidada e compreendida, a mãe se espelha e aprende a cuidar e ouvir as manifestações do bebê. Mais do que orientar e ditar verdades, a doula pós-parto deseja que a mãe sinta-se segura e confie na sua percepção e intuição, pois uma mãe tranqüila sabe tomar decisões mais acertivas e saberá escolher melhor entre as várias formas de cuidar de uma criança.
Bibliografia *
DREXLER, Marisa- Consignas para realizar El Toque Eutónico AL bebé.
Departament of women and infants. The Ohio State University Medical Center .2002
DÍAZ, Beltrán L. - Postparto normal y postpartode cesárea. El puerperio.
DÍAZ, Soledad - El período postparto, Instituto Chileno de Medicina Reprodutiva.
KAPLAN, Frida - Contacto Conciente
NOGUEIRA, Adelise Noal - O pós-parto imediato
NOGUEIRA, Adriana Tanese- Depressão pós-parto
RODRÍGUEZ, Carlos González (marzo 2002)
SOLTER, El valor Del llanto -1996.
VERGANA, Maria - La doula y su incersion em La família.
SHIELDS, Brooke. Depois do parto, a dor: minha experiência com a depressão pós-parto. São Paulo, Prestígio, 2006.
La piel Del recien nacido : www.mepediatra.com
Textos e trocas entre professoras e alunas do curso Doula Pós-parto - março a julho de 2010.
* As referências estão incompletas porque são artigos apresentados no curso de Doula Pós-parto.
Juliana Sell é psicóloga e doula na gestação e pós-parto. Clique em seu nome para ver seu perfil na nossa página dos Profissionais Amigos.
Gostaria de apresentar a vocês meu trabalho feito para a conclusão de curso de Doula Pós-parto realizado no Amigas do Parto, coordenado pela psicóloga Adriana Tanese.
Boa leitura!
Beijos,
A chegada em casa com um bebê traz tantas tarefas e emoções que mal dá tempo de pensar sobre os sentimento em relação ao parto. Na verdade estão todos ali, misturados com os hormônios, com as noites mal dormidas e o cansaço, mas não há tempo para refletir conscientemente sobre o que se passou.
Juliana Sell
Psicóloga, Gestalt-terapeuta, Especialização em Psicossomática e Psicoterapia de Grupo na Abordagem Gestáltica
Introdução
Em seu livro, muito sincero e emocionante, Brooke Shields relata o nascimento de sua primeira filha e a grande dor que sentiu no pós-parto. O livro, intitulado “Depois do parto, a dor”, mostra desde a batalha para engravidar, os tratamentos de fertilidade e o aborto espontâneo, a gestação tranqüila e feliz, até o parto difícil com risco de vida e, finalmente, a sensação de indiferença à própria filha. A autora relata como imaginava que seria ser mãe e não conseguia se encaixar na imagem que criou. Não sentia vontade de cuidar da menina, achava-se incapaz e insegura, o choro do bebê não evocava nela nenhuma reação de atendê-la. Chorava muito e tinha pensamentos terríveis. A amamentação era feita automaticamente, mas ela não quis desistir porque era um dos únicos momentos de relação com sua filha.
Tudo estava diferente do que ela imaginou; o amor e as alegrias de ser mãe não tinham chegado, só a culpa e a sensação de incompetência. Demorou um certo tempo para aceitar que precisava de ajuda profissional e que estava com depressão pós-parto. Recorreu a medicamentos e a uma terapeuta. Felizmente, aos poucos, foi voltando a ter energia, seus sentimentos em relação ao bebê foram se modificando e a depressão deu lugar a uma mãe amorosa e cuidadora, sem medo de passar por outra gravidez.
Num dos momentos do livro Brooke conta que contratou uma enfermeira pediátrica. Ela diz que esta mais deveria ser chamada de “enfermeira para a mamãe” (citação livro pg. 102). Nesta experiência vemos claramente o papel importante que a profissional teve na aprendizagem da mãe, nos cuidados maternais de higiene, alimentação e carinho com a mãe, com sua escuta sem julgamento e apoio emocional.
Vou basear minhas reflexões sobre esta profissional, a enfermeira pediátrica, desenvolvendo teoricamente as ações que ela teve, ou que poderia ter tido se contratada antes, e os conhecimentos que supostamente utilizou para prestar apoio e orientações à atriz. No livro, se tratava de uma enfermeira, mas trago esta experiência para a realidade do trabalho da doula pós-parto.
Elaboração do parto
A chegada em casa com um bebê traz tantas tarefas e emoções que mal dá tempo de pensar sobre os sentimento em relação ao parto. Na verdade estão todos ali, misturados com os hormônios, com as noites mal dormidas e o cansaço, mas não há tempo para refletir conscientemente sobre o que se passou.
Na história de Brooke, ela teve um parto bem difícil, foram 24 horas de contrações, de ocitocina e 3 cm de dilatação. Seu sonho de ter um parto vaginal encerrou-se, assim como todas as fantasias de pegar seu bebê no colo antes de cortar o cordão umbilical e dar de mamar. Ela relata as sensações desagradáveis pelas quais passou, a sala fria, o cheiro da cauterização, os puxões para fazer a bebê sair e a dificuldade de retirá-la porque estava envolvida pelo cordão umbilical com três voltas no pescoço e no corpo. Tudo isso foi deixando-a tensa. Mas algo ainda havia de complicar, seu útero estava herniado e foi colocado para fora a fim de ser analisado pelos médicos e começou a perder muito sangue. A decisão do médico foi colocar o útero de volta e esperar 48 horas antes de decidir por uma histerectomia. Ao mesmo tempo que nascia seu bebê, a atriz temia por sua vida e pelo seu útero.
No caso da doula pós-parto, independente do tipo de parto que a mulher teve, sempre é importante conversar sobre como foi a experiência dela e ajudá-la, com sua escuta sem julgamento, na elaboração. Especificamente com a situação apresentada, a doula poderia ter sido de grande importância já nesses primeiros momentos do puerpério. A mãe estava visivelmente assustada com o parto, seja pelo fato de não ter se preparado para a opção cirúrgica, como pelas complicações que foram acontecendo. A doula pós-parto podia ter conversado com ela sobre tudo que lembrava, deixando-a falar abertamente das sensações, cheiros e medos que sentiu durante o parto. Cabe ressaltar que a diferença entre a fantasia do parto e a realidade do próprio pode deixar a mulher cheia de frustrações. Ao mesmo tempo que se ouve os relatos, a postura da doula precisa ser de acolhimento e maternagem, sem julgar ou interferir. É um momento de expressão das emoções que não tiveram a chance de serem faladas antes.
Suporte para a mãe
A atriz relata como seu pós-parto foi difícil em vários momentos, para não dizer todos. Ela saiu do hospital depois de 5 dias de internação, sentiu muita dor, estava exausta, o intestino não funcionava e mal conseguia amamentar sua filha. Junto a isso, alternavam-se nela indiferença, melancolia e tristeza, sem dar lugar à alegria de ter tido seu bebê.
Num pós-parto normal acontecem muitas mudanças físicas e emocionais, numa cesárea somam-se as dores decorrentes dos cortes internos e externos. O útero está voltando lentamente ao seu tamanho e pode-se sentir dor durante as mamadas por causa da ocitocina sendo liberada, que é também responsável pelas contrações uterinas, evitando sangramentos. A bexiga está distendida e a anestesia causa uma falta de sensibilidade nos primeiros momentos. O intestino fica “preguiçoso”, podendo passar até 7 dias sem evacuar. As mamas podem ficar doloridas pela descida do leite. Sem contar com a queda hormonal. Do ponto de vista emocional, a mulher pode sentir o peso da responsabilidade de ser mãe, a falta de experiência deixando-a assustada e sentindo-se incompetente. Sua auto-imagem pode ficar abalada (se ela der muito valor à sua aparência física), e existe ainda uma labilidade de emoções que só confundem a puérpera.
Sabendo de tudo isso, a doula pós-parto tem um papel importante Além da ajuda prática e de orientações sobre o aleitamento materno e os cuidados com o bebê - que veremos mais adiante - a doula cuida do conforto da mãe e lhe dá suporte emocional nesses primeiros dias do pós-parto. Na prática, fica atenta se a mãe está se alimentando, de preferência em intervalos pequenos e com alimentos saudáveis e nutritivos. Oferece ajuda para cuidar do bebê quando a mãe come, por exemplo, ou durante a preparação de alguma refeição. Também a lembra de hidratar-se. A doula pós-parto pode ainda ajudar a mãe na ida ao banheiro e na hora do banho, principalmente quando é o caso de cesárea quando a mulher necessita de suporte físico para levantar-se e fazer sua higiene (colocar e tirar a roupa, secagem, etc). A doula pós-parto também fica atenta na organização da casa, podendo sugerir locais de mais conforto para a mãe. É ela também que pode conversar com o companheiro sobre seu papel de proteger a mulher e evitar interferências externas, já que não é o papel da doula fazer a mediação com o resto da família. Nessa conversa, é interessante ressaltar que o homem é muito importante como continente emocional e é preciso que ele entenda um pouco sobre as reações no período puerperal a fim de que ele tenha empatia com esse momento delicado de sua mulher.
Um outro aspecto do trabalho é o suporte emocional. Numas das passagens do livro, Brooke Shields fala da sua experiência com a enfermeira pediátrica e de como esta foi uma presença calmante para ela mesma. A enfermeira ouvia os mais diversos pensamentos da atriz sem se assustar ou julgá-la, mas encorajando-a no seu papel de mãe, era carinhosa e lembrava a atriz que ela tinha de fato passado por momentos difíceis e que teria um tempo para se recuperar de tudo. No livro, a autora procurou ajuda profissional de uma terapeuta ,depois de algum tempo, quando finalmente ouviu o conselho de amigas. Num trabalho de doula no pós-parto, caberia a esta profissional perceber seu limite e encaminhar a mulher para um psicoterapeuta quando percebesse que esta precisa mais do que um apoio.
Aleitamento materno
Brooke Shields conta que o início da amamentação foi complicado. Ela tentava colocar seu bebê no seio, mas não acertava a posição. O marido tentava ajudar e isso a irritava mais. Na maternidade, uma profissional lhe disse para esquecer tudo o que tinha aprendido no curso de gestantes, porque iria orientá-la de outra forma. Em casa, ela continuou com algumas dificuldades, embora já conseguisse acertar a pega de maneira melhor. Com a enfermeira pediátrica, Brooke aprendeu maneiras de acalmar o bebê quando não conseguia mamar direito. Isso lhe deu segurança para a amamentação e de fato a bebê foi pegando o seio cada vez melhor.
A amamentação é um processo que parece natural e simples aos olhos alheios, mas nem sempre é tão fácil para quem amamenta. Muitas vezes, é necessário apoio e orientações práticas para que mãe não desista e possa sentir-se bem no ato de amamentar.
No caso relatado, a doula pós-parto poderia ter atuado desde os primeiros dias mostrado a maneira correta de posicionar o bebê e levando em conta o conforto da mulher, já que com a cesárea há ainda dificuldade das dores abdominais. A doula ajudaria a escolher um sutiã adequado, uma posição para que ombros e braços fiquem relaxados, o bebê encostado de barriga com a barriga da mãe e com a boquinha bem aberta (de peixinho) para pegar a aréola e não só o bico do seio. Ela mostraria como se faz a ordenha manual, para esvaziar um pouco os seios antes de oferecê-los ao bebê (se estiverem cheios e duros), como limpar os seios com leite materno e depois secá-los. Falaria sobre a importância de dar de mamar sempre que o bebê desejar, e exclusivamente até os 6 meses, não utilizar bicos ou mamadeiras para não confundi-lo. Conversaria a respeito de oferecer o segundo seio somente após ter esgotado o primeiro. Além disso, o fato da doula estar presente na casa e disponível para orientações e apoio, já é um fator que tranqüiliza a mãe, favorecendo o aleitamento materno.
O bebê
No livro a autora coloca que a profissional que a acompanhava lhe ensinou a interpretar os comportamentos da filha e a acalmá-la com carinhos, cuidando dela quando a mãe descansava ou tomava banho. Esta pessoa sempre agia não para substituir a mãe mas, ao contrário, aproximá-la da filha.
No caso de uma doula pós-parto, a função é semelhante. Geralmente, se orienta sobre os cuidados básicos com o bebê, ajudando a mãe a sentir segurança e a confiar nos seus próprios instintos. Assim, ela também estará preparada para ouvir os muitos palpites que virão de familiares e amigos.
Em relação ao banho, a doula ensina a fazer a higiene com água morna e fraldinha de pano até que caia o umbigo, o qual precisa ser higienizado a cada troca de fraldas com álcool a 70%, tapando os genitais com uma fraldinha ou gaze para que o produto não escorra neles. A gaze é passado sobre o coto e se tiver alguma sujeirinha é só usar um cotonete. Após a queda, se dá o banho na banheira, sempre experimentando a água com o cotovelo para verificar a temperatura. Se for preciso, iniciar colocando a água fria e ir acrescentando a quente aos poucos. Para evitar atrapalhações, é interessante separar tudo que se vai usar com o bebê antes de iniciar o banho (fraldas, roupinhas, meias, toalhas, sabonete neutro etc). No caso de fezes é melhor limpar bem os genitais antes de começar o banho. É possível que o bebê chore ao tirar a roupa, então se começa a dar o banho lavando a cabeça sem tirar a sua roupa, depois o envolve com uma fralda de pano e o deixa bem apertadinho e, segurando seu bracinho, vai colocando na banheira com carinho e conversa. Para secar pode-se usar uma fralda de pano e uma toalha envolvendo toda a criança.
A mãe sem experiência pode precisar aprender a trocar as fraldas, a fazer massagem para cólicas, a colocar para dormir nas posições seguras, a acalmar os choros e a aprender um pouco sobre a realidade de um recém-nascido. Além disso, poderá também ser informada sobre as necessidades emocionais do bebê.
Um bebê nasce após muitos meses num lugar com barulhos do batimento cardíaco da mãe, da movimentação intestinal e apertadinho, no qual em parte de seu tempo se movimenta. É por isso que, contrário do que diz muita gente, o bebê gosta de estar no colo, tendo uma continência para seus movimentos reflexos e ouvindo alguns ruídos do corpo da mãe e sua voz. De fato, ele precisa ainda sentir o acolhimento uterino. Pode haver luz do dia, mas nada forte. Seu lugar predileto é no colo de sua mãe e perto de seus seios, com o cheirinho que conhece e os sons do coração que o acompanhou nos seus nove meses.
Quanto ao choro, a doula pós-parto vai sugerir que não se deixe um bebê chorando sozinho, mas deve-se sempre procurar pegá-lo no colo e embalá-lo cantando, de forma que se sinta acolhido e seguro. Também é bom saber que mesmo com as necessidades satisfeitas, fraldas limpas, temperatura adequada, alimentado, o bebê pode mesmo assim chorar. Algumas vezes pode ser por causa das cólicas, outras só como expressão de cansaço, tédio ou algo que só sabe expressar pelo choro.
O apoio e as explicações ajudam a mãe a tranqüilizar-se, evitando sensação de fracasso quando não consegue acalmar seu filho. Ela pode ficar cansada ou irritada nesses momentos e conversar sobre isso é sempre muito válido. O fato desses sentimentos surgirem não invalidam o amor que ela sente pelo bebê. Por isso, os cuidados com a mãe são fundamentais para que ela, sentindo-se cuidada, tenha mais paciência com seu bebê. Afinal, a relação entre ambos é tão próxima que o estado emocional de um afeta o outro, e a mãe tem a responsabilidade de procurar ajuda e encontrar formas de se reequilibrar.
Se a doula pós-parto tiver conhecimentos de massagens é outra orientação bem-vinda para ser usada com a nova mãe. Na massagem se estimula os músculos, a auto-imagem corporal e intestinos, sem contar a emoção positiva que envolve este carinho dirigido. No caso da filha de Brooke, que veio ao mundo pela cesariana, a massagem teria mais importância ainda porque resgataria a estimulação cutânea que não houve na passagem pela vagina durante o parto. Para elas - mãe e filha - seria também um momento de aproximação sem o estresse dos cuidados diários. O pai poderia entrar nessa relação ajudando com o banho do bebê e aproveitando esse momento de intimidade familiar.
Pouco se falou do pai até agora, não porque ele não tenha importância, mas foi pelo fato de a doula estar mais atenta às necessidades da mãe. Cabe dizer que o pai também pode participar dos cuidados com o bebê, aprender junto e ser orientado na forma de ajudar a mulher na amamentação e em outras necessidades.
Depressão, baby blues e outras tristezas
O livro da atriz Brooke Shields tem seu enfoque maior na depressão pós-parto. A própria expectativa de ficar grávida mediante tratamentos de fecundação já vale a nossa atenção redobrada. A ânsia por um filho e as frustrações no caminho vão idealizando um bebê que não existe. Além disso, no caso da atriz, somou-se o fato do parto não ter sido o planejado e ainda ter tido complicações bem sérias, deixando-a fatigada e temendo pela própria vida num momento que se imagina ser só de alegrias. Acredito que tudo isso foi um pano de fundo bem fecundo para desenvolver uma depressão.
A doula pós-parto não é uma profissional para tratar de uma depressão, mas pode, em alguns casos, ajudar a evitar em casos mais leves ou detectá-la precocemente e sugerir ajuda adequada. Ter uma doula em casa nos primeiros dias contribui para desmistificar algumas idéias a respeito do bebê perfeito e da mãe ideal. Os bebês são lindos mas choram, acordam muitas vezes durante a noite e nem sempre se acalmam de imediato. As mãe são carinhosas (vamos imaginar que sejam sempre!), mas ficam cansadas, tristes e desanimadas com a tarefa materna, inclusive com vontade de fazer outras atividades, confusas e com sentimentos diversos em relação à maternidade. Poder conversar com outra mulher-mãe que teve experiência própria e também é uma profissional, ajuda a tirar o peso de sentir tudo isso sozinha e sem coragem de expressar aos mais íntimos por receio de ser incompreendida e julgada.
A passagem de grávida à mãe nem sempre é fácil e por si só pode levar a uma tristeza. Trata-se de um passagem de papéis, onde se deixa para trás uma parte da vida e se começa uma nova etapa, rumo ao desconhecido mundo da maternidade. Como aconteceu no livro, pode ser uma passagem difícil e levar à depressão. Mas nem sempre é assim. Cabe à doula poder falar com naturalidade sobre essas tristezas do pós-parto. Como sendo parte de um momento de reflexão e de mudança que pode passar e dar lugar a uma mulher fortalecida e mais consciente. Porém, se esse estado persistir por semanas, ou ter mais agravantes, vale a pena sugerir um outro profissional.
Conclusões
Acredito que diante de todo o exposto, o trabalho da doula pós-parto pode ser resumido como o de uma profissional que se relaciona de mãe para mãe com conhecimentos empíricos e técnicos ajudando a mulher em sua apropriação do novo papel. Com seu jeito maternal, a profissional contribui para que a mulher desenvolva em si mesma os aspectos necessários para cuidar bem de seu filho. Sendo cuidada e compreendida, a mãe se espelha e aprende a cuidar e ouvir as manifestações do bebê. Mais do que orientar e ditar verdades, a doula pós-parto deseja que a mãe sinta-se segura e confie na sua percepção e intuição, pois uma mãe tranqüila sabe tomar decisões mais acertivas e saberá escolher melhor entre as várias formas de cuidar de uma criança.
Bibliografia *
DREXLER, Marisa- Consignas para realizar El Toque Eutónico AL bebé.
Departament of women and infants. The Ohio State University Medical Center .2002
DÍAZ, Beltrán L. - Postparto normal y postpartode cesárea. El puerperio.
DÍAZ, Soledad - El período postparto, Instituto Chileno de Medicina Reprodutiva.
KAPLAN, Frida - Contacto Conciente
NOGUEIRA, Adelise Noal - O pós-parto imediato
NOGUEIRA, Adriana Tanese- Depressão pós-parto
RODRÍGUEZ, Carlos González (marzo 2002)
SOLTER, El valor Del llanto -1996.
VERGANA, Maria - La doula y su incersion em La família.
SHIELDS, Brooke. Depois do parto, a dor: minha experiência com a depressão pós-parto. São Paulo, Prestígio, 2006.
La piel Del recien nacido : www.mepediatra.com
Textos e trocas entre professoras e alunas do curso Doula Pós-parto - março a julho de 2010.
* As referências estão incompletas porque são artigos apresentados no curso de Doula Pós-parto.
Juliana Sell é psicóloga e doula na gestação e pós-parto. Clique em seu nome para ver seu perfil na nossa página dos Profissionais Amigos.
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Mamadeiras e cia: cuidados com o material tóxico
Olá,
Vejam a matéria que saiu no site consumidor RS sobre as substâncias tóxicas presentes em muitas mamadeiras. Quem amamaneta sabe que o bebê está bem melhor com o seio e sem chupetas. Mesmo assim é interessante saber sobre o assunto porque pode incluir copos plásticos também.
18/10/2010
Projeto quer proibir mamadeiras com substância cancerígena
Mamadeiras, chupetas e recipientes plásticos que contenham a substância bisfenol-A, componente químico cancerígeno, podem ter a comercialização proibida
Mamadeiras, chupetas e recipientes plásticos que contenham a substância bisfenol-A, componente químico cancerígeno, podem ter a comercialização proibida. A proposta do senador Gim Argello (PTB-DF) se baseou em estudos das universidades de Columbia, Oxford e Illinois. "No Canadá, Dinamarca e em Costa Rica as indústrias já foram proibidas de fabricar mamadeiras com esse tipo de substância. Na França, o Senado aprovou a proibição em caráter provisório e nos Estados Unidos o bisfenol-A já foi proibido em dois estados", afirmou o senador.
No Brasil, segundo Argello, não existe proibição à fabricação e comercialização de produtos com o bisfenol-A e o componente continua sendo usado como a matéria-prima de plásticos duros. O projeto de lei 159/2010 está em tramitação no Senado e, se aprovado, segue para última votação na Comissão de Assuntos Sociais.
A liberação da toxina acontece durante o aquecimento do plástico. "Em produtos como chupetas e mamadeiras, ele é potencialmente prejudicial à saúde das nossas crianças", disse o senador.
O pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) que lidera uma pesquisa sobre estrógenos ambientais, Paulo Saldiva, explicou que "a ingestão destas substâncias por bebês pode influenciar na formação das mamas, testículos e órgão que têm ligação com hormônios".
Segundo Saldiva, o processo seria como uma reposição hormonal externa pois, ao ingerir o bisfenol-A, a pessoa absorve quantidades variadas de estrogênio. "A conseqüência é o aumento da tendência ao desenvolvimento de câncer de mama ou útero na mulher e perda de espermatozóides para o homem", explica.
O pesquisador afirmou que apesar desta descoberta ter mais de 15 anos, ainda não há provas de quantidades seguras para o consumo da substância.
Cuidados na hora de comprar a mamadeira
Para saber qual produto comprar, sem assumir os riscos oferecidos pelo bisfenol-A, o gerente de informação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, Carlos Thadeu, sugere a preferência pelas mamadeiras de vidro, para as crianças que ainda não começaram a andar. No entanto, para as demais, o vidro não é indicado, pois pode causar acidentes, em caso de queda.
Thadeu explicou que embaixo da mamadeira deve existir um triângulo com um número no interior. "As mamadeiras em que neste triângulo estiver o número 3 ou 7 têm o policarbonato em sua composição e o bisfenol-A", disse. As com o número 5 e as letras PP, no interior do triângulo, são as que não possuem bisfenol-A. O gerente aconselha também sempre verificar a composição do produto.
"Se a pessoa já possui a mamadeira com o bisfenol-A, o ideal é evitar sujeitá-la às temperaturas elevadas, pois o bisfenol-A é liberado no calor de 100°C, que é a temperatura de ebulição", disse ele.
Carlos Thadeu é favorável ao projeto do senador Gim Argello. Segundo ele, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite até 0,6 miligramas da substância por quilo do composto usado na fabricação de cada produto. "Se é sabido que o bisfenol-A é nocivo, por que não substituir?", questiona.
Fonte: Terra
Autor: Thaís Sabino
Revisão e Edição: de responsabilidade da fonte
news@consumidorrs.com.br
Vejam a matéria que saiu no site consumidor RS sobre as substâncias tóxicas presentes em muitas mamadeiras. Quem amamaneta sabe que o bebê está bem melhor com o seio e sem chupetas. Mesmo assim é interessante saber sobre o assunto porque pode incluir copos plásticos também.
18/10/2010
Projeto quer proibir mamadeiras com substância cancerígena
Mamadeiras, chupetas e recipientes plásticos que contenham a substância bisfenol-A, componente químico cancerígeno, podem ter a comercialização proibida
Mamadeiras, chupetas e recipientes plásticos que contenham a substância bisfenol-A, componente químico cancerígeno, podem ter a comercialização proibida. A proposta do senador Gim Argello (PTB-DF) se baseou em estudos das universidades de Columbia, Oxford e Illinois. "No Canadá, Dinamarca e em Costa Rica as indústrias já foram proibidas de fabricar mamadeiras com esse tipo de substância. Na França, o Senado aprovou a proibição em caráter provisório e nos Estados Unidos o bisfenol-A já foi proibido em dois estados", afirmou o senador.
No Brasil, segundo Argello, não existe proibição à fabricação e comercialização de produtos com o bisfenol-A e o componente continua sendo usado como a matéria-prima de plásticos duros. O projeto de lei 159/2010 está em tramitação no Senado e, se aprovado, segue para última votação na Comissão de Assuntos Sociais.
A liberação da toxina acontece durante o aquecimento do plástico. "Em produtos como chupetas e mamadeiras, ele é potencialmente prejudicial à saúde das nossas crianças", disse o senador.
O pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) que lidera uma pesquisa sobre estrógenos ambientais, Paulo Saldiva, explicou que "a ingestão destas substâncias por bebês pode influenciar na formação das mamas, testículos e órgão que têm ligação com hormônios".
Segundo Saldiva, o processo seria como uma reposição hormonal externa pois, ao ingerir o bisfenol-A, a pessoa absorve quantidades variadas de estrogênio. "A conseqüência é o aumento da tendência ao desenvolvimento de câncer de mama ou útero na mulher e perda de espermatozóides para o homem", explica.
O pesquisador afirmou que apesar desta descoberta ter mais de 15 anos, ainda não há provas de quantidades seguras para o consumo da substância.
Cuidados na hora de comprar a mamadeira
Para saber qual produto comprar, sem assumir os riscos oferecidos pelo bisfenol-A, o gerente de informação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, Carlos Thadeu, sugere a preferência pelas mamadeiras de vidro, para as crianças que ainda não começaram a andar. No entanto, para as demais, o vidro não é indicado, pois pode causar acidentes, em caso de queda.
Thadeu explicou que embaixo da mamadeira deve existir um triângulo com um número no interior. "As mamadeiras em que neste triângulo estiver o número 3 ou 7 têm o policarbonato em sua composição e o bisfenol-A", disse. As com o número 5 e as letras PP, no interior do triângulo, são as que não possuem bisfenol-A. O gerente aconselha também sempre verificar a composição do produto.
"Se a pessoa já possui a mamadeira com o bisfenol-A, o ideal é evitar sujeitá-la às temperaturas elevadas, pois o bisfenol-A é liberado no calor de 100°C, que é a temperatura de ebulição", disse ele.
Carlos Thadeu é favorável ao projeto do senador Gim Argello. Segundo ele, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite até 0,6 miligramas da substância por quilo do composto usado na fabricação de cada produto. "Se é sabido que o bisfenol-A é nocivo, por que não substituir?", questiona.
Fonte: Terra
Autor: Thaís Sabino
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